AGRONEGÓCIO

Concurso de desenho incentiva conscientização ambiental nas escolas municipais

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A Secretaria Municipal de Educação lançou o concurso de desenho “Água Viva” para promover a conscientização ambiental entre os estudantes da rede municipal de ensino. O concurso pretende incentivar a reflexão sobre a importância da água para a vida no planeta e estimular a criatividade dos alunos. A premiação ocorrerá no dia 22 de março, durante o Dia Mundial da Água.

As inscrições e entrega dos desenhos poderão ser feitas diretamente nas escolas municipais, que serão responsáveis por encaminhar os trabalhos à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O público-alvo do concurso são os estudantes do Ensino Fundamental da rede municipal. Os desenhos devem representar a importância da água para os seres vivos, sua preservação, formas de uso consciente ou outros aspectos relacionados ao tema. O objetivo principal é sensibilizar as crianças e adolescentes sobre o papel fundamental da água no meio ambiente e em suas vidas cotidianas.

Os desenhos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais da área da educação e do meio ambiente. Os critérios de avaliação incluem criatividade e originalidade, coerência com o tema “Água Viva”, qualidade artística e técnica, bem como impacto visual e mensagem transmitida.

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Os alunos participantes devem realizar seus desenhos em papel A4, utilizando materiais como lápis de cor, giz de cera, canetinha e tinta guache. Materiais tridimensionais ou colagens não serão permitidos. Essa diretriz busca garantir igualdade de condições entre os concorrentes e valorizar a expressão artística por meio do desenho tradicional.

A premiação contempla os 10 melhores desenhos, que serão divulgados nas redes sociais da Prefeitura Municipal. Além disso, os três primeiros colocados receberão prêmios especiais em uma cerimônia de entrega no Dia Mundial da Água, 22 de março. Os prêmios ainda serão definidos pela organização do concurso, mas a iniciativa busca reconhecer o esforço e talento dos estudantes.

Para ampliar o alcance do concurso, a Prefeitura Municipal está promovendo ações de divulgação nas escolas municipais por meio de cartazes e comunicados, além de informações compartilhadas nas redes sociais e em informativos destinados a professores e coordenadores escolares. Pequenos vídeos também serão produzidos para engajar a comunidade escolar e destacar a importância do tema abordado.

Com essa iniciativa, a Secretaria Municipal de Educação espera incentivar os estudantes a refletirem sobre a preservação da água e a adoção de práticas sustentáveis em seu dia a dia. O concurso “Água Viva” integra educação e meio ambiente, promovendo a formação de cidadãos mais conscientes e engajados na preservação dos recursos naturais.

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#PraCegoVer

A imagem principal mostra várias crianças desenhando em uma mesinha de escola amarela. Todas estão uniformizadas e concentradas em seus afazeres. Na galeria há outras imagens ilustrativas com lápis de cor e outros alunos desenhando.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

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A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

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Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

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A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

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