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Contratos futuros de açúcar fecham em baixa com previsão de monções normais na Índia

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a quarta-feira (10) em queda nas bolsas internacionais, influenciados pelas informações indicando que as chuvas das monções na Índia, segundo maior produtor mundial da commodity, deverão permanecer dentro da média, o que pode beneficiar a produção de cana-de-açúcar.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato maio/24 foi negociado a 21,46 centavos de dólar por libra-peso, registrando uma queda de 3 pontos em comparação ao dia anterior. Enquanto isso, o contrato julho/24 recuou 4 pontos, fechando a 21,09 cts/lb. Outros contratos também apresentaram quedas entre 6 e 13 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, as cotações do açúcar branco também tiveram um dia de desvalorização. O contrato maio/24 foi vendido a US$ 632,50 por tonelada, uma queda de 1,60 dólar em relação ao dia anterior. Já o contrato agosto/24 teve uma desvalorização de 1,90 dólar, sendo negociado a US$ 609,00 por tonelada. Os demais lotes também apresentaram quedas, variando entre 60 cents e 3,10 dólares.

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No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, para o açúcar cristal fechou a R$ 146,54 por saca de 50 quilos, comparado aos R$ 147,34 registrados na terça-feira, representando uma desvalorização de 0,54%.

Quanto ao etanol hidratado, o Indicador Diário Paulínia registrou o segundo dia consecutivo de valorização. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.482,00 por metro cúbico, frente aos R$ 2.444,50 praticados no dia anterior, o que representa uma valorização de 1,53%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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