AGRONEGÓCIO

Comissão de Agricultura do Senado Debate Modernização do Seguro Rural

Publicado em

A Comissão de Agricultura do Senado Federal realizou, nesta terça-feira (03), uma audiência pública sobre a modernização do Seguro Rural no Brasil. A iniciativa foi liderada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), autora do Projeto de Lei 2951/2024, e pelo relator da proposta, senador Jayme Campos (União-MT). O objetivo do debate foi discutir melhorias no programa, que visa fortalecer a proteção dos produtores rurais contra perdas inesperadas, especialmente em um cenário de desafios climáticos.

A senadora Tereza Cristina enfatizou a importância do seguro como ferramenta essencial para garantir a sustentabilidade financeira do produtor. “O seguro rural permite ao produtor honrar seus compromissos, enfrentar dificuldades e garantir a continuidade da produção sem aumentar o endividamento”, afirmou. Ela destacou ainda os benefícios do seguro para as instituições financeiras, que ganham segurança para reduzir as garantias exigidas, e para as finanças públicas.

O relator senador Jayme Campos reforçou a importância de um diálogo aberto sobre o tema. “Estamos aqui para ouvir as contribuições e construir a proposta com responsabilidade. A intenção é melhorar as condições das atividades no campo e dar a devida atenção ao agronegócio, que é um dos maiores responsáveis pelas exportações do Brasil”, destacou.

Panorama Atual e Necessidade de Expansão

Guilherme Rios, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresentou dados preocupantes sobre a cobertura atual do seguro rural. Em 2023, apenas 11,4 milhões de hectares, ou 16% da área destinada à agricultura, foi coberta pelo seguro, tanto no segmento subvencionado quanto não subvencionado. “Estamos bem distantes do que seria ideal, especialmente diante do aumento das adversidades climáticas em diversas regiões do país”, alertou.

Leia Também:  Senado aprova entrada da Bolívia no Mercosul

O presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão, enfatizou a importância de um debate unificado sobre o seguro rural. “Este é um tema de grande relevância, que precisa ser tratado de forma coletiva. Unificar a discussão pode contribuir para fortalecer um setor essencial para a economia brasileira”, afirmou. Ele destacou também o impacto positivo do seguro rural para pequenos e médios produtores, que enfrentam dificuldades relacionadas a custos elevados, questões climáticas e ao acesso limitado ao crédito rural.

Propostas e Desafios para o Seguro Rural

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reforçou os benefícios do projeto de modernização, que prevê mais respaldo para cooperativas e uma redução das taxas de juros no custeio rural. “O seguro é fundamental para garantir a tranquilidade do produtor, especialmente em tempos de crise. O governo federal precisa se empenhar para alocar recursos significativos para o setor”, afirmou.

Rodolfo Filho, analista da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), compartilhou a visão das cooperativas sobre o seguro rural. “O seguro oferece tranquilidade ao produtor, garantindo o cumprimento de compromissos financeiros e o bom andamento das relações comerciais. O cooperativismo vê o seguro como um pilar fundamental para o fortalecimento do setor agropecuário”, explicou.

Leia Também:  Wall Street: Futuros sobem à espera de dados de emprego e declarações de Jerome Powell

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) e o senador Jorge Seif (PL-SC) também reforçaram a necessidade de ampliar a subvenção do seguro rural. “É preciso garantir que o valor destinado ao PSR seja consistente, para que o seguro se fortaleça e se torne mais eficaz. A proteção da renda do produtor é essencial para a estabilidade do setor”, afirmaram.

Objetivos da Proposta de Lei

O Projeto de Lei 2951/2024 busca tornar o seguro rural mais acessível e eficaz, criando um fundo privado para a cobertura de riscos no setor agropecuário. O projeto também visa aumentar a previsibilidade orçamentária e implementar a Lei Complementar 137/2010, que ainda não foi operacionalizada.

“Queremos entregar uma legislação robusta que atenda às expectativas do Brasil, proporcionando segurança para os produtores, as seguradoras e o governo. O seguro rural não é um gasto, é um investimento no futuro da agricultura brasileira”, concluiu a senadora Tereza Cristina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Paranaguá lidera exportações brasileiras de frango com 44% do volume total

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Debate Sobre Baixo Peso de Leitões no 16º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA