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Confina Brasil 2023 chega à 4ª rota em confinamentos no Rio Grande do Sul

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Os pesquisadores do Confina Brasil 2023 desembarcaram no Rio Grande do Sul para as visitas da primeira semana da quarta rota da expedição. Nesse período, foram visitadas seis propriedades das cidades de Pelotas, São Lourenço do Sul, Viamão, Eldorado do Sul e São Sebastião do Caí. O Confina Brasil também foi destaque na Expofeira de Pelotas (RS).

Os técnicos da pesquisa-expedicionária Jayne Costa e Diego Rossin tiveram a oportunidade de conhecer confinamentos que realizam o pré-embarque de bovinos destinados à exportação de gado vivo, presenciaram a utilização de softwares de gestão diferenciados e estiveram presentes na divulgação do projeto da Scot Consultoria durante a feira agropecuária de Pelotas.

Exportação de bovinos em pé

A primeira visita desta etapa foi na Estação de Pré-Embarque (EPE) Sentinela, da Fazenda Astúrias, localizada em Pelotas (RS). O empreendimento destacou-se por suas inovações: “A propriedade arrenda parte de suas terras para o funcionamento da estação. Embora haja uma divisão aparente, na prática, o pessoal da fazenda cuida de toda a parte operacional, desde reformas nas instalações de trato até a gestão dos currais. Parece uma parceria independente, em que a fazenda fornece o espaço e a infraestrutura e a estação assume a operação”, explica Diego.

O foco da estação é a compra de bezerros no Brasil para exportação de gado vivo. Antes de serem enviados aos clientes no exterior, os animais passam por um período de quarentena de 21 dias no confinamento. Durante esse período, a equipe cuida da sanidade dos animais e controla seu ganho de peso. Manter o peso dentro dos limites é crucial, pois ultrapassá-los resultaria em redução no número de bovinos embarcados e possíveis multas por exceder o peso limite da carga.

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Outro diferencial da estação é o controle da nutrição dos animais durante o transporte. Em vez de utilizar a ração que vem importada da Europa, como normalmente é feito, a equipe fornece aos animais uma dieta a qual já estão adaptados. “Essa mudança sutil evita a perda de peso durante o transporte, o que é crucial para manter o bom relacionamento comercial com o cliente no destino final”, destaca Diego.

O Confinamento e Estação Pré-Embarque NSL, em São Lourenço do Sul (RS), também desempenha um papel crucial na exportação de gado em pé. Com uma capacidade estática para 20 mil animais, ele se destaca como o maior centro de embarque e confinamento no estado, atendendo a uma variedade de países importadores. Os principais destinos incluem a Turquia e o Egito. A propriedade exporta, principalmente, gado de linhagem europeia, como Angus e Hereford.

Software e tecnologia avançados

Um outro aspecto notável da Estação Pré-embarque Sentinela é o software personalizado desenvolvido por um de seus sócios. Além de permitir que os proprietários monitorem todos os aspectos da operação, o software também oferece a funcionalidade de compartilhar informações específicas com outras partes interessadas, como clientes e órgãos reguladores. Isso permite um nível de rastreabilidade desde o nascimento do animal até seu desembarque.

Ainda nesse sentido, na Fazenda Pérola Negra, em São Lourenço do Sul (RS), o proprietário, conhecido como “Luizinho do Coqueiro”, é reconhecido na região pela qualidade da carne produzida e por ser um entusiasta da inovação no setor agropecuário. O produtor tem investido em tecnologia para otimizar a produção. “Um exemplo disso é a utilização de balanças de auto pesagem, que permitem uma maior eficiência no monitoramento do gado. Os bovinos passam por essas balanças sempre que se dirigem à represa para beber água, garantindo uma medição constante e precisa do peso”, conta Jayne.

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Essas e outras estratégias aplicadas na Pérola Negra fizeram com que sua reputação positiva se disseminasse pela região. Luizinho é proprietário do frigorífico Coqueiro, que também fica localizado em São Lourenço do Sul (RS), região de Pelotas, que recebe destaque pelo alto padrão de qualidade da carne comercializada.

Confina na Expofeira Pelotas

Durante a Expofeira de Pelotas, a equipe da Scot Consultoria teve a oportunidade de mostrar a importância do Confina Brasil, um projeto que vem ganhando destaque no cenário agropecuário desde 2020. Este evento foi uma vitrine para compartilhar os objetivos e conquistas com um público diversificado.

“Explicamos como o projeto se desenvolveu desde a sua criação e como foi essa trajetória até agora. Esta edição contou com quatro rotas que percorreram diversas regiões de 12 estados brasileiros. Estamos na primeira semana de visitas e iremos finalizar nossa jornada nas estradas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, finaliza Jayne.

É importante destacar que o trabalho não termina por aqui. Após o fim da expedição a campo, a pesquisa segue sendo realizada para a análise dos resultados obtidos e, em breve, a equipe do Confina Brasil/Scot Consultoria divulgará o Benchmarking 2023. Acompanhe de perto a expedição através das redes sociais!

Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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