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Consórcio para maquinário agrícola impulsiona modernização e eficiência no campo

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O consórcio vem se consolidando como uma alternativa econômica e segura para produtores rurais que desejam modernizar suas operações. De acordo com Vera Lucia, consultora financeira do Consórcio Embracon, a modalidade permite a compra de equipamentos agrícolas de forma planejada, sem a cobrança de juros — apenas com taxa de administração.

Máquinas que aumentam a eficiência da produção

Por meio do consórcio, o produtor pode investir em diferentes tipos de máquinas e implementos que elevam a eficiência e a produtividade da fazenda. Entre os principais equipamentos estão:

  • Tratores: fundamentais para aragem, plantio e transporte, com potências variadas que atendem desde pequenas até grandes propriedades.
  • Colheitadeiras: automatizam a colheita de grãos como soja, milho e trigo, reduzindo perdas e agilizando o processo.
  • Pulverizadores: garantem aplicação precisa de defensivos e fertilizantes líquidos, protegendo a lavoura e aumentando a produtividade.
Implementos agrícolas e irrigação no pacote

Além dos maquinários de maior porte, o consórcio também possibilita a aquisição de implementos como grades, semeadoras, plantadeiras e carretais. Esses equipamentos ampliam a versatilidade do trator e agilizam etapas importantes da produção. Sistemas de irrigação também podem ser contemplados, garantindo a umidade ideal do solo mesmo em condições climáticas adversas, o que contribui para colheitas mais estáveis e de melhor qualidade.

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Planejamento financeiro e sustentabilidade no campo

Com parcelas acessíveis e previsibilidade nos pagamentos, o consórcio se apresenta como uma ferramenta estratégica para a modernização das propriedades rurais. Segundo especialistas, a modalidade favorece a organização financeira, o aumento da produtividade e a sustentabilidade no campo, além de ajudar o produtor a acompanhar a evolução tecnológica do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agricultura de precisão e manejo de solo ajudam produtores a reduzir perdas climáticas e aumentar estabilidade da soja e do milho

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A sucessão de fenômenos climáticos extremos nos últimos anos tem imposto desafios crescentes à produção agrícola brasileira. Desde a safra 2020/21, o campo convive com a alternância frequente entre La Niña e El Niño — já são cinco episódios de La Niña e um de El Niño em apenas seis anos — cenário que tem impactado diretamente a produtividade, especialmente em culturas como soja e milho.

Com seguros agrícolas cada vez mais caros e de cobertura limitada, parte dos produtores rurais enfrenta maior vulnerabilidade financeira, agravada também pela desvalorização dos grãos em determinados períodos. Nesse contexto, estratégias de manejo e tecnologia no campo passam a desempenhar papel central na redução de riscos.

Manejo do solo e plantas de cobertura reduzem impactos da seca

Embora o controle das condições climáticas não esteja ao alcance do produtor, práticas de manejo vêm sendo adotadas para minimizar perdas causadas por irregularidade de chuvas e períodos de estiagem.

Em Brasilândia do Sul, no noroeste do Paraná, o produtor rural Agnaldo Leite implementa desde 2018 o cultivo de milho em consórcio com crotalária e braquiária em uma área de 275 hectares. O objetivo é melhorar a estrutura do solo e aumentar sua capacidade de retenção de umidade.

A propriedade possui solos de textura mista, com teor de argila entre 25% e 50%, o que exige maior cuidado em períodos secos. Segundo o produtor, as plantas de cobertura são semeadas ainda com o milho safrinha em desenvolvimento, garantindo maior formação de palhada após a colheita.

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Na sequência, a soja é implantada sobre essa cobertura vegetal, o que contribui para manter a umidade do solo por mais tempo e amplia a janela ideal de plantio.

Além disso, a crotalária desempenha função importante no controle de nematoides e na reciclagem de nutrientes, auxiliando na disponibilidade de fósforo e potássio para as culturas seguintes.

Agricultura de precisão amplia eficiência no uso de insumos

Outro pilar adotado na propriedade é a agricultura de precisão, com uso de plantadeira de taxa variável para aplicação de fertilizantes conforme as necessidades identificadas em análise de solo.

O sistema permite ajustar a adubação de forma localizada, evitando desperdícios e melhorando a eficiência no uso de insumos, o que impacta diretamente no desempenho das lavouras.

Segundo o engenheiro agrônomo da C.Vale, Mateus Delai, que acompanha a área, o conjunto de práticas adotadas pelo produtor contribui para a recuperação da fertilidade do solo ao longo do tempo.

Solo recuperado e produtividade mais estável

O resultado do manejo integrado tem sido percebido na evolução da propriedade e na estabilidade produtiva das culturas.

O produtor relata que a combinação entre plantas de cobertura e agricultura de precisão transformou a qualidade do solo ao longo dos anos.

“Eu brinco com meus amigos dizendo que, se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, eu não compraria essas terras. Era um solo muito pobre, destruído. Hoje é um solo muito lindo. O fator que limita a minha produtividade não é mais o solo, é a chuva”, afirma Agnaldo Leite.

Segundo ele, as produtividades de soja e milho se tornaram mais consistentes, mesmo diante das variações climáticas registradas nas últimas safras.

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Tecnologia e manejo são caminhos para reduzir riscos no campo

Diante da instabilidade climática crescente, especialistas do setor reforçam que a adoção de práticas como agricultura de precisão, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura tende a ganhar ainda mais importância nos próximos anos.

Essas estratégias não eliminam os impactos do clima, mas ajudam a reduzir perdas, melhorar a eficiência produtiva e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas.

No cenário atual, em que eventos extremos se tornam mais frequentes, a combinação entre tecnologia e manejo adequado do solo se consolida como um dos principais caminhos para garantir estabilidade produtiva e sustentabilidade econômica no campo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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