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Conflitos por terras no Paraná elevam risco de mortes entre indígenas e produtores

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Os recentes conflitos por invasões de terras em Guaíra e Terra Roxa, no Paraná, têm gerado um aumento preocupante no risco de morte, tanto para indígenas quanto para produtores rurais. Na última semana, um produtor foi gravemente ferido por um indígena durante o plantio de soja. Diante desse cenário, partidos políticos têm pressionado pela intervenção das forças policiais locais para restabelecer a ordem até que o Supremo Tribunal Federal (STF) delibere sobre o caso.

Os partidos Progressistas, Republicanos e Partido Liberal (PL), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresentaram novos argumentos ao STF para garantir a aplicação da Lei 14.701/2023, que regulamenta a demarcação de terras indígenas. A medida visa assegurar a constitucionalidade da legislação e proteger propriedades rurais contra ocupações ilegais, em meio à escalada dos conflitos no campo.

Desde abril deste ano, o STF suspendeu os processos judiciais que discutem a constitucionalidade da lei, enquanto uma Comissão Especial foi criada para tentar resolver pacificamente as disputas. No entanto, os conflitos violentos persistem, especialmente nas áreas rurais de Guaíra, onde agricultores foram atacados por indígenas durante o plantio, em 17 de outubro de 2024.

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De acordo com informações apresentadas pela CNA e federações estaduais, como a FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e a FAMASUL (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), a Força Nacional, presente na região, não conseguiu impedir os confrontos. A petição protocolada solicita que o STF autorize a atuação das forças de segurança estaduais, incluindo a polícia militar e civil, para intervir em crimes como esbulho possessório e outras violações nas áreas em disputa.

Os partidos também pedem que o STF reconheça a situação como um “estado de coisas inconstitucional” em relação à segurança pública rural. Além disso, solicitaram informações dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul sobre os conflitos locais, e requerem a suspensão de processos administrativos de demarcação em áreas onde há disputas violentas.

O documento destaca a urgência de uma solução pacífica para evitar a perpetuação da violência no campo e garantir a segurança jurídica e pública nas áreas afetadas. Segundo os representantes, a aplicação da Lei 14.701/2023 é essencial para estabilizar o cenário rural e proteger tanto os agricultores quanto os indígenas envolvidos.

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também manifestou apoio aos pedidos, enfatizando a importância do respeito ao direito de propriedade e da segurança jurídica para preservar a paz no campo. Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, defendeu que a solução dos conflitos deve ser negociada de forma legal, e não por meio de atos violentos ou invasões forçadas. “Acreditamos que o STF dará uma resposta firme e equilibrada para proteger os agricultores e assegurar um ambiente de segurança necessário ao desenvolvimento do agronegócio no Brasil”, afirmou.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também alertou sobre a urgência de restabelecer a ordem e garantir segurança jurídica nas regiões de conflito. Segundo ela, a falta de ação adequada estimula novas invasões. Para o deputado Sérgio Souza (MDB-PR), a demora na resolução dos conflitos coloca em risco a vida dos brasileiros, que permanecem em um “limbo jurídico” enquanto aguardam uma solução definitiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação em clubes da capital avança e reforça exigências de segurança e acessibilidade

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A Prefeitura de Cuiabá realizou mais um desdobramento da Operação Alvará Regular: Férias Seguras, com a vistoria de dois clubes da capital. Com foco na prevenção de acidentes e na orientação dos responsáveis durante o período de férias escolares, a ação integrada ocorre às quartas, quintas e sextas-feiras em clubes e balneários do município. A fiscalização foi realizada nesta sexta-feira (19) e continuará nesta semana.

O Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso (Sinpol-MT) foi o primeiro local vistoriado. Durante a fiscalização, as equipes constataram que o espaço está regularizado quanto aos alvarás e às exigências de segurança. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) também verificou a conformidade com as normas de acessibilidade, constatando a presença de rampas de acesso, banheiros adaptados e barras de apoio.

De acordo com o secretário-geral do Sinpol-MT, Arley Xavier, a atuação da Prefeitura de Cuiabá e dos demais órgãos fiscalizadores é fundamental para garantir a segurança dos frequentadores.

“Hoje recebemos a fiscalização da Prefeitura de Cuiabá, do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. Eles vieram verificar o funcionamento do nosso sindicato, e pudemos demonstrar que estamos em pleno funcionamento, com todos os alvarás em dia, oferecendo segurança aos nossos sindicalizados. Esse trabalho precisa ocorrer em todos os locais, pois demonstra o que é necessário para a realização de atividades com qualidade e segurança”, afirmou.

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Representando o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), o cabo Renan Ortiz informou que foram encontradas situações distintas nos estabelecimentos vistoriados. Enquanto um deles está regularizado, o outro apresentou pendências relacionadas à documentação e aos sistemas de segurança.

“Em um dos locais, constatamos que o estabelecimento está em processo de regularização e todos os sistemas preventivos da edificação estão em funcionamento. Já no segundo, verificamos a ausência do alvará da corporação e de equipamentos preventivos. Como se trata de uma edificação com menos de 750 metros quadrados, orientamos o responsável sobre a possibilidade de regularização diretamente pelo site do Corpo de Bombeiros”, explicou Ortiz.

O agente de fiscalização e coordenador da Fiscalização Preventiva Integrada do Crea-MT, Reinaldo Magalhães Passos, notificou o segundo estabelecimento devido à ausência de condições de acessibilidade. Segundo ele, ao término da operação será elaborado um relatório apontando os locais que não atendem às exigências previstas em lei.

“O documento será encaminhado ao Ministério Público, que poderá adotar as medidas cabíveis, incluindo a proposição de ação civil pública para que os responsáveis realizem as adequações necessárias”, destacou.

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Coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Operação Alvará Regular: Férias Seguras reúne equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), Procon Municipal, Vigilância Sanitária, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e Secretaria Municipal de Segurança Pública. As fiscalizações seguem até o dia 3 de julho.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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