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Com agricultura regenerativa, produtor de Batatais (SP) aumenta produtividade e eficiência em suas lavouras de cana-de-açúcar

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Há mais de 25 anos no ramo agrícola, o produtor Aziz Rassi, da propriedade Sítio Santa Rosa, localizada em Batatais, no interior de São Paulo, conseguiu revolucionar a produção de cana-de-açúcar em sua fazenda após aderir em seu manejo a Biotecnologia Microgeo®. Com uma área total cultivada de 1050 hectares, sendo a maioria destinada ao cultivo de cana, Rassi enfrentava um desafio constante: baixa produtividade. Porém, desde que adotou a Biotecnologia Microgeo®, tudo mudou.

“Todo o nosso equipamento é muito tecnificado, porém a gente não conseguia ultrapassar os três dígitos de produtividade. Quando conhecemos a Microgeo e entendemos que a vida do solo é tão importante quanto a adubação, tão importante quanto a própria vida da cana, foi quando tudo começou a melhorar”, disse Rassi.

A Biotecnologia mostrou-se extremamente eficaz na melhoria da saúde do solo e no desenvolvimento do canavial. Mesmo durante o inverno, quando as canas geralmente ficam secas e prejudicadas, a produção de Rassi se destacava pela sua coloração verde e por brotarem primeiro do que os vizinhos. Os especialistas que visitavam sua propriedade sempre se impressionavam com a resistência e vitalidade das canas de Rassi, mesmo em períodos de estresse para a cultura. “É impressionante. Não importa a empresa que vem aqui, se é o agrônomo da cooperativa, se é o RTV de alguma empresa de produto químico, eles sempre identificam que a nossa cana está sempre menos estressada”, contou o produtor.

Rassi detalhou que um dos principais desafios enfrentados na plantação de cana é a compactação do solo, devido ao uso de maquinário pesado, como colheitadeiras e tratores. No entanto, com o equilíbrio do microbioma do solo, através da solução biológica produzida com o Microgeo®, esse problema foi resolvido surpreendendo o agricultor com resultados incríveis. “É uma coisa assim, inimaginável, a gente não tinha como acreditar, foi uma surpresa muito grande. E quando a gente viu isso, que o resultado veio para a parte química do solo, melhorando a eficiência de uso de adubo, melhorando a disponibilidade de fósforo, impressionou demais”, comemorou.

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A diferença mais significativa observada nas áreas de cultivo com a Biotecnologia foi o aumento na produtividade. “Geralmente quando você aplica um produto que acaba elevando muito o TCH (Tonelada de Cana por Hectare) você acaba baixando o ATR (Açúcares Redutores Totais). E a Biotecnologia Microgeo® não faz isso. Ele mantém e até eleva a quantidade de açúcar e aumenta bastante a produtividade”, contou.

O Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Microgeo, Marco Antonio Farias, acompanha a área desde 2020 e complementa: “A média das últimas 4 safras foi de 17 TCH por safra, considerando duas safras de colheita real e duas safras com avaliação da biometria na área com aplicação da Biotecnologia”.

Para comprovar a eficácia da tecnologia, Rassi participa de um projeto de pesquisa da Embrapa Meio Ambiente, de Jaguariúna/SP, onde foram realizadas comparações entre áreas com e sem a aplicação do produto. O resultado das análises das enzimas presentes no solo revelou diferenças significativas entre as áreas, com um aumento de 40% das enzimas nas áreas tratadas com a Biotecnologia Microgeo®. Isso evidencia a importância de equilibrar o microbioma do solo para aumentar a produtividade.

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O sucesso alcançado pelo produtor vem chamando a atenção não apenas de seus vizinhos e colegas agricultores, mas também de grandes empresas do setor sucroenergético. A qualidade e vitalidade de sua cana são motivo de destaque, levando muitos a procurarem por informações sobre o produto em sua propriedade. Rassi tem compartilhado seus conhecimentos e experiências com outros agricultores, promovendo assim o desenvolvimento e crescimento da agricultura sustentável. “A gente tá sempre trocando informação, sempre comentando o que eu tô usando e muita gente já veio até conhecer a Bioestação. Já tive amigos que vieram pegar produto para fazer teste, o pessoal tá interessado”, contou Rassi.

O produtor disse ainda que já tem planos de instalar uma nova Bioestação em uma propriedade no município de Jardinópolis (SP) e concluiu: “Todas as empresas que estão caminhando de forma séria estão olhando pro lado biológico e também só assim estão conseguindo produzir mais. Temos que pensar em sustentabilidade, pensar no futuro, pensar nos nossos filhos, pensar no planeta que a gente vai deixar. Usar produtos sim, mas da melhor forma possível e o biológico está aí pra ficar e otimizar cada vez mais a nossa produtividade”, finalizou.

Fonte: Microgeo

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático

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Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil

A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.

Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.

Extratos de algas fortalecem resistência das plantas

Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.

A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.

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Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.

“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.

Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental

Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.

Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.

De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.

Qualidade da fruta se torna fator estratégico

Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.

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Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.

“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.

Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares

O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.

Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.

A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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