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Conab divulga descontos do Pronaf para agricultores familiares em dezembro

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a lista de produtos que terão redução nas parcelas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em dezembro. A iniciativa visa minimizar os impactos financeiros para o agricultor familiar, garantindo maior equilíbrio entre os preços de mercado e os custos de produção.

Produtos com maior desconto em dezembro

A nova relação aponta que diversos itens da agricultura familiar registraram quedas significativas nos preços de mercado neste mês. Os percentuais de desconto são calculados com base na diferença entre o preço médio de mercado e o preço de garantia de cada cultura, e são aplicados sempre que os valores de mercado ficam abaixo do estabelecido.

Entre os produtos com maiores reduções destacam-se:

  • Banana (Pernambuco): desconto de 63,61%
  • Manga (São Paulo): desconto de 60,06%
  • Feijão-caupi: Amapá (58,61%), Mato Grosso (53,24%), Tocantins (52,64%), Maranhão (51,95%)
  • Mel de abelha (Rio Grande do Sul): 47,76%
  • Cebola: Rio Grande do Sul (43,75%), São Paulo (42,19%)
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Alterações em relação ao mês anterior

Nesta edição, o tomate passou a integrar a lista de produtos com desconto, enquanto o maracujá deixou de ser contemplado. Outras mudanças ocorreram na definição das unidades da federação aptas a receber os percentuais de desconto, seguindo o levantamento detalhado pela Conab.

Objetivo do programa Pronaf

O Pronaf busca assegurar que os agricultores familiares consigam arcar com seus custos de produção sem comprometer a capacidade de pagamento de seus financiamentos. O cálculo dos descontos é baseado na diferença entre o preço de mercado e os valores de garantia, garantindo proteção frente às oscilações de preços.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) valida os índices levantados pela Conab e publica a portaria oficializando os produtos, estados e percentuais contemplados.

Vigência dos descontos

Os valores e descontos definidos neste ciclo entram em vigor a partir de 10 de dezembro de 2025 e permanecem válidos até 9 de janeiro de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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