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Colômbia busca fortalecer pecuária com aprendizados do Brasil

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A Colômbia está buscando fortalecer sua pecuária de corte e de leite através da parceria com empresas brasileiras líderes em tecnologia reprodutiva. Para isso, representantes do Grupo BIOS, uma das principais empresas agropecuárias da Colômbia, vieram ao Brasil para conhecer de perto os avanços tecnológicos no setor. O grupo colombiano é distribuidor da genética bovina da ABS, líder mundial nesse segmento.

O Brasil é referência mundial em genética bovina graças aos investimentos em pesquisa e tecnologia, com o rebanho nacional sendo reconhecido por sua qualidade e produtividade. Este reconhecimento atraiu a atenção do Grupo BIOS, que visa aplicar essas inovações na Colômbia para aumentar a produção de carne e leite. O Diretor Técnico e a Analista de Comunicação e Marketing do Grupo BIOS, Juan Pablo Botero e Natalia Cortés, respectivamente, visitaram a Central de Biotecnologia da ABS em Uberaba (MG) e criatórios renomados, onde puderam observar o trabalho pioneiro do Brasil no campo da genética bovina.

“Foi uma experiência única. Tivemos a oportunidade de conhecer fazendas de corte e de leite que trabalham com a genética da ABS, além do complexo da Central de Biotecnologia. Foram dias de muito aprendizado e troca de experiências, que nos mostraram como é possível elevar a pecuária colombiana a um novo patamar utilizando a melhor genética disponível”, disse Natalia Cortés.

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Durante a visita ao Brasil, o grupo colombiano participou de eventos como a Expozebu, uma das principais feiras agropecuárias do país, e visitou laboratórios de produção de sêmen, laboratórios de sexagem, laboratórios de embriões, e o núcleo de doadoras da ABS NEO, além da bateria de touros da ABS. A experiência permitiu ao Grupo BIOS conhecer detalhadamente a aplicação das tecnologias genéticas, levando importantes referências para a Colômbia.

“Estabelecemos a parceria com a ABS para desenvolver a pecuária colombiana, e esta visita foi fundamental para fortalecer nossos laços. Conhecemos de perto a aplicação de programas genéticos para pecuária de corte e de leite, e agora temos uma base sólida para implementar essas inovações na Colômbia”, afirmou Juan Pablo Botero, Diretor Técnico do Grupo BIOS.

Klaus Hanser, Gerente de Produto da ABS na América Latina, enfatizou o compromisso de fortalecer a parceria com o Grupo BIOS. “Nós os recebemos com um roteiro cuidadosamente elaborado para promover uma verdadeira imersão na pecuária brasileira. Estamos confiantes de que esta colaboração vai gerar grandes resultados para a pecuária colombiana, levando mais progresso genético para os pecuaristas do país vizinho”, disse Hanser.

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Paula Waeny, Coordenadora de Comércio Exterior da ABS, comentou sobre a importância dessa parceria para o futuro da pecuária colombiana. “Nos sentimos honrados em recebê-los. Essa visita não apenas consolida nossa parceria, mas também contribui para o crescimento sustentável da pecuária colombiana, impulsionando a produtividade e a qualidade do rebanho bovino em todo o país”, concluiu Waeny.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos deve ter oferta favorável de insumos no 2º semestre de 2026, impulsionado por safra recorde de grãos

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O segundo semestre de 2026 deve apresentar um cenário mais favorável para a compra de insumos destinados à nutrição animal no confinamento bovino. A avaliação é de especialistas do setor, que projetam melhora na relação de troca entre boi gordo e matérias-primas, impulsionada pela maior oferta de grãos e subprodutos industriais.

Safra recorde de soja amplia oferta de farelo

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja deve atingir níveis recordes, elevando o volume de processamento e, consequentemente, a disponibilidade de farelo de soja no mercado.

O insumo, antes menos utilizado por grandes confinamentos, ganha espaço nas formulações de dietas devido à maior oferta e competitividade de preços.

DDG e farelo de algodão entram no radar do confinamento

Outro destaque é o DDG (grãos secos de destilaria), que deve registrar maior regularidade de oferta ao longo do semestre.

Segundo o coordenador de Planejamento de um grupo do setor pecuário, ajustes operacionais realizados no início do ano devem ser normalizados, ampliando a disponibilidade do insumo.

“Algumas usinas passaram por ajustes operacionais no início do ano, mas a tendência é de normalização ao longo do segundo semestre. Quem se antecipou na compra garantiu melhores condições”, explica Fabiano Carvalho.

O farelo de algodão também pode apresentar oportunidades pontuais de aquisição, especialmente diante dos estoques industriais e da proximidade da nova safra, exigindo atenção ao timing de compra.

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Produção de etanol de milho reforça oferta de subprodutos

A expansão da produção de etanol de milho no Brasil, estimada em cerca de 20 bilhões de litros anuais segundo a União Nacional do Etanol de Milho, também deve contribuir para o aumento da oferta de subprodutos utilizados na nutrição animal.

Com mais milho direcionado à produção industrial, cresce a disponibilidade de coprodutos utilizados nas dietas de confinamento.

Cautela com o milho diante de volatilidade global

Apesar do aumento de oferta, especialistas recomendam cautela na aquisição do milho, principal componente da dieta de confinamento.

“O milho, como qualquer commodity, está sujeito a oscilações influenciadas por fatores geopolíticos. É fundamental considerar possíveis variações de preços”, alerta Fabiano Carvalho.

Estratégias de compra ganham importância na gestão do confinamento

Ao longo de 2025, estratégias de aquisição escalonada mostraram-se fundamentais para proteger margens e reduzir riscos de volatilidade. Entre as principais práticas adotadas por grupos do setor estão:

  • Fixação parcial e escalonada de insumos
  • Gestão de margem por lote
  • Monitoramento diário dos mercados físico e futuro
  • Controle rigoroso da conversão alimentar
  • Uso de tecnologia para acompanhamento de desempenho individual
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Segundo especialistas, essas práticas ajudam a reduzir a exposição às oscilações de mercado e aumentam a previsibilidade do custo por arroba produzida.

Eficiência produtiva passa a ser determinante na rentabilidade

Além do controle de custos, indicadores como ganho de carcaça e produção de arrobas ganham protagonismo na análise de desempenho dos confinamentos.

“O peso vivo pode variar, mas o ganho de carcaça e a produção de arrobas no período de engorda refletem o resultado real da operação e a margem no frigorífico”, destaca Fabiano Carvalho.

Perspectiva para 2026 reforça profissionalização do confinamento

O cenário para 2026 aponta para a manutenção do confinamento como ferramenta estratégica na pecuária brasileira, com maior exigência de gestão profissionalizada, uso de tecnologia e disciplina na compra de insumos.

Para especialistas do setor, a combinação entre oferta favorável de alimentos e gestão eficiente de custos deve sustentar a competitividade das operações mais tecnificadas ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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