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Conheça os benefícios do fertilizante mineral no cultivo do arroz

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O arroz é um dos cereais mais consumidos no mundo todo, um grão básico para a alimentação de aproximadamente três bilhões de pessoas. Apenas em 2021 teve uma produção de 787,3 milhões de toneladas de grãos em casca, quase 28% do total de grãos utilizado na alimentação humana.

Segundo a Embrapa, o arroz é um cereal com grande importância tanto na parte econômica, quanto na social, isso por ser um alimento com bom balanceamento nutricional e com grande potencial para o combate à fome no mundo. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontam que, apenas no ano de 2022, foram consumidas 519,2 milhões de toneladas de arroz, sendo a população asiática a maior consumidora.

Produção do arroz

No Brasil, as maior parte das plantações de arroz estão concentradas na região Sul do país e, como acontece com as demais atividades agrícolas, o arroz está suscetível às condições climáticas para obter sucesso. Nesse cenário, fenômenos naturais podem afetar a plantação. Para reduzir perdas e driblar as adversidades, a utilização de fertilizantes é indispensável para aumentar o desempenho produtivo da lavoura, com maior qualidade de grãos e potencial superior.

A MaxiSolo, divisão de nutrição vegetal da SulGesso, vem atuando com fertilizantes de alta eficiência na cultura do arroz, desenvolvidos com tecnologia 100% nacional. As tecnologias já são utilizadas em incrementos de produtividade nos municípios de Maçambará, no Rio Grande do Sul e em Praia Grande, Santa Catarina.

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Em 2022, a empresa colocou à disposição do mercado o fertilizante SulfaBor, um fertilizante mineral especial, com fonte de boro, cálcio e enxofre no mesmo grânulo. Possui uma formulação de eficiência aumentada por tecnologias inteligentes com boro e controle de liberação.

Outra tecnologia já disponível é o KBmaxi, um fertilizante mineral misto, que possui fonte de potássio, boro, enxofre e cálcio no mesmo grânulo. Possui tecnologia multinutriente, solubilidade média com menores perdas. Um fertilizante com alta eficiência agronômica que nutre e constrói perfil de solo, além de ser menos salino que o cloreto de potássio.

Ambos os fertilizantes atuam no condicionamento, estabilizando o solo e agem diretamente na nutrição da planta. E já existem produtores aderindo à esta tecnologia. O KBmaxi no município de Capivari do Sul, no Rio Grande do Sul e o SulfaBor em Ermo, Santa Catarina, ambos empregados no cultivo do arroz irrigado.

Seis benefícios da utilização de fertilizante no cultivo do arroz

O SulfaBor e o KBmaxi da MaxiSolo, são produtos que trazem benefícios para a sua plantação que vão além do aumento da produtividade, confira:

1. Fonte de cálcio e enxofre solúveis

Melhora o crescimento radicular e traz maior absorção de águas e nutrientes;

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2. Descompactação do solo

Promove a floculação e reestruturação do solo, melhorando assim as taxas de infiltração de água. Um solo descompactado traz uma lavoura mais produtiva;

3. Enraizamento

Atua no aumento da porosidade do solo, promovendo sua descompactação e, consequentemente, um maior enraizamento das plantas. Dessa forma, a planta consegue buscar nutrientes na camada mais profunda do solo;

4. Redução do alumínio tóxico

A toxidez por AI3+ reduz o crescimento da raiz e traz prejuízo no processo de absorção de água e nutrientes. Os produtos da MaxiSolo – divisão de nutrição vegetal da SulGesso – reduzem a atividade do alumínio tóxico melhorando assim o ambiente radicular em profundidade. O resultado na prática, é a redução das raízes espessas, marrons e quebradiças;

5. Lavoura mais resistente à seca

Com maior enraizamento e a descompactação as plantas acessam água e nutrientes em maior profundidade, o que deixa a lavoura mais resistente à seca;

6. Aumento de produtividade

Como os fertilizantes deslocam-se rapidamente ao longo do perfil do solo, promovem maior disponibilidade de cálcio, enxofre, pares iônicos e de outros nutrientes em camadas mais profundas, resultando numa maior nutrição com mais produtividade para a sua lavoura.

Fonte: AgroUrbano Hub Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Eficiência do fósforo na agricultura depende de manejo integrado e avanço de soluções biológicas, aponta pesquisa da Embrapa

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Eficiência do fósforo segue como desafio central na agricultura tropical

A baixa eficiência no uso do fósforo continua sendo um dos principais gargalos da agricultura brasileira, especialmente em solos tropicais altamente intemperizados. Mesmo com a aplicação de fertilizantes fosfatados, grande parte do nutriente é rapidamente fixada no solo, tornando-se indisponível para as plantas.

Esse cenário será tema de destaque no Summit de Nutrição Vegetal Inteligente, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo), que acontece nos dias 9 e 10 de junho, no Pecege, em Piracicaba (SP).

Solubilização biológica do fósforo ganha destaque em evento técnico

No dia 9 de junho, às 10h, a pesquisadora da Embrapa, Christiane Abreu de Oliveira Paiva, apresentará a palestra “Inoculantes para fósforo: solubilizadores de fosfato e promotores de crescimento vegetal”, com foco nos mecanismos biológicos que ampliam a disponibilidade do nutriente no solo.

Segundo a pesquisadora, a limitação do fósforo no Brasil está diretamente ligada à química dos solos tropicais.

“Em muitos casos, de 100 kg de fertilizante fosfatado aplicado, apenas cerca de 20% são efetivamente aproveitados pelas plantas”, explica.

Microrganismos aumentam disponibilidade de fósforo no solo

A pesquisa destaca o papel de microrganismos solubilizadores, como bactérias e fungos, que atuam liberando fósforo retido no solo por meio de processos biológicos.

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Entre os principais mecanismos estão:

  • Produção de ácidos orgânicos
  • Liberação de enzimas específicas
  • Mobilização do fósforo na rizosfera

Esses processos aumentam a disponibilidade do nutriente na região das raízes, favorecendo sua absorção pelas plantas.

Pesquisa de 20 anos resultou em inoculante brasileiro

Durante a palestra, Christiane também apresentará resultados de uma linha de pesquisa desenvolvida ao longo de cerca de duas décadas, que culminou no lançamento do primeiro inoculante brasileiro para solubilização biológica de fósforo, em 2019.

A tecnologia já foi testada em diferentes regiões do país e apresentou ganhos consistentes de produtividade, como:

  • Mais de 13 sacas por hectare no milho
  • De 4 a 5 sacas por hectare na soja
  • Aumento superior a 15% na cana-de-açúcar
  • Maior eficiência na absorção de fósforo pelas plantas
Dependência de fertilizantes importados reforça importância da eficiência

Outro ponto de destaque é a forte dependência do Brasil em relação ao fósforo importado. Atualmente, mais de 80% do insumo utilizado no país vem do exterior, o que torna o setor vulnerável a variações geopolíticas e logísticas.

Nesse contexto, os inoculantes surgem como ferramenta estratégica para aumentar a eficiência do fertilizante já aplicado, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento nutricional pelas culturas.

Mercado de biológicos cresce e tecnologias brasileiras ganham espaço global

O mercado de soluções biológicas voltadas ao fósforo já conta com mais de dez produtos disponíveis no Brasil. Além disso, tecnologias desenvolvidas no país vêm ganhando espaço internacional, sendo utilizadas em regiões da Europa, América do Norte, América do Sul e África.

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Apesar do avanço, especialistas reforçam que essas soluções não substituem a adubação convencional.

Uso de inoculantes exige manejo integrado no sistema produtivo

Segundo a pesquisadora, o desempenho dos inoculantes depende diretamente das condições do solo, da cultura e das práticas de manejo adotadas na propriedade.

“O desempenho dessas tecnologias depende de fatores como tipo de solo, cultura, condições ambientais e práticas de manejo. É fundamental integrá-las com adubação equilibrada, plantio direto e aumento da matéria orgânica”, destaca Christiane.

Abisolo reforça importância da integração de tecnologias

Para o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero, o tema reflete um desafio estrutural da agricultura brasileira.

“A baixa eficiência do fósforo nos solos tropicais é uma questão estrutural. Tecnologias como os inoculantes contribuem para melhorar o aproveitamento desse nutriente, mas devem ser usadas de forma integrada ao sistema produtivo”, afirma.

O avanço das soluções biológicas para fósforo representa um importante passo para a agricultura tropical, mas especialistas reforçam que o ganho real de eficiência depende da integração entre tecnologias, manejo adequado do solo e estratégias nutricionais equilibradas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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