AGRONEGÓCIO

Como Calcular o Custo de Produção do Feijão

Publicado em

A produção de feijão no Brasil, assim como em outras culturas agrícolas, exige uma gestão financeira cuidadosa para garantir que o produtor não finalize o ciclo da safra com prejuízos. Segundo o engenheiro-agrônomo Jadiel Andognini, em uma publicação no Blog da Aegro, com os constantes aumentos no preço dos insumos, calcular corretamente o custo de produção por hectare tornou-se uma prática essencial. Esse controle oferece uma visão detalhada dos gastos, auxiliando nas tomadas de decisões durante a lavoura. O uso de planilhas e tecnologias pode facilitar esse processo, proporcionando maior precisão nos cálculos.

Passo a Passo para Calcular o Custo de Produção

O primeiro passo para calcular o custo de produção do feijão é contabilizar todos os insumos necessários para o cultivo, que podem variar conforme a tecnologia adotada pelo produtor. Alguns custos, especialmente os de insumos importados, são diretamente impactados pela cotação do dólar, visto que muitos produtos são reajustados com base nesse indicador.

Os principais insumos para a produção de feijão incluem:

  • Sementes (tecnológicas ou convencionais)
  • Produtos para tratamento de sementes
  • Herbicidas, fungicidas e inseticidas
  • Óleos e adjuvantes
  • Corretivos e fertilizantes (orgânicos ou minerais)
  • Inoculantes
Leia Também:  Armac Registra Movimentação de 1,5 Milhão de Toneladas de Fertilizantes em Rio Grande (RS)
Cálculo do Custo por Insumo

Para calcular o custo das sementes, o produtor deve considerar a densidade de plantio, que define a quantidade de sementes necessária por hectare. O cálculo é simples: basta multiplicar o preço do quilo ou da saca das sementes pela quantidade necessária para cobrir a área plantada, resultando no custo das sementes por hectare.

A mesma lógica se aplica para fertilizantes e corretivos. O produtor deve multiplicar o preço do produto pela quantidade utilizada por hectare. No caso de correção de solo, é possível ratear o custo entre as safras em que o corretivo permanecerá eficaz. A aplicação de fertilizantes representa um dos maiores custos na produção de feijão e deve ser monitorada com atenção.

Os agroquímicos, como herbicidas, fungicidas e inseticidas, também representam um custo importante. Para calcular, multiplica-se o valor unitário do produto pela quantidade usada por hectare. Por exemplo, se o produtor utilizar 0,5 litro de abamectina a R$30,00 o litro, o custo por hectare será de R$15,00.

Facilidade no Controle com Tecnologias

A contabilidade dos custos pode ser facilitada com o uso de tecnologias, como planilhas digitais ou softwares especializados para o setor agrícola. Essas ferramentas ajudam o produtor a organizar melhor as informações, calcular os custos de maneira mais eficiente e evitar erros, proporcionando uma gestão financeira mais eficaz e um acompanhamento mais preciso dos custos totais.

Leia Também:  Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 1,8 bilhão na terceira semana de novembro

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Análises moleculares revolucionam o uso de bioinsumos e aumentam a precisão na agricultura brasileira

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Café arábica recua mais de 2% e perde força nos contratos futuros nesta quinta-feira (20)

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA