AGRONEGÓCIO

Colheita do milho avança na Bahia com produtividade acima do esperado

Publicado em

Colheita do milho verão se aproxima do fim no Oeste da Bahia

A colheita do milho verão na região Oeste da Bahia avança para sua fase final com desempenho acima das expectativas, segundo o mais recente Boletim de Safra divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Até a primeira semana de julho, mais de 100 mil hectares já haviam sido colhidos, com produtividades variando entre 150 e 220 sacas por hectare.

Estimativas apontam safra robusta

A produção total estimada para a safra 2024/25 no estado é de:

  • 1,134 milhão de toneladas de milho irrigado (safrinha), cultivado em 105 mil hectares;
  • 270 mil toneladas de milho verão, provenientes de 25 mil hectares.

A Aiba destaca que esse bom desempenho é resultado das condições climáticas favoráveis no início do ciclo, que permitiram excelente emergência e desenvolvimento das lavouras.

Aumento de produtividade impulsiona a produção

Apesar de alguns desafios pontuais, como anomalias fitossanitárias e oscilações no clima, a produtividade média das lavouras superou as expectativas:

  • No milho irrigado, o rendimento cresceu 12,5%, passando de 160 para 180 sacas por hectare;
  • No milho de sequeiro, a produtividade aumentou 20%, alcançando 170 sacas por hectare.
Leia Também:  Retração na Demanda Afeta Preços do Etanol; Anidro Registra Queda
Eficiência por hectare compensa redução de área

Mesmo com uma redução de 5% na área total cultivada com milho, o volume produzido aumentou 14,5% em comparação ao ciclo anterior, demonstrando maior eficiência produtiva por hectare. Esse desempenho reforça a resiliência da cultura do milho diante dos desafios do clima e do mercado.

Variações regionais e papel estratégico do milho

A produtividade nas diferentes regiões do Oeste baiano variou entre 100 e 182 sacas por hectare, mantendo uma média elevada e consolidando o milho como uma cultura estratégica para o equilíbrio do abastecimento regional. Além disso, o cereal segue como peça importante na diversificação do portfólio agrícola da região, fortalecendo a sustentabilidade econômica dos produtores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Leia Também:  IPCA desacelera para 0,24% em junho com recuo nos alimentos; energia elétrica pressiona inflação

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia Também:  ADAMA valoriza a pecuária brasileira com o Circuito Cria

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA