AGRONEGÓCIO
Com investimento de R$ 73 milhões, Agroindústria COOPERNORTE entra em operação e fortalece a produção de grãos na Região Norte do Brasil
Publicado em
18 de abril de 2024por
Da RedaçãoMaior cooperativa de agronegócios da Região Norte, a COOPERNORTE iniciou as operações de sua primeira indústria de beneficiamento de grãos e farinhas em Paragominas (PA). O projeto de verticalização, que conta com um investimento total estimado em R$ 73 milhões, fará inicialmente o empacotamento de arroz, feijão carioca, feijão cavalo, feijão preto e milho de pipoca.
Com uma capacidade de armazenamento de 940 mil sacos para processamento, a agroindústria COOPERNORTE possui capacidade de produção de 21,3 toneladas de alimentos por hora, totalizando 187,4 toneladas diárias e 4.123 toneladas mensais, considerando a operação em apenas um turno. Os números devem dobrar quando for ativado o segundo turno de funcionamento.
Toda a produção será realizada em uma área de 4.051 m², totalmente equipada com o que há de mais moderno no mercado de empacotamento de grãos e farinhas, incluindo sistemas de automação, robôs de empacotamento pioneiros na região, máquinas cata pedras, polidores, peneiras, selecionadora eletrônica, além de rigorosas análises de qualidade.
“A COOPERNORTE se orgulha de iniciar as operações desse projeto visionário que fortalecerá a produção de grãos e farinhas na região, colocando Paragominas como referência de qualidade no mercado regional e nacional. É também uma forma de estar cada vez mais próximo dos nossos cooperados, introduzindo-os no processo de verticalização e fornecendo produtos e serviços que agreguem valor à sua produção”, destaca Bazílio Carloto, diretor-presidente da COOPERNORTE.
Todos os produtos terão a marca COOPERNORTE e serão distribuídos para redes atacadistas e varejistas, iniciando por Paragominas e região, seguida dos municípios do nordeste e sudeste paraense, Belém e região metropolitana, oeste maranhense e, posteriormente, para todo o estado do Pará e Maranhão, seguido de outras regiões do País.
Além da produção atual de milho de pipoca, o milho será transformado em outros produtos como canjica, fubá, cuscuz, milho inteiro, milho quebrado e flocão. O Pará, inclusive, é um dos maiores consumidores de flocão no Brasil, e esta será a primeira fábrica dedicada a esse produto no estado.
“É um empreendimento que tem como objetivo promover o desenvolvimento agroindustrial da região, pautado na inovação, na sustentabilidade e no compromisso social, contribuindo para o crescimento da economia regional e nacional”, afirma Márcio Thomazi, gerente agroindustrial da COOPERNORTE.
Além de trazer mais produtividade e rentabilidade para os cooperados, gerar dezenas de empregos diretos e cerca de 1.650 empregos indiretos, a primeira Agroindústria COOPERNORTE terá um impacto socioeconômico que vai além da cadeia produtiva atual.
A agroindústria COOPERNORTE será inaugurada oficialmente durante a SHOW AGRO, maior feira agro do Norte do Brasil, que acontece de 29 de maio a 1º de junho de 2024, em Paragominas, e que terá como tema “Verticalização: a prosperidade no agro”. A inauguração da agroindústria será no dia 31 de maio.
Fonte: Assessoria de Imprensa – COOPERNORTE
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões
Published
4 horas agoon
3 de agosto de 2026By
Da Redação
As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.
Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.
As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.
No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.
O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.
A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.
A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.
Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.
O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.
A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.
Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.
O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.
Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.
O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.
No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.
Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.
A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.
Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.
Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.
Fonte: Pensar Agro
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