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Conseleite inicia interiorização e projeta leite a R$ 2,5058 em fevereiro no RS

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O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) divulgou, nesta quarta-feira (26), a projeção para o valor de referência do leite em fevereiro, fixado em R$ 2,5058. O montante representa um aumento de 2,65% em relação ao valor projetado para janeiro (R$ 2,4411). A reunião, realizada na sede da Cotrisal, em Sarandi (RS), marcou o início da agenda de interiorização de 2025, que levará os encontros do colegiado para diferentes regiões produtoras ao longo do ano. As próximas cidades a receberem as reuniões serão Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Esteio, Carlos Barbosa e Ijuí.

Durante o encontro, o Conseleite também divulgou o valor consolidado para janeiro de 2025, estabelecido em R$ 2,4718, o que representa uma alta de 2,65% em comparação ao valor consolidado de dezembro de 2024 (R$ 2,4081). Os cálculos, elaborados mensalmente pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com base nos dados fornecidos pelas indústrias, consideram a movimentação dos primeiros 20 dias do mês e seguem os parâmetros atualizados pela Câmara Técnica do colegiado em 2023.

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Estabilidade em meio à entressafra

De acordo com o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, os índices refletem um cenário de estabilidade nos preços, mesmo diante do período de entressafra. “As variações estão dentro do esperado para esta época do ano, especialmente em um contexto de estiagem que afeta a região Noroeste do estado, responsável por quase 60% da produção leiteira”, destacou. Ele pontuou ainda que o estresse térmico impacta a produtividade das vacas, mas muitas propriedades já adotaram práticas para mitigar os efeitos do calor.

Sobre a interiorização das reuniões, Palharini enfatizou a importância da aproximação entre o colegiado e os produtores, bem como as empresas que atuam no setor lácteo gaúcho. “Somos um conselho estadual. É essencial levar os debates até as bacias leiteiras do Rio Grande do Sul para ampliar a escuta e fortalecer o setor”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café dispara nas bolsas com clima, atraso na colheita e atuação dos fundos; mercado volta a ganhar força

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O mercado internacional do café iniciou esta terça-feira (30) em forte recuperação, com expressivas altas nas bolsas de Nova York e Londres. Após as perdas registradas no fim da última semana, as cotações voltaram a subir impulsionadas por uma combinação de fatores que inclui o atraso da colheita brasileira, preocupações com a qualidade dos grãos, redução dos estoques certificados e a retomada das compras por parte dos fundos de investimento.

Na ICE Futures US, o café arábica registrava ganhos expressivos nas primeiras negociações do dia. O contrato com vencimento em setembro de 2026 avançava 1.075 pontos, sendo negociado a 288,55 cents de dólar por libra-peso. O vencimento julho/26 subia 435 pontos, para 291,10 cents/lbp, enquanto dezembro/26 apresentava valorização de 1.050 pontos, cotado a 273,90 cents/lbp.

Já na ICE Europe, em Londres, o café robusta também operava em território positivo. O contrato setembro/26 avançava 84 pontos, alcançando US$ 3.648 por tonelada. O vencimento novembro/26 subia 87 pontos, para US$ 3.597 por tonelada, enquanto apenas o contrato julho/26 registrava leve recuo, cotado a US$ 3.761 por tonelada.

Chuvas atrasam colheita e elevam preocupação com a qualidade

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o clima nas regiões produtoras do Brasil. As chuvas frequentes vêm dificultando o avanço da colheita da safra 2026/27, atrasando a retirada dos frutos das lavouras e comprometendo as etapas de secagem, beneficiamento e comercialização.

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Além do atraso operacional, o excesso de umidade também aumenta as preocupações quanto à qualidade dos grãos, uma variável que pode reduzir a disponibilidade de café de padrão superior no mercado internacional.

Embora as previsões indiquem melhora das condições climáticas ao longo de julho, permitindo maior ritmo na colheita, o mercado segue precificando os impactos imediatos provocados pelas precipitações nas principais regiões cafeeiras brasileiras.

Fundos de investimento ampliam volatilidade

Outro fator que voltou ao radar dos investidores é a atuação dos fundos de investimento, que vêm recompondo posições compradas após reduzirem significativamente sua exposição nas últimas semanas.

Segundo análise de mercado, o recente movimento de recuperação das cotações não pode ser explicado apenas pelas condições climáticas. A volta dos fundos às compras intensifica a volatilidade das negociações e amplia os movimentos de alta registrados nas bolsas internacionais.

Esse fluxo financeiro tem sido determinante para acelerar as oscilações diárias dos contratos futuros, principalmente em um cenário de oferta ainda cercado de incertezas.

Estoques certificados seguem em queda

O mercado também encontra suporte na redução contínua dos estoques certificados da ICE, indicador que reforça a percepção de menor disponibilidade imediata de café para entrega.

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A combinação entre estoques menores, dificuldades temporárias na colheita brasileira e maior participação dos investidores financeiros fortalece o viés altista no curto prazo.

Mercado mantém expectativa de grande safra brasileira

Apesar da recuperação das cotações, os analistas seguem avaliando que o cenário de médio prazo poderá ser mais equilibrado.

A expectativa permanece de que o Brasil confirme uma safra volumosa em 2026/27, o que tende a ampliar a oferta global nos próximos meses. Dessa forma, embora os fatores climáticos sustentem os preços no curto prazo, a evolução da colheita e a chegada efetiva do café ao mercado continuarão determinando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Na sessão anterior, encerrada na segunda-feira (29), o contrato setembro/2026 do café arábica fechou cotado a 277,80 cents de dólar por libra-peso, com alta de 4,60 centavos, equivalente a 1,7%. Já o vencimento dezembro/2026 encerrou a 263,40 cents/lbp, acumulando valorização de 0,9%, reforçando o movimento positivo que ganhou intensidade na abertura desta terça-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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