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Com safra em alta, preço do morango cai na CEASA/MS após pico de demanda

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O preço do morango apresentou recuo nas Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (CEASA/MS), após um período de forte demanda causado pela popularização do chamado “morango do amor”. Conforme levantamento da Dimer (Divisão de Mercado de Abastecimento), a caixa com quatro bandejas da fruta está sendo comercializada atualmente por cerca de R$ 45,00, valor inferior ao praticado nas semanas anteriores.

Safra em regiões produtoras contribui para queda nos preços

Segundo informações da CEASA/MS, a redução no valor do morango está diretamente relacionada ao pico da safra em principais regiões produtoras, como São Paulo e Minas Gerais, que estão com oferta estável. O aumento da disponibilidade no mercado contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda, puxando os preços para baixo.

Cebola nacional também tem queda significativa

Entre os produtos que também registraram redução nos preços, destaque para a cebola nacional, que teve queda de 14%, sendo comercializada atualmente a R$ 30,00 o saco de 20 kg. A oferta mais ampla tem contribuído para a diminuição no valor do produto nas centrais de abastecimento.

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Cenoura e quiabo lideram altas da semana

Em contrapartida, cenoura e quiabo apresentaram as maiores elevações nos preços durante o período analisado. A cenoura teve alta de 20%, com o saco de 60 kg sendo vendido a R$ 60,00. Já o quiabo atingiu R$ 120,00 a caixa de 15 kg, também com aumento de 20% em relação à semana anterior.

Levantamento semanal acompanha variações no mercado hortifrutigranjeiro

As informações integram o boletim semanal da CEASA/MS, que monitora os preços dos principais produtos hortifrutigranjeiros comercializados no estado. O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 9 de agosto e serve como referência para produtores, atacadistas e consumidores acompanharem as variações do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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