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Conab introduz pagamento de subvenção fixa para extrativistas de pirarucu, babaçu e borracha natural

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A partir de 2025, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) começará a pagar uma subvenção fixa aos extrativistas de pirarucu, babaçu e borracha natural, por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio). A mudança tem como objetivo incentivar os produtores a negociar melhores preços para seus produtos, ao estabelecer um valor fixo por quilo comercializado.

Conforme publicado na Portaria Interministerial Nº 1 no Diário Oficial da União (DOU), o valor fixo para a borracha será de R$ 3,00 por quilo, enquanto os extrativistas de babaçu e pirarucu receberão R$ 2,50 por quilo vendido. A medida visa simplificar o processo de solicitação da subvenção, permitindo que os extrativistas apresentem a nota fiscal de venda e a documentação necessária por meio do sistema SociobioNet da Conab.

Apoio financeiro e novos parâmetros para 2025

A Portaria também destina até R$ 45 milhões para a concessão de subvenção econômica aos produtos extrativos em todo o país, observadas as disponibilidades orçamentárias. A mudança permitirá aos extrativistas obterem a subvenção de forma mais eficiente e transparente, já que todos os documentos serão enviados pelo sistema online, eliminando a necessidade de entrega física nas superintendências regionais.

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O SociobioNet, um sistema desenvolvido pela Conab, permite que os extrativistas façam todo o processo offline após a instalação do programa. Para utilizar a ferramenta, não é necessário login ou autenticação; os dados pessoais serão fornecidos ao preencher o formulário. Contudo, a transmissão dos documentos à Conab requer uma conexão com a internet.

Limites e condições para a subvenção

A subvenção será limitada a um teto de R$ 15 mil por ano para cada agricultor familiar extrativista, quando envolver a comercialização de mais de um produto. Além disso, sempre que o extrativista vender seu produto por um preço abaixo do preço mínimo estabelecido, a Conab poderá complementar o pagamento, desde que o preço esteja em conformidade com a pesquisa de preços da região.

Os limites anuais de subvenção por unidade familiar para cada produto variam entre R$ 1.500 e R$ 8.000, com destaque para o pirarucu de manejo, que pode atingir até R$ 8.000 por unidade familiar. O extrativista também deve apresentar o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo e estar regular nos sistemas de controle de inadimplentes e no Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), entre outros requisitos estabelecidos pela Portaria.

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Objetivos e impacto socioeconômico

A política abrange 17 produtos da sociobiodiversidade, como açaí, andiroba, babaçu, baru, borracha natural, entre outros. O objetivo principal é fortalecer o desenvolvimento socioeconômico das comunidades tradicionais, garantir a permanência dos povos na floresta e assegurar uma fonte de renda sustentável. Além disso, visa à conservação, preservação e uso responsável dos recursos naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos

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A resistência parasitária tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários da pecuária bovina no Brasil, com impactos diretos na produtividade, no ganho de peso dos animais e nos custos de produção. O fenômeno ocorre quando parasitas deixam de responder a moléculas antes eficazes, em grande parte associado ao uso inadequado e repetitivo de antiparasitários ao longo do tempo.

Estimativas do setor indicam que os prejuízos causados por parasitas podem chegar a R$ 70 bilhões por ano, afetando toda a cadeia produtiva da pecuária.

Resistência já é realidade em vermes e carrapatos no Brasil

Estudos realizados no país apontam que a resistência parasitária já está amplamente disseminada nos rebanhos bovinos.

Entre os principais agentes envolvidos estão vermes gastrointestinais como Haemonchus, Cooperia, Trichostrongylus e Oesophagostomum, que já apresentam resistência a diferentes classes de vermífugos.

O problema também é observado no controle do carrapato bovino. No Rio Grande do Sul, análises indicam que 95% das amostras apresentaram resistência a pelo menos um carrapaticida, enquanto 45% demonstraram resistência a quatro ou mais produtos utilizados no manejo sanitário.

Impacto na pecuária brasileira preocupa setor exportador

O avanço da resistência ocorre em um momento em que o Brasil mantém posição de liderança global na exportação de carne bovina, com embarques que ultrapassaram 700 mil toneladas no primeiro trimestre do ano, representando crescimento próximo de 20% em relação ao mesmo período anterior.

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Especialistas alertam que a perda de eficiência no controle parasitário compromete diretamente o desempenho dos rebanhos, reduzindo ganhos de peso, eficiência alimentar e competitividade da cadeia produtiva.

Uso inadequado de antiparasitários é principal fator de resistência

Segundo o médico veterinário e gerente técnico de antiparasitários da Zoetis Brasil, Elio Moro, o avanço da resistência está ligado principalmente à pressão de seleção causada por práticas inadequadas no campo.

Entre os principais fatores estão aplicações frequentes sem critério técnico, dosagens incorretas, uso desnecessário em determinadas categorias animais e escolha inadequada de princípios ativos.

“O grande desafio hoje não é apenas tratar, mas preservar a eficácia das moléculas disponíveis, com uma abordagem mais estratégica e sustentável, baseada em prevenção, monitoramento e uso criterioso dos antiparasitários”, destaca o especialista.

Estratégias integradas ganham força no controle sanitário

Diante do avanço da resistência, especialistas reforçam a necessidade de estratégias mais amplas e integradas no controle parasitário, combinando diferentes mecanismos de ação e manejo sanitário.

Entre as soluções destacadas pelo setor está o uso de produtos com associações de princípios ativos, capazes de ampliar o espectro de ação e atuar inclusive sobre cepas resistentes.

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Nesse contexto, soluções como Valcor™ são citadas como alternativas de controle mais abrangente, contribuindo para a redução de perdas produtivas, melhoria do ganho de peso e fortalecimento da sanidade animal.

Manejo sustentável é decisivo para conter avanço da resistência

A recomendação técnica aponta que o controle da resistência parasitária depende de uma abordagem contínua, envolvendo diagnóstico da carga parasitária, rotação de princípios ativos e adoção de boas práticas de manejo de pastagens.

Esse conjunto de medidas é considerado essencial para reduzir a pressão seletiva sobre os parasitas e prolongar a eficácia dos tratamentos disponíveis.

Setor reforça foco em inovação e produtividade no campo

Com o avanço dos desafios sanitários, empresas do setor reforçam o investimento em inovação, suporte técnico e desenvolvimento de soluções voltadas à sustentabilidade produtiva.

A expectativa é de que a adoção de estratégias mais estruturadas contribua para melhorar a eficiência sanitária dos rebanhos e garantir maior rentabilidade à pecuária brasileira nos próximos ciclos produtivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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