AGRONEGÓCIO

Como Calcular o Custo de Produção do Feijão

Publicado em

A produção de feijão no Brasil, assim como em outras culturas agrícolas, exige uma gestão financeira cuidadosa para garantir que o produtor não finalize o ciclo da safra com prejuízos. Segundo o engenheiro-agrônomo Jadiel Andognini, em uma publicação no Blog da Aegro, com os constantes aumentos no preço dos insumos, calcular corretamente o custo de produção por hectare tornou-se uma prática essencial. Esse controle oferece uma visão detalhada dos gastos, auxiliando nas tomadas de decisões durante a lavoura. O uso de planilhas e tecnologias pode facilitar esse processo, proporcionando maior precisão nos cálculos.

Passo a Passo para Calcular o Custo de Produção

O primeiro passo para calcular o custo de produção do feijão é contabilizar todos os insumos necessários para o cultivo, que podem variar conforme a tecnologia adotada pelo produtor. Alguns custos, especialmente os de insumos importados, são diretamente impactados pela cotação do dólar, visto que muitos produtos são reajustados com base nesse indicador.

Os principais insumos para a produção de feijão incluem:

  • Sementes (tecnológicas ou convencionais)
  • Produtos para tratamento de sementes
  • Herbicidas, fungicidas e inseticidas
  • Óleos e adjuvantes
  • Corretivos e fertilizantes (orgânicos ou minerais)
  • Inoculantes
Leia Também:  Preço do arroz nos supermercados do Japão recua após 18 semanas de alta
Cálculo do Custo por Insumo

Para calcular o custo das sementes, o produtor deve considerar a densidade de plantio, que define a quantidade de sementes necessária por hectare. O cálculo é simples: basta multiplicar o preço do quilo ou da saca das sementes pela quantidade necessária para cobrir a área plantada, resultando no custo das sementes por hectare.

A mesma lógica se aplica para fertilizantes e corretivos. O produtor deve multiplicar o preço do produto pela quantidade utilizada por hectare. No caso de correção de solo, é possível ratear o custo entre as safras em que o corretivo permanecerá eficaz. A aplicação de fertilizantes representa um dos maiores custos na produção de feijão e deve ser monitorada com atenção.

Os agroquímicos, como herbicidas, fungicidas e inseticidas, também representam um custo importante. Para calcular, multiplica-se o valor unitário do produto pela quantidade usada por hectare. Por exemplo, se o produtor utilizar 0,5 litro de abamectina a R$30,00 o litro, o custo por hectare será de R$15,00.

Facilidade no Controle com Tecnologias

A contabilidade dos custos pode ser facilitada com o uso de tecnologias, como planilhas digitais ou softwares especializados para o setor agrícola. Essas ferramentas ajudam o produtor a organizar melhor as informações, calcular os custos de maneira mais eficiente e evitar erros, proporcionando uma gestão financeira mais eficaz e um acompanhamento mais preciso dos custos totais.

Leia Também:  Convenção Integra CMR reúne especialistas em MS para debater sanidade, produtividade e sustentabilidade na pecuária

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

Published

on

Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

Leia Também:  Convenção Integra CMR reúne especialistas em MS para debater sanidade, produtividade e sustentabilidade na pecuária

A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

Leia Também:  Mercado de Carne Suína: Valorização e Estabilidade Impulsionam Preços
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA