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Confirmação de Foco de Newcastle no RS Alerta Setor de Avicultura

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O setor avícola está em alerta após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de frangos localizada no município de Anta Gorda, na região do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. O caso, que foi detectado no final da semana passada, está gerando preocupações no mercado.

Pesquisadores do Cepea alertam que, se o Brasil enfrentar uma suspensão nas compras internacionais de carne de frango por um período superior a 21 dias, isso poderá resultar em um aumento significativo da oferta interna. Tal cenário poderia provocar uma queda acentuada nos preços, afetando também a competitividade da carne de frango em relação às proteínas bovina e suína.

No curto prazo, o Cepea prevê que ajustes no alojamento das aves serão necessários para lidar com a situação. Atualmente, o Brasil ocupa a posição de maior exportador mundial de carne de frango. No segundo trimestre deste ano, os embarques brasileiros aumentaram 12,1% em relação ao primeiro trimestre e 4,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Secex analisados pelo Cepea.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

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Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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