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Confira as políticas públicas da Prefeitura de Cuiabá voltadas para as mulheres

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A Prefeitura de Cuiabá tem ampliado e fortalecido políticas públicas voltadas às mulheres, com ações que alcançam diferentes áreas da vida social, como saúde, proteção social, mobilidade urbana, habitação, qualificação profissional, geração de renda e direitos das servidoras. As iniciativas são conduzidas de forma integrada por diversas secretarias e contam com articulação direta do prefeito Abilio Brunini e da primeira-dama e vereadora Samantha Iris.

Entre os principais avanços está o fortalecimento das ações na área da saúde. Durante o Mês da Mulher, a administração municipal iniciou uma força-tarefa para ampliar a oferta de exames e reduzir o tempo de espera na rede pública. A estratégia prevê a realização de 22.540 mamografias ao longo de oito meses. Somente em março serão ofertados 2.989 exames e, nos meses seguintes, a média será de 2.793 por mês, número que representa um acréscimo de 1.443 exames mensais em relação à capacidade anterior da rede.

Além das mamografias, também serão realizados mais de 4.500 procedimentos especializados, incluindo ultrassonografias, ressonâncias magnéticas de mama, cirurgias de laqueadura tubária e consultas de planejamento familiar. O atendimento é reforçado nas 70 Unidades de Saúde da Família durante a Ação Março Lilás, com oferta de exames preventivos, vacinação, testes rápidos para infecções sexualmente transmissíveis e acesso a métodos contraceptivos, entre eles o implante subdérmico, disponível para mulheres entre 14 e 49 anos. O Hospital Municipal São Benedito também realiza mutirões de exames e consultas, incluindo ultrassonografias e ressonâncias magnéticas. Já as cirurgias de laqueadura passam a ser realizadas no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) também implantou as Salas Acolher, uma nova estratégia para fortalecer o atendimento a mulheres em situação de violência, com foco na descentralização do serviço. A iniciativa substituiu as antigas Salas da Mulher das UPAs e passou a funcionar em quatro Unidades de Saúde da Família (USFs).

A descentralização aproxima o atendimento das vítimas, garantindo assistência multiprofissional, escuta qualificada e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres a partir de 14 anos. Com média de cerca de 350 atendimentos por unidade, as Salas Acolher estão localizadas nas USFs CPA IV (região Norte), Jockey Club (região Sul), Grande Terceiro (região Leste) e Ribeirão da Ponte (região Oeste). Em casos de violência sexual ocorridos em até 72 horas, a orientação é procurar o Hospital Universitário Júlio Muller, onde funciona o Projeto Ipê.

Na área de mobilidade urbana, a Semob também tem adotado medidas voltadas à segurança das mulheres no transporte coletivo. Toda a frota de ônibus da capital conta com câmeras de monitoramento que auxiliam na identificação e investigação de crimes, especialmente casos de assédio. Outra medida importante é a Lei da Parada Segura, que permite que mulheres e pessoas com dificuldade de locomoção solicitem ao motorista que realize a parada fora do ponto oficial, em locais mais iluminados e considerados mais seguros. A cidade também conta com cinco abrigos inteligentes equipados com totens de comunicação direta com a central de monitoramento, permitindo atendimento imediato em situações de risco. Novos abrigos devem ser instalados nos próximos dias, ampliando a cobertura do serviço.

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A política habitacional também contempla medidas de valorização e proteção às mulheres. A Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária reserva 15 por cento das unidades do programa Casa Cuiabana para mulheres chefes de família, garantindo prioridade no acesso à moradia. Nos processos de regularização fundiária realizados pelo município, os títulos de propriedade são emitidos majoritariamente em nome da mulher, estratégia que assegura maior segurança patrimonial e estabilidade familiar.

O acolhimento e a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade também fazem parte das ações da gestão municipal. A Secretaria Municipal da Mulher conduz iniciativas em parceria com a rede municipal de atendimento, entre elas o projeto Cuiabá Acolhe Mulheres. A ação oferece acolhimento, orientação jurídica e apoio psicológico por meio da Van Rosa, uma unidade móvel equipada com equipe multidisciplinar que pode incluir assistente social, psicóloga e, em alguns casos, policial militar. O veículo é acionado mediante solicitação dos órgãos que integram a rede de proteção.

O projeto inclui apoio na transferência de filhos entre unidades escolares, encaminhamentos para serviços públicos essenciais e participação em iniciativas de fortalecimento emocional, como o Projeto Lutadoras, além de oferecer acesso a ações de qualificação profissional e geração de renda

O Projeto Lutadoras também será ampliado de forma significativa. Realizado em parceria com o Núcleo da Primeira-Dama e a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria da Mulher aumentou a oferta de vagas de 80 para mais de 900, com foco especial no atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade ou que tenham sido vítimas de violência.

Os números reforçam o alcance das ações. Entre janeiro e dezembro de 2025, quase cinco mil pessoas foram beneficiadas por iniciativas relacionadas à prevenção da violência, qualificação profissional, empregabilidade e empreendedorismo. Apenas no Espaço de Acolhimento da Mulher, 389 mulheres receberam atendimentos psicossociais em 2025, somando 2.257 ações. Em 2026, entre 1º de janeiro e 2 de março, outras 43 mulheres já deram entrada no atendimento, recebendo mais de 300 ações, entre atendimentos psicológicos, orientação jurídica e encaminhamentos para serviços essenciais.

Na Sala de Acolhimento da Mulher, em 2025, 83 mulheres receberam atendimento psicológico, totalizando 384 procedimentos. Em 2026, 26 mulheres já foram atendidas, com 164 ações realizados.

Outro eixo importante das políticas públicas voltadas às mulheres é o incentivo à autonomia financeira. Em parceria com o Senac, a Secretaria da Mulher oferece cursos de capacitação profissional com mais de 600 vagas. Entre as formações estão Marketing em Mídias Digitais e Redes Sociais, Bolos e Docinhos Decorados, Design de Sobrancelhas com Henna, Unhas de Gel, Massagem Modeladora, Assistente Administrativo, Maquiagem para Festas, Mídias Digitais para a Melhor Idade, Preparo de Salgados, Empreendedorismo, Cuidador de Idoso, Panificação e Confeitaria e Aplicação de Inteligência Artificial para Negócios.

As inscrições para a Imersão Empreendedora também estão abertas. O curso será realizado de 9 a 13 de março, das 13h30 às 17h, na sede da Secretaria Municipal da Mulher. A capacitação é gratuita, oferece certificação e possui vagas limitadas.

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Em 2025 foram ofertados 24 cursos de qualificação profissional, totalizando 630 vagas. Ao todo, 545 alunas participaram das formações e 303 concluíram os cursos. No mesmo período também foram realizados cinco Feirões de Emprego, que disponibilizaram mais de mil vagas, além de workshops, ações sociais, palestras e a Feira Viva Mulher, voltada ao empreendedorismo feminino.

O cuidado com as gestantes também faz parte das políticas públicas da gestão municipal. A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou a segunda edição do Projeto Mães Cuiabanas, reunindo 90 gestantes acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social a partir do sétimo mês de gravidez. Idealizado pela primeira-dama Samantha Iris, o projeto oferece orientação sobre parto, cuidados no último trimestre da gestação, técnicas para amenizar dores, apoio à saúde emocional e entrega de kits de enxoval para os bebês. A próxima edição está prevista para o dia 27 de março.

A Prefeitura também mantém a Casa de Amparo, unidade que oferece acolhimento provisório e atendimento integral para mulheres em situação de risco de morte ou ameaças decorrentes da violência doméstica e familiar. A unidade recebe encaminhamentos das Delegacias do Plantão de Violência Doméstica, da Delegacia Especializada da Mulher e de outros órgãos da Justiça.
O espaço funciona 24 horas por dia e recebe mulheres acompanhadas ou não de seus filhos. Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, a Casa de Amparo acolheu 401 pessoas, sendo 194 mulheres e 207 crianças e adolescentes, demonstrando o alcance da política de proteção social desenvolvida pelo município.

Outra iniciativa conduzida pela Secretaria Municipal de Assistência Social é o Projeto Solidariedade em Ação, que concede auxílio financeiro a crianças órfãs de feminicídio. Em 2025 foram repassados R$ 317.360 mil e, em janeiro de 2026, outros R$ 27.324 mil, totalizando R$ 344.684 mil destinados aos filhos das vítimas. Cada criança recebe mensalmente o equivalente a um salário mínimo. Somente em janeiro deste ano, 18 crianças foram beneficiadas pelo programa.

A administração municipal também implantou o Auxílio Nova Maternidade, política inédita que garante segurança financeira às servidoras efetivas, comissionadas e contratadas durante o período de licença-maternidade. A medida assegura que mulheres gestantes, puérperas e adotantes não tenham redução em sua remuneração no período de afastamento. Durante a licença, a servidora passa a receber a média dos valores percebidos nos últimos 12 meses referentes às verbas condicionais que compunham sua remuneração habitual, ampliando a proteção financeira no período da gestação e do pós-parto.

A Prefeitura também fortaleceu a Política Permanente de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual no serviço público municipal. Servidoras e servidores contam com canais de denúncia disponíveis no Portal do Cidadão, pelo endereço https://www.cuiaba.mt.gov.br/servicos/categoria/cidadao, na aba Ouvidoria, e também pelo WhatsApp (65) 99263-9779, garantindo sigilo, acolhimento e encaminhamento adequado das ocorrências.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA; veja como aplicar na sua propriedade

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A inteligência artificial já está presente em 32% das empresas, cooperativas e propriedades rurais consultadas em levantamento com profissionais do agronegócio. A tecnologia começa a sair dos escritórios e chegar às decisões de plantio, irrigação, aplicação de insumos, controle de pragas, manutenção de máquinas, pecuária e comercialização.

O percentual não permite concluir que o Brasil esteja atrasado. A pesquisa ouviu 197 profissionais e não possui abrangência suficiente para representar todo o setor. Além disso, ainda não existe uma estatística internacional padronizada que permita comparar diretamente o uso de inteligência artificial nas propriedades de diferentes países.

O conceito também varia entre os levantamentos. Algumas pesquisas consideram apenas sistemas que aprendem com dados e produzem previsões. Outras incluem agricultura de precisão, sensores, drones, imagens de satélite, pilotos automáticos e plataformas digitais, mesmo quando essas ferramentas não utilizam inteligência artificial em todas as suas funções.

Uma pesquisa internacional realizada com cerca de 4,4 mil produtores de nove países ajuda a dimensionar a digitalização do campo. Nos Estados Unidos, 61% dos entrevistados utilizavam soluções de agronomia digital, 51% adotavam equipamentos de agricultura de precisão e 38% empregavam sensoriamento remoto. Na América Latina, 49% usavam ferramentas digitais para acompanhar a produtividade.

O mesmo levantamento apontou que 75% dos produtores latino-americanos consultados utilizavam controladores de seção em pulverizadores, ante 78% na América do Norte e 49% na União Europeia. Esses equipamentos evitam sobreposição durante a aplicação, mas não devem ser classificados automaticamente como inteligência artificial.

Diante dessas diferenças, os 32% registrados no levantamento brasileiro indicam uma adoção relevante, embora ainda concentrada. Outros 56% dos participantes afirmaram não utilizar IA e 12% não souberam responder. Parte desses últimos pode empregar sistemas com inteligência artificial embarcada sem identificar a tecnologia pelo nome.

Na prática, a IA funciona a partir da coleta e da comparação de informações. Sensores, máquinas, estações meteorológicas, câmeras, drones, satélites e sistemas de gestão geram dados sobre solo, clima, plantas, animais, equipamentos, custos e produtividade. Os programas procuram padrões nesse conjunto e transformam as informações em alertas, previsões ou recomendações.

Uma câmera instalada numa máquina, por exemplo, pode registrar milhares de imagens enquanto percorre a lavoura. O sistema compara as plantas fotografadas com exemplos usados em seu treinamento, diferencia a cultura das invasoras e indica onde o herbicida deve ser aplicado. Em equipamentos compatíveis, o acionamento pode ocorrer automaticamente e apenas no ponto necessário.

Na irrigação, imagens térmicas e sensores permitem acompanhar a temperatura das folhas, a umidade do solo e as condições atmosféricas. Plantas submetidas à falta de água apresentam mudanças que podem ser reconhecidas pelo sistema antes que o estresse seja facilmente percebido a olho nu. A informação ajuda a definir quais áreas precisam ser irrigadas e em que quantidade.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participa do desenvolvimento de uma tecnologia que analisa a temperatura das folhas para identificar a necessidade de água. A aplicação busca evitar tanto a deficiência hídrica quanto o desperdício provocado pela irrigação uniforme de talhões com condições diferentes.

No manejo de pragas, câmeras e armadilhas eletrônicas podem reconhecer insetos, contar ocorrências e transmitir alertas. Um sistema desenvolvido para o bicudo-do-algodoeiro identifica os exemplares capturados e envia os dados para um aplicativo. Dessa forma, o acompanhamento deixa de depender apenas da visita manual a cada armadilha.

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A análise de imagens de satélite ou drones também permite localizar falhas de plantio, manchas com desenvolvimento irregular, erosão, deficiência nutricional e possíveis focos de doenças. O produtor recebe um mapa das áreas que precisam ser vistoriadas, reduzindo o tempo gasto para encontrar problemas em grandes extensões.

Na aplicação de sementes e fertilizantes, a inteligência artificial pode cruzar mapas de solo, relevo, produtividade e histórico de manejo. A partir desses dados, divide a propriedade em zonas e ajuda a calcular taxas diferentes dentro do mesmo talhão. O objetivo é evitar desperdício nas áreas de menor resposta e aproveitar melhor o potencial das mais produtivas.

Durante a safra, modelos computacionais podem combinar área cultivada, desenvolvimento das plantas, clima e histórico de produtividade para estimar o volume que deverá ser colhido. A previsão melhora o planejamento de máquinas, trabalhadores, fretes, armazéns e contratos de venda.

A tecnologia também pode acompanhar tratores, colheitadeiras e pulverizadores. Informações sobre consumo de combustível, temperatura, pressão, vibração e desempenho dos componentes ajudam a identificar alterações que costumam anteceder uma falha. A manutenção pode ser programada antes que a máquina pare durante uma janela curta de operação.

Na pecuária, câmeras e sensores acompanham peso, deslocamento, alimentação e comportamento dos animais. Mudanças de padrão podem sinalizar problemas sanitários, reprodutivos ou nutricionais. Sistemas de visão computacional também são testados para estimar o desenvolvimento dos bovinos e auxiliar na definição do momento de abate.

A IA pode ser utilizada mesmo sem máquinas sofisticadas. Plataformas de gestão conseguem organizar notas fiscais, custos, estoques, aplicações, contratos e resultados por talhão. Ao reunir essas informações, o sistema pode apontar quais áreas apresentam maior custo, onde a produtividade está abaixo do histórico e quais despesas aumentaram entre uma safra e outra.

Ferramentas de inteligência artificial generativa também podem ajudar a resumir contratos, comparar orçamentos, elaborar relatórios e organizar informações administrativas. Elas não devem, contudo, ser utilizadas isoladamente para definir dosagens, diagnosticar doenças ou recomendar defensivos. Esses sistemas podem produzir respostas erradas com aparência convincente.

A confiabilidade depende da qualidade dos dados. Sensores descalibrados, mapas incompletos e registros financeiros incorretos levam a análises igualmente ruins. A recomendação precisa ser conferida no campo e validada pelo produtor ou por profissional habilitado antes de se transformar em uma decisão agronômica.

O custo permanece entre as principais barreiras, mas adotar IA não exige necessariamente comprar drones, servidores ou robôs. Cooperativas, consultorias e empresas de assistência técnica podem fornecer imagens, mapas e análises como serviço. Em outros casos, a inteligência já está incorporada a máquinas, aplicativos e plataformas utilizados na propriedade.

O melhor ponto de partida é escolher um problema mensurável. O produtor pode testar a tecnologia para reduzir consumo de água, localizar plantas daninhas, prever manutenção, controlar combustível ou organizar custos. A comparação entre uma área assistida e o manejo anterior permite verificar se a economia ou o ganho de produtividade paga o investimento.

A inteligência artificial não substitui a experiência do produtor nem a responsabilidade técnica. Sua vantagem é processar rapidamente milhares de informações e apontar situações que merecem atenção. Quando resolve um problema concreto e entrega retorno comprovável, deixa de ser uma promessa distante e passa a funcionar como mais uma ferramenta de gestão da propriedade.

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SERVIÇO

O produtor não precisa comprar um drone, trocar o maquinário nem contratar um sistema caro para começar. O primeiro passo é escolher um problema específico da propriedade, como consumo elevado de combustível, desperdício de água, falhas na aplicação, dificuldade para localizar pragas ou falta de controle dos custos.

Verifique o que já está disponível

Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, ordenhadeiras e sistemas de irrigação mais recentes podem gerar dados e oferecer recursos de automação ou inteligência artificial que não estão sendo utilizados. O produtor deve consultar o fabricante, a concessionária ou a assistência técnica para saber quais funções estão incluídas no equipamento.

Organize os dados da propriedade

A inteligência artificial depende de informações confiáveis. Mapas de produtividade, análises de solo, registros de aplicação, consumo de combustível, chuvas, custos, manutenção, mortalidade e desempenho dos animais podem alimentar os sistemas. Quanto melhor o histórico, mais úteis tendem a ser as análises.

Procure assistência técnica

Cooperativas, sindicatos rurais, empresas estaduais de extensão, unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), consultores e profissionais das ciências agrárias podem ajudar a identificar aplicações adequadas. Muitas soluções são oferecidas como serviço, sem a necessidade de o produtor comprar sensores, drones ou programas.

Comece por uma área pequena

A recomendação é testar a ferramenta em um talhão, pivô, lote de animais ou conjunto de máquinas. O resultado deve ser comparado com o manejo anterior, considerando economia de insumos, ganho de produtividade, redução de perdas, horas de trabalho e custo da tecnologia.

Calcule o retorno

Antes de contratar, o produtor deve somar mensalidades, instalação, equipamentos, treinamento, manutenção e conectividade. A economia ou receita adicional precisa superar esses gastos em prazo compatível com a propriedade. Promessas de resultado sem demonstração em condições semelhantes merecem cautela.

Confira o contrato e a proteção dos dados

É importante saber quem poderá acessar as informações da propriedade, onde elas serão armazenadas e se poderão ser compartilhadas com terceiros. O contrato também deve informar como o produtor recupera seus dados caso decida trocar de fornecedor.

Valide as recomendações

Alertas produzidos por inteligência artificial devem ser conferidos no campo. Diagnósticos de doenças, doses de produtos, aplicações de defensivos e decisões sanitárias precisam respeitar a legislação, as bulas e a orientação de profissionais habilitados.

Onde aprender

O Senar Play oferece gratuitamente a trilha “Inteligência Artificial aplicada ao agro”, além do curso “Inteligência Artificial no Campo”, com 20 horas, aulas on-line e início imediato. A plataforma também mantém cursos de agropecuária digital, agricultura de precisão, sensores e mapeamento.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibiliza capacitações pela plataforma E-Campo e conteúdos de assistência técnica no Ater+ Digital. Cooperativas, sindicatos e administrações regionais do Senar também podem informar sobre treinamentos presenciais e assistência disponível em cada Estado.

Ferramentas de IA generativa podem ser usadas para organizar planilhas, comparar orçamentos, resumir documentos e preparar relatórios. Informações financeiras, contratos, documentos pessoais e dados estratégicos da propriedade, entretanto, não devem ser inseridos em plataformas públicas sem a verificação das regras de privacidade.

Fonte: Pensar Agro

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