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Conacarne 2024 reunirá especialistas em Belo Horizonte para debater o futuro da carne bovina no Brasil

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Maior evento sobre carne bovina do país acontece em setembro

Nos dias 18 e 19 de setembro, Belo Horizonte (MG) sediará o Congresso Nacional da Carne (Conacarne), o maior evento voltado à cadeia da carne bovina no Brasil. O encontro será realizado no centro de eventos Expominas e é promovido pelo Sistema CNA/Senar e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Público-alvo e inscrições

O evento reunirá produtores, técnicos, representantes da indústria, especialistas e formadores de opinião.

Os interessados em participar devem entrar em contato com a federação de agricultura e pecuária de seu estado. A relação de contatos está disponível no site da CNA: https://www.cnabrasil.org.br/federacoes. As vagas são limitadas.

Objetivo: debater o presente e o futuro da pecuária nacional

De acordo com João Martins, presidente da CNA, o Conacarne é uma iniciativa inédita e estratégica para o setor:

“É uma oportunidade para discutirmos o momento atual, os desafios, inovações, tendências de mercado e o tipo de carne que queremos produzir no futuro. O evento reforça o protagonismo da pecuária brasileira não apenas na produção e exportação, mas também na qualidade da carne”, afirmou.

Integração da cadeia e busca por soluções sustentáveis

Para o presidente da Faemg, Antônio Pitangui de Salvo, o Conacarne será um importante ponto de conexão entre produtores, indústria e varejo, impulsionando o fortalecimento da cadeia de valor da carne bovina no país.

“O Brasil possui um dos modelos de produção de carne mais sustentáveis do mundo, e isso precisa ser reconhecido. O evento será uma plataforma para acelerar a busca por soluções que aumentem a eficiência, a rastreabilidade, a qualidade e a competitividade da nossa pecuária”, destacou.

Programação diversificada e conteúdo técnico de alto nível

A agenda do evento contará com debates sobre as tendências de consumo da carne bovina no Brasil e no exterior, além de discussões sobre:

  • Padrões de qualidade para o produtor
  • A carne do futuro
  • Expectativas para o mercado do boi
  • Tecnologias de produção
  • Casos de sucesso na pecuária
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Um dos destaques da programação será a aula demonstrativa de desossa de carcaça bovina, com foco em cortes especiais, promovendo conhecimento técnico e valorização da qualidade do produto final.

O Conacarne promete ser um marco na pecuária brasileira, promovendo diálogo, inovação e soluções práticas para tornar a produção nacional de carne bovina ainda mais sustentável, eficiente e reconhecida mundialmente.

Confira a programação

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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