AGRONEGÓCIO

Conab investe R$ 24 milhões para distribuir quase 3 mil toneladas de alimentos no Ceará

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Coordenados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pequenos produtores agrícolas do Ceará passam a fornecer mais de 2,9 mil toneladas de alimentos para instituições de assistência social, órgãos públicos voltados à segurança alimentar e nutricional, e outras entidades monitoradas por conselhos municipais e estaduais de políticas específicas. Esse esforço é realizado através da Compra com Doação Simultânea (CDS), uma vertente do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Nesse programa, a Conab adquire alimentos de produtores familiares utilizando verbas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com o intuito de beneficiar indivíduos enfrentando insegurança alimentar e nutricional.

Um total de 1.755 agricultores familiares, pertencentes a 79 associações e cooperativas de 43 municípios cearenses, contribuirão com os alimentos. No estado do Ceará, a representatividade feminina nas propostas do PAA aprovadas pela Conab é de 74,1%.

O investimento total nesses projetos é de aproximadamente R$ 24 milhões, beneficiando mais de 1,2 milhão de pessoas em condição de insegurança alimentar e nutricional assistidas pelas organizações receptoras.

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Adicionalmente, um aporte de cerca de R$ 1 milhão é destinado ao Programa na modalidade Compra Direta da Agricultura Familiar. Nessa modalidade, a Conab comprou leite em pó de 71 produtores da Cooperativa Regional dos Assentamentos da Reforma Agrária do Sertão Central (Cooperasc), localizada em Quixeramobim.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Hidrovia Paraná-Tietê fortalece logística do agronegócio e conecta produção brasileira aos portos

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A Hidrovia Paraná-Tietê consolida-se como uma das mais importantes estruturas logísticas do Brasil, desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agropecuária, industrial e mineral do país. Com cerca de 2.400 quilômetros de extensão navegável, o corredor hidroviário conecta regiões produtivas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul aos principais centros consumidores e aos portos de exportação, fortalecendo a competitividade da economia nacional.

Mais do que uma alternativa de transporte, a hidrovia é considerada um dos pilares da logística multimodal brasileira. Ao integrar diferentes modais e reduzir a dependência do transporte rodoviário, a estrutura contribui para diminuir custos operacionais, aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos e impulsionar o desenvolvimento regional.

Corredor estratégico para o agronegócio brasileiro

A área de influência da Hidrovia Paraná-Tietê abrange aproximadamente 76 milhões de hectares e engloba algumas das regiões mais produtivas do país. O sistema atende especialmente áreas agrícolas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, facilitando o transporte de commodities até o Porto de Santos, principal porta de saída das exportações brasileiras.

Entre as principais cargas movimentadas pela hidrovia estão soja, milho, cana-de-açúcar, combustíveis e minério de ferro. O corredor também favorece o abastecimento do mercado interno e amplia a integração comercial com países do Mercosul.

Ao longo de sua área de abrangência, a hidrovia influencia diretamente 286 municípios distribuídos pelos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. A região concentra importantes polos industriais, centros logísticos, áreas turísticas e terminais de distribuição que se desenvolveram impulsionados pela navegação interior.

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Integração logística entre diferentes modais

A estrutura é composta principalmente pelas hidrovias HN-900, no Rio Paraná, e HN-913, no Rio Tietê. Do total navegável, cerca de 1.600 quilômetros nos rios Paraná, Paranaíba e Grande são administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Outros 800 quilômetros, localizados nos rios Tietê, Piracicaba e São José dos Dourados, estão sob gestão do Governo de São Paulo.

Um dos diferenciais do sistema é a presença de eclusas ao longo do percurso, permitindo superar os desníveis provocados pelas barragens existentes na bacia hidrográfica. Essa infraestrutura garante a continuidade da navegação e fortalece a integração entre os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o fortalecimento das hidrovias é fundamental para ampliar a integração regional e promover um desenvolvimento econômico mais sustentável.

“Nossa visão para as hidrovias é de um futuro em que a integração regional seja a norma, onde a eficiência logística otimize o desenvolvimento econômico e onde a sustentabilidade seja uma diretriz permanente”, afirmou.

Investimentos ampliam capacidade operacional da hidrovia

A relevância econômica da Hidrovia Paraná-Tietê tem impulsionado novos investimentos em infraestrutura. Um dos principais projetos em andamento é a obra de derrocamento do canal de Nova Avanhandava, no Rio Tietê, considerada estratégica para ampliar a navegabilidade do sistema.

Com investimento de R$ 293,8 milhões, a intervenção prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros. A expectativa é que a obra, prevista para ser concluída em agosto, aumente a capacidade de transporte da hidrovia e permita a circulação de comboios maiores durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem.

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De acordo com o ministro Tomé Franca, a iniciativa contribuirá para reduzir custos logísticos e fortalecer a competitividade brasileira no mercado internacional.

Desenvolvimento regional e sustentabilidade

Além dos ganhos para o transporte de cargas, os investimentos na hidrovia também geram impactos positivos para as comunidades atendidas. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destaca que as melhorias ampliam o acesso a serviços, fortalecem o abastecimento e estimulam atividades econômicas locais.

A expansão da navegação interior também está alinhada às estratégias de sustentabilidade do setor logístico. O transporte hidroviário apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada e reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao transporte rodoviário.

Hidrovia ganha protagonismo na logística nacional

Com capacidade para conectar áreas produtoras, polos industriais, centros consumidores e mercados internacionais, a Hidrovia Paraná-Tietê reforça seu papel como um dos principais corredores logísticos do Brasil. Em um cenário de crescente demanda por eficiência no transporte e competitividade nas exportações, a ampliação da infraestrutura hidroviária surge como um dos caminhos mais promissores para sustentar o crescimento do agronegócio e da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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