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Colheita Inicial e Importações Pressionam os Preços do Arroz, Aponta Consultoria do Itaú BBA

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A Consultoria Agro do Itaú BBA relata que o início da colheita e o expressivo aumento das importações estão exercendo pressão sobre os preços do arroz. Além da perspectiva de uma safra satisfatória, a elevada entrada de importações reduziu a necessidade de compras pela indústria, contribuindo para a diminuição dos preços locais.

Conforme o indicador de preços do CEPEA, no Rio Grande do Sul, o preço médio do arroz em casca registrou uma queda de 10,7% em fevereiro em comparação com janeiro, sendo comercializado a R$ 114 por saca. Nas regiões da Fronteira Oeste e na Planície Costeira interna, os preços apresentaram reduções ainda mais expressivas, alcançando 17,3% e 14,5%, respectivamente, no mesmo período.

No cenário atacadista, ocorreu um novo repasse de custos da indústria para o consumidor, resultando em um aumento nos preços do arroz beneficiado em fevereiro. O arroz agulhinha tipo 1 em São Paulo, a principal praça consumidora, teve um incremento de 4,4% em um mês, atingindo R$ 171,8 por fardo de 30 kg. Essa dinâmica levou as margens a retornarem ao positivo após três meses consecutivos no vermelho.

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A CONAB realizou ajustes no consumo das últimas três safras, com a alteração mais significativa ocorrendo na safra 2021/22, que teve uma redução de 2,5%, situando-se abaixo de 10 milhões de toneladas. Para as safras subsequentes até o momento, o consumo ficou em 10,25 milhões de toneladas, proporcionando uma margem mais folgada nos balanços. Em relação à safra 2023/24, as exportações foram reduzidas em 25%, totalizando 1,5 milhão de toneladas, devido ao aumento na produção americana e aos preços locais elevados, o que deve reduzir a atratividade do arroz brasileiro no mercado internacional.

Balanço Global Apertado Sustenta Firmes Cotações

O USDA fez poucos ajustes no balanço global, prevendo uma produção recorde de 513 milhões de toneladas (base beneficiado). Contudo, o consumo também atingiu níveis máximos desde 2021/22, criando um cenário de aperto global com uma relação estoque/consumo em queda nos últimos três anos. A Índia, maior exportadora global, mantém restrições às exportações de arroz, contribuindo para preços em patamares recordes. Países como Paquistão, Vietnã e Tailândia apresentam níveis recordes de exportação, enquanto as cotações do cereal continuam robustas em Chicago, indicando a importância de monitorar a segurança alimentar global.

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No mercado doméstico, as importações ganharam espaço durante a baixa oferta da entressafra, registrando um aumento de 58% em janeiro de 2024 em relação ao mesmo período de 2023. Países não tradicionais, como Tailândia e Paquistão, forneceram arroz ao Brasil devido a custos e fretes competitivos, mesmo com qualidade abaixo do tradicional da América do Sul. As exportações, por sua vez, aumentaram em comparação com dezembro de 2023, apresentando um crescimento de 58%, embora ainda 43% inferiores ao mesmo mês do ano passado, totalizando 83,7 mil toneladas. Vale ressaltar que o México não realizou aquisições significativas em janeiro, enquanto o Paraguai retomou as exportações para o México, intensificando a competição com o arroz doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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