AGRONEGÓCIO
Com certificação internacional, exportações de goiaba crescem 580% em três anos, no Paraná
Publicado em
26 de março de 2024por
Da RedaçãoUm negócio praticamente artesanal e muito rentável. A comercialização de goiaba, com Indicação Geográfica (IG) e selo Global G.A.P, em Carlópolis, norte pioneiro do Paraná, deu um salto nos últimos três anos. Desde que abriu as portas para o mercado externo, a Cooperativa Agroindustrial de Carlópolis (Coac) viu o volume de exportações da fruta crescer 580%. De 2020 a 2023, saiu de 16.730 kg para 113.703 kg. E o aumento nas vendas internacionais só não foi maior porque a capacidade de produção foi afetada por efeitos climáticos.
O policial militar Juliano Azevedo de Oliveira Bicudo começou a cuidar das terras do pai em 2016, sem nenhuma experiência no campo. Com o apoio da Coac, iniciou o plantio da goiaba e, em 2018, colheu as primeiras frutas. Investiu nas certificações e no processo de ampliação da produção, que hoje contempla uma área de aproximadamente três hectares, onde estão 1,6 mil pés da fruta. Em pouco tempo, comemora os resultados.
“A exportação é um excelente negócio. O preço da goiaba fica estável o ano todo, em torno de R$ 5,00 o quilo. Meu objetivo é direcionar 20% da minha produção para o mercado externo”, projeta Bicudo.
Ele conta que produz, em média, 1,2 toneladas de goiaba por ano, mas pretende expandir o negócio a partir do plantio de mais 2 mil novos pés da fruta em 2024. Segundo o fruticultor, existe um mercado promissor para quem se prepara e investe em produtos de qualidade. Pelas suas contas, desde que conquistou as certificações, conseguiu agregar, no mínimo, 50% mais de valor ao preço da fruta. Apesar de trabalhar como servidor público, ele diz que a sua maior renda vem do sítio.
Na avaliação do produtor, as vendas só não são maiores porque ainda falta capital humano na cooperativa para atuar no processo de separação da fruta, que exige tempo e cuidado.
“Neste ano, vamos investir na capacitação de mão de obra para aumentar a nossa capacidade de processamento e as exportações”, conta Bicudo, que tem a ajuda de três funcionários na propriedade.

Goiaba tem preço valorizado no mercado externo e os selos IG e Global G.A.P têm contribuído para agregar mais renda aos produtores de Carlópolis.
A produtora de goiaba certificada e gerente de vendas da Coac, Inês Yumiko Sato Sasaki, diz que o ano começou com alta procura pela fruta. Além de exportar para clientes na Inglaterra, Portugal e Canadá, a cooperativa ampliou o número de parceiros no mercado interno e está presente, além do Paraná, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Amazonas. Ela explica que o preço da fruta no mercado nacional oscila bastante, porque existe muita oferta, especialmente no primeiro trimestre do ano, que é época de goiaba.
Como os produtores de Carlópolis trabalham com a poda escalonada, conseguem ter goiaba para venda o ano todo. As certificações conquistadas graças ao manejo especial da fruta agregam valor ao preço final e atraem a atenção de clientes no exterior. Hoje, a Coac possui 40 associados, que colhem a goiaba, enviam para a sede da cooperativa, que faz a seleção por peso e manda para o mercado nacional ou internacional.
“Conseguimos acertar a poda no ano passado, depois da geada, em 2021, e chuva de pedra, em 2022. Se continuar nesse ritmo, sem nenhum desastre natural, devemos ter goiaba o ano todo”, afirma Inês.
O consultor do Sebrae/PR, Odemir Capello, destaca que os números só confirmam o quanto um produto certificado interfere positivamente no resultado.
“Por meio da organização dos produtores e da busca de IG e Global G.A.P., conseguimos abrir o mercado internacional. Ninguém acreditava em exportar goiaba. Hoje, a logística permite que a goiaba de Carlópolis chegue mais cedo à Europa do que em algumas regiões do Brasil”, aponta.
Ele lembra que o trabalho de busca pelas certificações tem o objetivo de levar mais visibilidade ao produto e ampliar mercado, agregando renda e oferecendo mais qualidade de vida para os pequenos produtores rurais do norte pioneiro do Paraná. Isso só foi possível graças ao trabalho conjunto de diversas entidades, como o próprio Sebrae/PR, a Prefeitura de Carlópolis, o IDR-Paraná e a Coac.
Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae/PR
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino
Published
18 minutos agoon
5 de junho de 2026By
Da Redação
A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.
O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.
As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.
Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã
A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.
Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.
“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.
Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.
O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.
“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.
Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade
De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.
“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.
O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.
Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.
“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.
Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável
Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.
O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.
Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.
“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.
Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados
Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.
“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.
Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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