AGRONEGÓCIO

Congresso de Agronomia reúne lideranças e debate inovação para turbinar o agro

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O maior encontro da agronomia nacional começou nesta terça-feira (14.10), em Maceió, capital de Alagoas, com a abertura do 34Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA 2025). Promovido pela Confederação das Federações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab) em parceria com a Sociedade dos Engenheiros Agrônomos de Alagoas (Seagra), o evento reúne, até a sexta-feira (17), profissionais, pesquisadores e produtores rurais para discutir produtividade, sustentabilidade e inovação no campo.

No discurso de abertura, o presidente da Confaeab, Francisco Almeida, destacou a necessidade de aproximar a agronomia dos desafios reais da produção agropecuária. “Produtividade com sustentabilidade é nossa bandeira principal. O produtor rural é protagonista dessa transformação, e cabe à agronomia trazer inovação para garantir renda e preservar recursos”, afirmou Almeida, diante de uma plateia formada por profissionais de todas as regiões do país e representantes de órgãos como Embrapa, IAC, universidades, sindicatos e lideranças do agro.

A abertura contou ainda com a palestra do embaixador especial da FAO e ex-ministro Roberto Rodrigues, que frisou a importância de aliar produção, tecnologia e responsabilidade ambiental para consolidar o protagonismo brasileiro no cenário mundial.

A programação do Congresso explora temas diretamente ligados à vida e aos negócios do produtor: bioenergia e mobilidade sustentável, caminhos para descarbonização do agro, novas rotas logísticas, inteligência territorial, rastreabilidade, agricultura regenerativa e estratégias para ampliar a oferta de alimentos e energia sem abrir mão do equilíbrio ambiental. Destaques incluem painéis sobre mercado e práticas para aumento da produtividade, integração lavoura-pecuária e o uso crescente de bioinsumos.

Isan Rezende

Um dos debates mais esperados discute como as bioenergias podem revolucionar a mobilidade do campo, com nomes como Paulo Montabone (Fenasucro & Agrocana), Pedro Robério (Sindaçúcar) e Raffaella Rossetto (IAC/ABCA).

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No CBA 2025, o Engenheiro Agrônomo Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agronomos de Mato Grosso (Feagro-MT), participa do painel “Conexões no Agro: Estratégias de Comunicação”.

Ele dividirá a mesa de debates com Bruno Motta, CEO da Revista Procampo, e Talya Vasconcelos, comunicadora do agro, podcaster e fundadora do portal Bem Abastecida.

A mediação ficará por conta do Eng. Agr. Mário Agra Junior. O painel promete discutir como a comunicação pode fortalecer os elos no agronegócio, aproximando produtores, mercados e a sociedade, e trazendo experiências de destaque no Mato Grosso, nos meios digitais e na mídia especializada do setor.

PROGRAMAÇÃO

A programação completa do XXXIV Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA 2025) é voltada para o produtor rural que busca atualização, inovação e soluções práticas para o campo. Confira os principais destaques e horários previstos para as atividades no Centro de Convenções de Maceió (AL), de 14 a 17 de outubro:

14 de outubro (Terça – Abertura)

  • 19h: Solenidade de Abertura Oficial, com presença de Francisco Almeida (Confaeab), autoridades e lideranças do agro.

  • 20h: Palestra Magna – “O Engenheiro Agrônomo do Futuro”, com Roberto Rodrigues (embaixador especial da FAO e ex-ministro da Agricultura).

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15 de outubro (Quarta)

  • 8h às 18h: Palestras, painéis e mesas-redondas simultâneas, com temas como:

    • Produtividade e sustentabilidade: tendências globais e brasileiras

    • Integração lavoura-pecuária

    • Inovação tecnológica no campo

    • Agricultura regenerativa e bioinsumos

    • Logística, rastreabilidade e inteligência territorial

    • Expansão de alimentos, energia e biocombustíveis

  • 20h: Apresentação de estudos, lançamentos e premiações.

16 de outubro (Quinta)

  • 8h às 18h: Programação técnica continua com debates sobre:

    • Macrologística rural

    • Descarbonização do agro e mobilidade sustentável

    • Agricultura de precisão

    • Desafios climáticos e gestão sustentável das propriedades

    • Tendências de mercado e comercialização internacional

  • 18h: Encontro das lideranças e assembleias setoriais.

17 de outubro (Sexta – Encerramento)

  • 8h às 12h: Rodas de conversa, trabalhos técnicos e pitchs de inovação para produtores e startups.

  • 12h: Sessão de encerramento, premiações finais e balanço do evento.

Durante todos os dias, a programação conta com feira de exposições, apresentações de estudos científicos, estandes de empresas, fóruns de inovação e espaço para networking entre os visitantes.

Outras informações, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crise no petróleo acelera corrida por biocombustíveis e deve impulsionar fusões no setor de energia

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A crise internacional no abastecimento de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, recolocou os biocombustíveis no centro da agenda energética global e deve acelerar uma nova onda de fusões e aquisições no setor de bioenergia.

Com estoques globais de petróleo registrando a maior redução da história em abril — queda estimada em cerca de 200 milhões de barris em apenas um mês, segundo a S&P Global Energy — governos, investidores e grandes grupos energéticos voltaram a intensificar a busca por alternativas renováveis e menos dependentes do petróleo fóssil.

Neste cenário, o Brasil reforça sua posição estratégica como um dos principais produtores globais de biocombustíveis, atraindo investimentos bilionários e ampliando o movimento de consolidação no setor.

Mercado de biocombustíveis vive novo ciclo de expansão

Levantamento da consultoria Redirection International aponta que o setor brasileiro de bioenergia atravessa um novo ciclo de crescimento estrutural, sustentado pelo agronegócio, por políticas públicas de incentivo e pelo aumento da demanda internacional por energia limpa.

A expectativa é de crescimento médio anual de aproximadamente 9% nos próximos anos.

Entre os principais motores dessa expansão está a implementação do B15, política que determina a mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel comercializado no país.

Com isso, a demanda brasileira por biodiesel deve alcançar cerca de 11 milhões de metros cúbicos apenas em 2026.

A projeção do mercado é ainda mais otimista para os próximos anos. O governo trabalha com perspectiva de avanço gradual da mistura obrigatória até atingir o B20 em 2030, ampliando ainda mais o consumo interno de biodiesel.

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Setor pode receber mais de R$ 100 bilhões em investimentos

O aquecimento do mercado já impulsiona novos aportes em toda a cadeia de bioenergia.

As estimativas indicam investimentos entre R$ 107 bilhões e R$ 108 bilhões ao longo da próxima década, abrangendo:

  • etanol;
  • biodiesel;
  • biogás;
  • biometano;
  • combustíveis sustentáveis de aviação (SAF).

Somente em 2024, os investimentos anunciados no setor superaram R$ 42 bilhões.

Segundo Adam Patterson, economista e sócio da Redirection International, o mercado entra agora em uma fase de consolidação operacional e ganho de escala.

“O setor de biocombustíveis no Brasil entra em um novo ciclo de consolidação, impulsionado pelo crescimento estrutural da demanda e pela necessidade de escala e eficiência operacional”, afirma.

Fusões e aquisições aceleram no setor de energia

O movimento de fusões e aquisições (M&A) também segue em ritmo acelerado no mercado energético brasileiro.

Dados da KPMG apontam que somente no ano passado foram registradas 95 transações no setor macro de energia.

Segundo especialistas, o avanço da demanda global por energia renovável exige:

  • maior capacidade produtiva;
  • integração logística;
  • eficiência operacional;
  • verticalização da cadeia.

Com isso, empresas buscam ampliar presença desde a produção agrícola até a distribuição final de combustíveis.

“M&A é hoje a principal ferramenta para capturar crescimento e resolver ineficiências estruturais do setor”, destaca Patterson.

Etanol de milho, biogás e SAF atraem investidores

Os segmentos mais visados pelos investidores atualmente incluem:

  • etanol de milho;
  • biodiesel;
  • biogás e biometano;
  • combustíveis sustentáveis de aviação.
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O mercado de biogás e biometano, por exemplo, já registrou aproximadamente 13 operações recentes de fusões e aquisições.

Além de grupos nacionais, investidores estrangeiros seguem altamente ativos no Brasil e já representam cerca de metade das operações realizadas no setor energético.

Fundos de Private Equity e investidores estratégicos internacionais enxergam o país como uma plataforma global de produção de bioenergia, especialmente devido à força do agronegócio brasileiro.

Grandes empresas ampliam presença em bioenergia

Entre as companhias que vêm acelerando investimentos e aquisições estão gigantes do setor sucroenergético e de combustíveis.

A Raízen anunciou recentemente novos movimentos de expansão em bioenergia, buscando ampliar escala e eficiência operacional.

Outras empresas que aparecem entre os principais players ativos em M&A incluem:

  • 3tentos;
  • Tereos;
  • Jalles Machado;
  • Uisa.

A Petrobras também vem reposicionando sua estratégia energética, ampliando a exposição a combustíveis renováveis e fortalecendo a integração de sua cadeia de produção.

Crise energética fortalece debate sobre transição global

O fechamento do Estreito de Ormuz e os impactos sobre o abastecimento mundial reacenderam o debate sobre a dependência global do petróleo fóssil.

Especialistas avaliam que a crise atual pode acelerar investimentos em transição energética, especialmente em países com grande capacidade agrícola e produção de biomassa, como o Brasil.

Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros ganham relevância estratégica tanto para segurança energética quanto para metas globais de descarbonização, consolidando o país como um dos protagonistas da nova economia de energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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