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Concurso de carcaça da raça angus no Frigorífico Marfrig de Promissão (SP) é marcado por fêmeas pesadas e de exímia qualidade de carcaça

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O concurso aconteceu ontem, (9) em Promissão (SP). A gerente do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes, acompanhou o abate e ficou extremamente feliz com o resultado. “Este é o segundo ano que realizamos o concurso de carcaça em Promissão, e já neste ano termos doze produtores com o volume de animais, e principalmente a qualidade que foi observada nos lotes, é sensacional. A raça mostrou todo o seu potencial, os produtores prepararam os lotes para o concurso, e estarmos juntos possibilitou uma troca entre os produtores de informações. Tivemos uma evolução, animais mais jovens, lotes homogêneos, carcaças pesadas, mostrando o quanto a raça angus faz a diferença na entrega de um produto de qualidade para a indústria, e consequentemente para o consumidor”, ponderou a gerente.

O primeiro lugar foi para a Ellen Marina, de Cachoeira Paulista (SP), com o lote 16, e uma média de 19,4@, e pontuação de 88,61, já o reservado grande campeão ficou com o produtor Paulo César Zanelati, de Oriente (SP), com o lote 12 pesando 18,4@ de média e 88,6 de pontuação. O produtor destaque revelação ficou com o lote 10 do produtor Paschoal José Pontieri, de Itápolis (SP), com 19,02@ de média e 80,68 pontos.

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A ganhadora do primeiro lugar, Ellen Marina, possui duas propriedades, uma em Lorena (SP) que faz a cria, e a de Cachoeira Paulista, que realiza a terminação dos animais. Por escolha a pecuarista faz a engorda apenas de fêmeas, e comemora o prêmio. “É uma honra participar do concurso, e recebemos com extrema felicidade o primeiro lugar. É um trabalho árduo e que exige perseverança. Na nossa propriedade escolhemos touros de genética superior, que deem bezerros pesados e bem-acabados, sempre preconizamos qualidade nos nossos lotes. Além, claro de termos matrizes também de muita qualidade e excelente predição materna, elas emprenham muito bem. E claro, temos também um cuidado muito grande com a nutrição destes animais, eles engordam a pasto até os seus quase 350kg na propriedade de Lorena, e depois finalizamos na área de Cachoeira Paulista no confinamento”, explica a ganhadora.

“É muito satisfatório ver o engajamento dos produtores aqui do Estado de São Paulo, vimos animais extremamente bem-acabados, novilhas precoces e pesadas, os produtores investindo em genética e nutrição. Ter todos os produtores na hora do abate é sinal de que estamos alcançando o objetivo dos concursos que é mostrar e, principalmente, trocar experiências e oportunidades, para que todos possam ir além. Mostrar onde a raça pode chegar, qual o desempenho que a raça pode atingir. Foi um concurso muito bonito, com lotes pesados, carcaças excelentes. É sempre muito gratificante ver nos concursos a qualidade e cuidado que os produtores rurais têm no manejo de seus animais”, comemora Maychel Borges, subgerente do Programa Carne Angus Certificada.

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Já o Gerente Corporativo de Compra de Gado da Marfrig, Maurício Manduca, finaliza e avalia, “o Concurso de Carcaça Angus realizado pela Associação Brasileira de Angus, em nossa unidade de Promissão, no dia 9 de novembro, foi novamente surpreendente. Com grande participação de nossos fornecedores, empenhados em apresentar lotes cuidadosamente preparados para o concurso, pudemos observar a evolução da genética Angus no que tange produção de carne de qualidade, superando edições anteriores”.

Fonte: Fertile Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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