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Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais 2024 Atinge Fase Decisiva

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A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) iniciou nesta segunda-feira (4/11) mais uma etapa de avaliação das amostras finalistas no Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais 2024. A análise acontece no Núcleo de Estudo em Cafeicultura (Necaf) da Universidade Federal de Lavras (Ufla), localizado no Sul de Minas, onde as 253 amostras selecionadas serão examinadas durante quatro dias.

As amostras que chegaram a esta fase receberam notas superiores a 85 pontos (de um total de 100), conforme os critérios da Associação de Cafés Especiais (SCA), referência mundial no setor. A equipe de avaliação é composta por oito especialistas Q-Arabica Graders, profissionais certificados internacionalmente com vasta experiência em degustação e análise de cafés arábica.

Esses avaliadores elegerão as 40 melhores amostras, divididas entre as categorias Café Natural e Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado. Na categoria de Café Natural, o café é lavado após a colheita e segue direto para a secagem. Já na segunda categoria, os grãos maduros passam por processos adicionais, como descascamento e fermentação, antes de serem secos.

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As 40 amostras finalistas participarão de uma nova rodada de avaliações em Belo Horizonte, prevista para o final de novembro. Os grandes vencedores serão anunciados na primeira quinzena de dezembro, também na capital mineira.

Regiões Produtoras e Participação Recorde

Neste ano, o concurso atraiu 1.406 amostras de 146 municípios das quatro macrorregiões produtoras de café em Minas Gerais. A região das Matas de Minas liderou em participação, com 840 amostras, seguida pelo Sul de Minas (345), Cerrado Mineiro (151) e Chapada de Minas (70). Em sua 21ª edição, a competição premiará os campeões estaduais de cada categoria em todas as regiões produtoras, além do campeão estadual com a nota mais alta geral.

Também serão destacados a cafeicultora com melhor pontuação entre os finalistas e o produtor participante do programa Certifica Minas Café que alcançar a maior nota.

O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais é uma iniciativa do Governo de Minas Gerais, organizado pela Emater-MG e pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe). O evento conta com patrocínio do Sicoob Crediminas e do supermercado Verdemar.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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