AGRONEGÓCIO

Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas 2024 escolhe os melhores cafés do estado

Publicado em

O julgamento das amostras finalistas do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais ocorreu nesta segunda-feira, 25 de novembro, no mezanino do supermercado Verdemar Sion, em Belo Horizonte. Durante a avaliação, foram analisadas 40 amostras, divididas igualmente entre as categorias Natural e Cereja Descascado. A premiação dos vencedores será realizada em dezembro, em data a ser confirmada.

O painel de degustação contou com a participação de oito especialistas com certificação internacional e qualificação avançada na avaliação de cafés arábicas. As amostras foram submetidas a uma análise sensorial detalhada, seguindo a metodologia da Associação de Cafés Especiais (SCA). Entre os atributos observados estavam fragrância, aroma, sabor, acidez, corpo, uniformidade, ausência de defeitos, doçura, finalização, equilíbrio e avaliação global. Gilmar Cabral, um dos jurados, destacou a alta qualidade dos cafés avaliados, com todos atingindo notas superiores a 85 pontos (em uma escala de 100), conforme as normas da SCA. “Os cafés são excepcionais, com perfis diferenciados, verdadeiramente raros”, comentou o degustador.

Leia Também:  Safra dos Cafés do Brasil de Coffea arabica atinge 38,90 milhões de sacas e equivale a 40% da produção mundial dessa espécie
Impulsionando a qualidade do café mineiro

Para Gelson Soares Lemes, diretor técnico da Emater-MG, o concurso tem sido fundamental para a melhoria da qualidade do café em Minas Gerais. “Este concurso tradicional nas regiões cafeeiras envolve um grande número de participantes a cada edição. Muitos produtores veem no concurso uma oportunidade de agregar valor ao seu produto e fortalecer a cafeicultura local”, afirmou Lemes.

Na edição de 2024, o concurso recebeu 1.406 amostras de 146 municípios mineiros, distribuídos pelas quatro macrorregiões produtoras do estado: Matas de Minas, Sul, Cerrado e Chapada de Minas. Ivana Marques Macedo, gerente corporativa do Verdemar, enfatizou a importância do concurso para a sustentabilidade da agricultura e a valorização dos agricultores familiares. “É um orgulho fazer parte dessa competição, que tem transformado a vida de muitos produtores”, destacou Ivana.

Premiação e reconhecimento

O concurso premiará 24 campeões, três por região produtora, em cada uma das categorias (Natural e Cereja Descascado). O maior destaque entre os vencedores será nomeado o Grande Campeão Mineiro de 2024. Também serão homenageados a cafeicultora e o extensionista de destaque, além do cafeicultor do programa Certifica Minas Café com melhor pontuação. Uma novidade deste ano é o prêmio de sustentabilidade, que reconhecerá a importância da qualidade de vida e do meio ambiente, além da qualidade do café na xícara.

Leia Também:  Exportações brasileiras de soja superam 72,7 milhões de toneladas em 2026 e mantêm ritmo forte, aponta ANEC

O concurso é promovido pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Emater-MG e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla), a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) e a Oficina do Espresso. Conta com o patrocínio do Sicoob Crediminas e do supermercado Verdemar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

Published

on

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

Leia Também:  TCP destaca expansão ferroviária e modernização portuária na Intermodal South America 2026

Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

Leia Também:  Safra dos Cafés do Brasil de Coffea arabica atinge 38,90 milhões de sacas e equivale a 40% da produção mundial dessa espécie

Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA