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Com investimento de R$ 73 milhões, Agroindústria COOPERNORTE entra em operação e fortalece a produção de grãos na Região Norte do Brasil

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Maior cooperativa de agronegócios da Região Norte, a COOPERNORTE iniciou as operações de sua primeira indústria de beneficiamento de grãos e farinhas em Paragominas (PA). O projeto de verticalização, que conta com um investimento total estimado em R$ 73 milhões, fará inicialmente o empacotamento de arroz, feijão carioca, feijão cavalo, feijão preto e milho de pipoca.

Com uma capacidade de armazenamento de 940 mil sacos para processamento, a agroindústria COOPERNORTE possui capacidade de produção de 21,3 toneladas de alimentos por hora, totalizando 187,4 toneladas diárias e 4.123 toneladas mensais, considerando a operação em apenas um turno. Os números devem dobrar quando for ativado o segundo turno de funcionamento.

Toda a produção será realizada em uma área de 4.051 m², totalmente equipada com o que há de mais moderno no mercado de empacotamento de grãos e farinhas, incluindo sistemas de automação, robôs de empacotamento pioneiros na região, máquinas cata pedras, polidores, peneiras, selecionadora eletrônica, além de rigorosas análises de qualidade.

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“A COOPERNORTE se orgulha de iniciar as operações desse projeto visionário que fortalecerá a produção de grãos e farinhas na região, colocando Paragominas como referência de qualidade no mercado regional e nacional. É também uma forma de estar cada vez mais próximo dos nossos cooperados, introduzindo-os no processo de verticalização e fornecendo produtos e serviços que agreguem valor à sua produção”, destaca Bazílio Carloto, diretor-presidente da COOPERNORTE.

Todos os produtos terão a marca COOPERNORTE e serão distribuídos para redes atacadistas e varejistas, iniciando por Paragominas e região, seguida dos municípios do nordeste e sudeste paraense, Belém e região metropolitana, oeste maranhense e, posteriormente, para todo o estado do Pará e Maranhão, seguido de outras regiões do País.

Além da produção atual de milho de pipoca, o milho será transformado em outros produtos como canjica, fubá, cuscuz, milho inteiro, milho quebrado e flocão. O Pará, inclusive, é um dos maiores consumidores de flocão no Brasil, e esta será a primeira fábrica dedicada a esse produto no estado.

“É um empreendimento que tem como objetivo promover o desenvolvimento agroindustrial da região, pautado na inovação, na sustentabilidade e no compromisso social, contribuindo para o crescimento da economia regional e nacional”, afirma Márcio Thomazi, gerente agroindustrial da COOPERNORTE.

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Além de trazer mais produtividade e rentabilidade para os cooperados, gerar dezenas de empregos diretos e cerca de 1.650 empregos indiretos, a primeira Agroindústria COOPERNORTE terá um impacto socioeconômico que vai além da cadeia produtiva atual.

A agroindústria COOPERNORTE será inaugurada oficialmente durante a SHOW AGRO, maior feira agro do Norte do Brasil, que acontece de 29 de maio a 1º de junho de 2024, em Paragominas, e que terá como tema “Verticalização: a prosperidade no agro”. A inauguração da agroindústria será no dia 31 de maio.

Fonte: Assessoria de Imprensa – COOPERNORTE

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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