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Combate ao percevejo barriga-verde: estratégias começam nas lavouras de soja

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O percevejo barriga-verde tem se consolidado como um dos principais desafios para os produtores de soja e milho nos últimos anos. Com alta capacidade de reprodução e danos consideráveis às lavouras, essa praga foi o tema central do V Encontro Técnico do Milho, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), realizado nos dias 28 e 29 de novembro, em Cuiabá.

A supervisora de pesquisa da Fundação MT, Mariana Ortega, destacou a importância de adotar um manejo integrado do percevejo barriga-verde, que considere todo o sistema produtivo, desde a soja até o milho. “A seca prolongada e práticas inadequadas nas safras anteriores criaram condições favoráveis para a proliferação da praga. É essencial compreender que o problema não se limita ao milho; a soja desempenha um papel fundamental na dinâmica populacional do inseto”, afirmou.

O comportamento do percevejo barriga-verde, que se oculta na palhada, torna seu monitoramento e controle mais difíceis. A resistência a certos produtos e a necessidade de um manejo integrado tornam o combate à praga ainda mais desafiador.

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Durante o evento, a Fundação MT apresentou os resultados de um estudo de três anos sobre a dinâmica populacional do percevejo barriga-verde. De acordo com Mariana Ortega, práticas como a rotação de culturas, limpeza de áreas, escolha de variedades resistentes e uso de agentes de controle biológico são algumas das estratégias eficazes para o controle da praga.

“A prevenção é crucial. Ao adotar um manejo adequado nas lavouras de soja, o produtor consegue reduzir consideravelmente a população inicial de percevejos no milho. Além disso, é necessário controlar plantas daninhas como o pé de galinha e as tigueras de milho, que funcionam como hospedeiros da praga”, explicou a pesquisadora.

A Fundação MT segue investindo em pesquisas para desenvolver novas estratégias de controle, visando garantir a sustentabilidade da produção agrícola no estado de Mato Grosso.

V Encontro Técnico do Milho

A quinta edição do Encontro Técnico do Milho teve como objetivo disseminar informações técnicas que auxiliem os produtores a alcançar melhores resultados no campo. Para Bruno de Conti, head de pesquisa da Fundação MT, o evento é essencial para o sucesso dos produtores. “O Encontro Técnico do Milho oferece informações imparciais e relevantes, fundamentais para aumentar a produtividade e a rentabilidade das lavouras”, ressaltou.

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O evento também serviu como um espaço para o intercâmbio de conhecimentos entre pesquisadores, produtores e outros profissionais do setor, proporcionando uma troca de experiências técnicas e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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