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Conflito no Mar Vermelho encarece frete marítimo em 121%; veja o que pode ficar mais caro no Brasil

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Dados do índice Freightos Baltic, que mede as taxas globais de frete de contêineres, mostram que no dia 1º dezembro de 2023, o valor médio do frete de um contêiner de 40 pés estava em US$ 1.179,20. No dia 12 de janeiro esse frete já estava em US$ 2.613,00, um salto de 121,59%.

Os custos da operação também aumentaram junto com o tempo de navegação de cada embarcação. Com a não utilização do Canal de Suez, os navios estão tendo que desviar a rota pelo Cabo da Boa Esperança. Isso significa um aumento de mais ou menos 10 dias na rota de uma embarcação que faz Ásia e Europa, explica Larry Carvalho, advogado especialista em logística e direito marítimo.

“Levando em consideração que o custo médio por embarcação só de óleo bunker (óleo combustível da embarcação) está na casa de US$ 30.000 por dia, a gente tem um aumento aí na casa de 300 mil dólares só de custo de combustível, sem falar de mão de obra e vários outros custos envolvidos”, diz.

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Os Estados Unidos e o Reino Unido realizaram ataques na semana passada contra os Houthis no Iêmen. Foi uma ofensiva contra o grupo rebelde que começou a atacar os navios no Mar Vermelho no final do ano passado. As tensões na região não diminuem e integrantes de alta patente dos Houthi já disseram ao Irã que o grupo continuará os seus ataques no Mar Vermelho “enquanto o genocídio na guerra de Gaza continuar”.

A Drewry Shipping Consultants, uma consultoria que acompanha o setor de transporte marítimo, alertou que as próximas semanas serão “críticas” por conta da maior demanda que antecede o Ano Novo Lunar chinês, em fevereiro.

Por causa disso, empresas brasileiras de transporte internacional estão fazendo algumas recomendações aos seus clientes, para garantir o transporte de mercadorias.

Caio Jorge, que é diretor comercial da Hoffen International Logistics, e trabalha há 20 anos fazendo agenciamento de transportes internacionais diz que “a melhor opção para essa ocasião é fazer o booking (reserva) nos navios com a maior antecedência possível, assim o espaço e o equipamento (container) estará mais garantido”.

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Produtos mais caros no Brasil

O aumento nos preços nos fretes e nos custos de navegação podem chegar no bolso dos brasileiros, já que vários produtos que consumimos no país vêm da Ásia, lembra Larry.

“Bens do dia a dia que são importados da China, itens de bazar, cama, mesa e banho, itens de cozinha e de plástico, que são importados da China e ainda têm os itens de vidro também, todos eles vão ter impacto significativo, porque o frete marítimo basicamente dobrou em menos de um mês”.

Vários desses itens estão inclusos no grupo “artigos de residência”, um dos que compõem o IPCA, índice que mede a inflação oficial no Brasil, que pode sofrer variação com o aumento dos preços dessas mercadorias nos próximos meses.

Outra preocupação do mercado é com o preço do petróleo, que apesar da volatilidade nos últimos dias, ainda está contendo altas mais expressivas devido aos estoques ainda disponíveis da commodity e seus derivados nos EUA.

Fonte: CNN

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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