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Com feriado se aproximando, Brasil deve ter dia de poucos negócios de café

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O referencial nova-iorquino recua mais de 2%. Já o dólar opera próximo à estabilidade. Com isso, os produtores tendem a ficar mais cautelosos e aguardar a volta do feriado, na sexta-feira, para retomar as negociações.

Na terça-feira (31), o mercado brasileiro de café apresentou preços mais altos. As cotações subiram sustentadas pela valorização na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e na Bolsa de Londres. O mercado foi mais ativo nas negociações, mesmo com os compradores não subindo suas bases nas mesmas proporções das bolsas.

Os valores poderiam ter avançado mais para o arábica, em média R$ 50,00 a saca, mas subiram R$ 30,00, com os vendedores aparecendo para aproveitar o momento. No conilon, os compradores foram mais discretos e as bases subiram menos na comparação com o arábica, até porque os ganhos do robusta em Londres foram menores que os do arábica em NY.

O café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 875,00/880,00 a saca, no comparativo com R$ 845,00/850,00 a saca do dia anterior. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 880,00/885,00 a saca, contra R$ 850,00/855,00 anteriormente.

Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 745,00/750,00 a saca, no comparativo com R$ 725,00/730,00 de ontem.

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O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 645/650 a saca (R$ 635,00/640,00 do dia anterior) e o 7/8 em R$ 640,00/645,00 (R$ 630,00/635,00 anteriormente).

ESTOQUES CERTIFICADOS
  • Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 31 de outubro de 2023 estão em 389.138 sacas de 60 quilos, com queda de 997 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.
NOVA YORK
  • Os contratos com entrega em dezembro registram baixa de 2,48% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 163,15 centavos de dólar por libra-peso.
  • A posição dezembro/2023 fechou a terça-feira a 167,30 centavos de dólar por libra-peso, alta de 8,20 centavos, ou de 5,1%.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra alta de 0,02% a R$ 5,0418. O Dollar Index registra alta de 0,23% a 106,91 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +0,14%. Japão, +2,41%.
  • As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -0,09%. Frankfurt, -0,06%. Londres, -0,16%.
  • O petróleo opera em alta. Dezembro do WTI em NY: US$ 82,73 o barril (+2,11%).
AGENDA
    • EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
    • O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria. do Comércio e Serviços divulga, às 15h, a balança de outubro.
    • EUA: O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulga decisão de política monetária e projeções econômicas após reunião às 15h.
    • Segundo dia de reunião do Copom e divulgação da taxa Selic.
  • Quinta-feira (2/11)
    • Alemanha: A taxa de desemprego de setembro será publicada às 5h55 pelo Destatis.
    • Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo Banco da Inglaterra.
    • Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
    • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
    • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
    • Dados sobre o desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
  • Sexta-feira (3/11)
    • Alemanha: O resultado da balança comercial de setembro será publicado às 4h pelo Destatis.
    • Eurozona: A taxa de desemprego de setembro será publicada às 7h pela Eurostat.
    • EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a outubro serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.
    • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.
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Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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