AGRONEGÓCIO

Consumo de Bacon Aumenta no Brasil no Primeiro Semestre de 2024, Segundo Pesquisa

Publicado em

Uma pesquisa realizada pela Horus, solução da Neogrid, revela que o consumo de bacon no Brasil apresentou um crescimento significativo no primeiro semestre de 2024. O estudo, focado na gestão da cadeia de consumo, destaca que, apesar da estabilidade no preço do bacon em comparação com o ano anterior, houve um notável aumento no tíquete médio por compra, especialmente no pequeno varejo.

Durante o primeiro semestre de 2024, o preço médio do bacon foi de R$ 65,46 por quilo, em comparação aos R$ 67,31 do mesmo período do ano anterior. Essa estabilidade nos preços, aliada ao aumento no tíquete médio, sugere uma maior presença da carne suína nas compras dos brasileiros.

A pesquisa indica que a maior redução na frequência de compras de bacon ocorreu nos pequenos varejos, com uma queda de 0,5%. No entanto, o tíquete médio nesses estabelecimentos subiu significativamente, passando de R$ 11,03 para R$ 25,32. Esse aumento sugere que, embora o bacon esteja sendo comprado com menos frequência, os consumidores estão adquirindo maiores quantidades por vez.

Leia Também:  Tereos reduz em 14% consumo de diesel no Brasil com medidas para descarbonizar

Além dos pequenos varejos, o estudo analisa também os impactos em supermercados e atacarejos. Nos mercados tradicionais, houve uma redução de 0,3% na incidência de bacon nas compras, acompanhada de um incremento de 67% no tíquete médio. Em atacarejos, o consumo caiu apenas 0,1%, mas o tíquete médio aumentou 34%.

No que diz respeito às diferentes classes socioeconômicas, todas apresentaram uma diminuição na frequência de compra de bacon entre os primeiros seis meses de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior. As classes D/E mostraram a maior queda, com 0,6%, seguidas pelas classes A/B e C, com 0,3% e 0,2%, respectivamente. Apesar da redução na frequência, as compras se tornaram maiores em volume, como evidenciado pelo aumento no tíquete médio.

O monitoramento mensal do preço do bacon também revela um aumento contínuo desde abril, quando o preço estava em R$ 62,24 por quilo. Em junho, o valor subiu para R$ 70,26, e, em agosto, alcançou R$ 72,58. Este valor está próximo do maior preço registrado nos últimos 20 meses, que foi de R$ 73,11, em agosto de 2023.

Leia Também:  Aborto, ataques a Trump e mais: o que disse Kamala em seu primeiro comício?

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Erro em contratos de arrendamento pode gerar multa de 50% do IR, alerta Receita Federal

Published

on

Contratos de arrendamento e parceria rural exigem atenção de proprietários e produtores. Informações incompatíveis sobre pagamentos, receitas e divisão dos riscos podem levar a Receita Federal a questionar a operação, cobrar diferenças de Imposto de Renda e aplicar multas.

Um dos erros mais relevantes ocorre quando o proprietário declara como receita da atividade rural o valor recebido pela cessão da terra. Para a Receita, o arrendamento de imóvel rural é tributado como aluguel, e não como resultado da produção agropecuária.

A diferença afeta diretamente a forma de recolhimento do imposto. Quando o arrendamento é pago por uma pessoa física, o proprietário deve apurar mensalmente o carnê-leão, se houver imposto devido. Se o pagamento vier de uma pessoa jurídica, pode haver retenção na fonte, compensável posteriormente na declaração anual.

A falta de recolhimento do carnê-leão, quando obrigatório, está sujeita a multa isolada correspondente a 50% do imposto que deixou de ser pago. A penalidade pode ser cobrada mesmo quando o rendimento tiver sido incluído posteriormente na declaração anual.

Portanto, a multa não equivale a 50% de toda a receita recebida pelo proprietário. Ela incide sobre o valor do carnê-leão não recolhido, além da cobrança do imposto devido, juros e outras penalidades que podem ser aplicadas conforme a irregularidade identificada.

Segundo Viviane Morales, advogada e diretora administrativa e financeira da Lastro Soluções Tributárias para o Agro, o problema aparece principalmente quando a remuneração fixa pela cessão da área é apresentada como se decorresse da exploração direta da propriedade.

No arrendamento, o dono da terra recebe a remuneração estabelecida no contrato e, em regra, não participa do resultado econômico da lavoura ou da pecuária. Uma quebra de safra, a queda dos preços ou o aumento dos custos não alteram automaticamente o valor que ele tem a receber.

Na atividade rural e na parceria efetiva, a lógica é diferente. As partes participam dos riscos e dos resultados do empreendimento. Clima, produtividade, preços, pragas e outras ocorrências podem interferir na parcela recebida por cada participante.

Leia Também:  Colheita do trigo entra na fase final, deve atingir 10,4 milhões de toneladas, mas ainda há riscos

Essa distinção é importante porque o regime tributário da atividade rural permite a apuração do resultado mediante o confronto entre receitas e despesas. O arrendamento, por sua vez, segue o tratamento destinado aos rendimentos de aluguel.

O risco fiscal não está restrito ao proprietário. Quem utiliza a terra também precisa informar corretamente o pagamento do arrendamento, o valor da operação e a identificação de quem recebeu os recursos.

A Receita orienta que os valores sejam registrados na ficha de pagamentos efetuados da declaração. A falta dessas informações pode gerar multa de 20% sobre o montante não declarado.

“A omissão pode gerar multa de até 20% sobre os valores não informados. Além disso, quando o pagamento do arrendamento é realizado em produtos agrícolas, como soja ou milho, e essa operação deixa de ser registrada corretamente, o produtor também pode ser autuado por omissão de receita da atividade rural”, afirma Viviane.

As informações declaradas por quem paga podem ser comparadas com aquelas apresentadas por quem recebe. Divergências de valores, datas, CPFs ou CNPJs aumentam a possibilidade de retenção da declaração para análise e de abertura de procedimento fiscal.

O pagamento em produtos agrícolas também exige cuidado. Contratos podem estabelecer a remuneração em quantidade determinada de sacas de soja, milho ou outro produto, mas a ausência de transferência bancária não elimina a obrigação de registrar a operação.

A entrega da produção para liquidar uma dívida do produtor deve ser reconhecida como receita da atividade rural no momento da entrega. Simultaneamente, o pagamento do arrendamento precisa ser registrado de acordo com a natureza da operação.

O fato de a remuneração estar expressa em sacas não transforma automaticamente o arrendamento em parceria rural. O elemento determinante é a existência, ou não, de compartilhamento efetivo dos riscos e dos resultados.

Leia Também:  Kamala x Trump: disputa nos EUA lembra polarização no Brasil, sem efeito Pablo Marçal

Na parceria, as partes devem dividir riscos relacionados a caso fortuito, força maior e variações da produção e dos preços. Quando o proprietário recebe uma quantidade fixa, independentemente do desempenho da atividade, a relação apresenta características de arrendamento.

“Tentar maquiar um arrendamento como parceria é uma estratégia de alto risco. Quando não existe compartilhamento real dos riscos da produção, o contrato pode ser descaracterizado pela Receita Federal, expondo tanto o proprietário quanto quem utiliza a terra às penalidades previstas na legislação”, diz Viviane.

O nome colocado no contrato, por si só, não determina o tratamento tributário. A fiscalização pode analisar cláusulas, comprovantes, movimentações financeiras, notas fiscais, registros da produção e a forma como a relação foi executada.

Um documento chamado de parceria, mas que assegura ao proprietário remuneração fixa e transfere todo o risco ao produtor, pode ser tratado como arrendamento. Da mesma forma, um contrato corretamente redigido perde força se os pagamentos e os registros fiscais mostrarem uma realidade diferente.

Para reduzir riscos, as duas partes devem conferir se os valores pagos e recebidos são coincidentes, identificar corretamente os envolvidos e manter documentos capazes de comprovar a natureza econômica da operação.

A revisão precisa ocorrer antes da entrega da declaração, e não somente depois de uma intimação. Também é recomendável verificar se houve recolhimento mensal do carnê-leão, quando devido, e se pagamentos realizados em produtos foram registrados adequadamente.

Arrendar terras continua sendo uma ferramenta importante para ampliar a produção sem imobilizar capital na aquisição de imóveis. A parceria também permanece legítima quando existe divisão real dos riscos. O problema surge quando contrato, execução e declaração tributária contam histórias diferentes.

Para o produtor, a principal orientação é não tratar o contrato rural como simples formalidade. Uma classificação equivocada pode resultar em imposto adicional, multa, juros e questionamentos para os dois lados da operação.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA