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Consumo interno dos Cafés do Brasil atinge 21,7 milhões de sacas no período acumulado de doze meses

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O consumo interno dos Cafés do Brasil, no acumulado de doze meses, especificamente no período de novembro de 2022 a outubro de 2023, atingiu um volume físico total equivalente a 21,67 milhões de sacas de 60kg. Referido consumo inclui 20,62 milhões de sacas de café torrado e moído, as quais equivalem a 95,1% desse consumo, e, adicionalmente, 1,05 milhão de sacas de café solúvel que representam 4,9% da demanda total interna. Com base em tais dados estima-se que o consumo per capita no país foi de 6,4 kg no período.

Como a safra do ano-cafeeiro 2023 foi estimada em 55,07 milhões de sacas do 60kg, constata-se que o consumo interno desse período correspondeu a aproximadamente 39,4% da produção total dos Cafés do Brasil. Dessa forma, tal performance do consumo registrou um ligeiro incremento de 1,64%, na comparação com o período anterior, que, no caso, foi de 21,32 milhões de sacas. Entretanto, como a safra do ano-cafeeiro anterior foi ligeiramente menor, em torno de 50,9 milhões de sacas, seu respectivo consumo interno, proporcionalmente, representou obviamente uma percentagem maior (41,9%) em relação à safra de 2022.

Neste mesmo contexto do consumo dos Cafés do Brasil, no período analisado, merece destacar a participação, em ordem decrescente, das cinco regiões geográficas brasileiras. Assim, constata-se que o consumo da Região Sudeste, que foi o equivalente a 9,0 milhões de sacas de 60kg, correspondeu a 41,76% da demanda nacional, e que, na sequência, vem a Região Nordeste, com 5,82 milhões de sacas, consumo que equivale a 26,9% do total nacional.

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Concluindo esse ranking, verifica-se que a Região Sul ocupa a terceira posição, pois o seu respectivo consumo de café atingiu um volume de 3,18 milhões de sacas, as quais representam 14,7% da demanda nacional; e que, a Região Norte, cujo consumo foi de 1,86 milhão de sacas (8,6%), se destaca em quarto lugar; seguida da Região Centro-Oeste, na quinta posição, com o consumo de 1,73 milhões de sacas, que representam aproximadamente 8% do total dos Cafés do Brasil consumido no período analisado.

Os números e dados estatísticos do consumo do café brasileiro que estão sendo objeto desta análise divulgada pelo Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, foram obtidos do site da Associação Brasileira da Indústria do Café – ABIC, instituição que divulga nesse portal várias informações e análises complementares sobre Indicadores da Indústria do Café, Desempenho do Setor, Exportações Brasileiras de Café Torrado, Preços no Varejo e Pago ao Produtor, entre várias outras informações relevantes do agronegócio café brasileiro, que valem a pena serem conferidas.

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Conforme os dados dos indicadores da Indústria do Café divulgados pela ABIC, estima-se que as vendas da indústria de café no Brasil, em 2023, alcançaram o montante de R$22,9 bilhões, o qual registrou uma ligeira queda de 2,78%, caso tal performance seja comparada com a do ano anterior de 2022. A Associação atribui essa variação no faturamento da indústria de café à redução do preço do produto registrada nas gôndolas dos mercados do País.

Nesse sentido, a ABIC destaca que as categorias de cafés Gourmets e de cafés Superiores registraram quedas nos seus preços, respectivamente, de 10,71% e 11,78%. E, ainda, que o mesmo fenômeno foi registrado com os cafés Tradicionais e Extrafortes, que também tiveram queda de 10,21%, além de que os cafés em cápsula também registraram uma queda nos preços de venda aos consumidores equivalente a 7,76%. Em contrapartida, a ABIC destaca no seu relatório de avalição que o preço médio dos cafés Especiais teve aumento de 3,15%, caso sejam comparados os valores de venda de janeiro de 2023 com dezembro de 2023.

Fonte: Embrapa Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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