AGRONEGÓCIO

Com pressão de superávit global, preços do açúcar caem nos mercados internacionais

Publicado em

Os preços do açúcar iniciaram a semana em queda nas bolsas internacionais, refletindo as expectativas de superávit global da commodity na temporada 2025/26. Nesta segunda-feira (19), tanto Nova York quanto Londres registraram recuos nos contratos futuros, mesmo após um começo de sessão positivo.

Dólar mais fraco limitou perdas

Segundo analistas da Reuters, a desvalorização do dólar contribuiu para conter maiores perdas no mercado. O índice da moeda norte-americana caiu para o menor nível em uma semana, favorecendo momentaneamente as cotações do açúcar.

Projeções de superávit global pressionam mercado

Operadores destacam que os sinais de aumento na produção global seguem influenciando negativamente os preços. Na última quarta-feira (14), a consultoria Datagro projetou um superávit de 1,53 milhão de toneladas para a safra 2025/26. A estimativa contrasta com o déficit de 4,67 milhões de toneladas observado na safra anterior (2024/25).

Chuvas na Índia elevam perspectiva de produção

Outro fator de pressão vem das previsões de chuvas acima da média na Índia, segundo maior produtor global de açúcar. A possibilidade de incremento na produção do país asiático ajuda a manter os preços em queda. Ainda assim, dados da Associação das Usinas de Açúcar e Bioenergia da Índia (Isma) indicam que, entre 1º de outubro e 15 de maio, a produção acumulada foi de 25,74 milhões de toneladas — queda de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Leia Também:  Com investimento de R$ 73 milhões, Agroindústria COOPERNORTE entra em operação e fortalece a produção de grãos na Região Norte do Brasil
Desempenho das bolsas internacionais

Nova York

Na ICE Futures dos Estados Unidos, todos os contratos do açúcar bruto encerraram o dia em baixa. O vencimento julho/25 foi negociado a 17,52 centavos de dólar por libra-peso, queda de 15 pontos frente à sexta-feira. O contrato outubro/25 caiu 14 pontos, encerrando a US$ 17,69 cts/lb. Os demais vencimentos recuaram entre 13 e 15 pontos.

Londres

Na ICE Futures Europe, os contratos do açúcar branco também fecharam no vermelho. O vencimento agosto/25 caiu US$ 2,90, cotado a US$ 490,10 por tonelada. O contrato outubro/25 foi negociado a US$ 486,80 por tonelada, com baixa de US$ 2,50. Os demais lotes recuaram entre US$ 1,60 e US$ 2,00.

Mercado interno: açúcar cristal tem nova queda

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq registrou a nona queda consecutiva no preço do açúcar cristal. Nesta segunda (19), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 134,94 nas usinas, contra R$ 136,94 na sessão anterior — uma desvalorização de 1,46%. No acumulado de maio, o indicador já recuou 6,24%.

Leia Também:  Capacitação em Saúde Mental fortalece atuação da Atenção Primária em Cuiabá
Etanol hidratado inicia semana em leve alta

Diferente do açúcar, o etanol hidratado abriu a semana em alta segundo o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi comercializado a R$ 2.810,50 por metro cúbico, leve valorização de 0,11% em relação ao valor de R$ 2.807,50 registrado na última sexta-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia Também:  Exportações de Carne Bovina Registram Alta em Faturamento e Volume em Agosto
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia Também:  Agronegócio amplia presença em conselho estratégico do governo
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA