AGRONEGÓCIO

Colheita do café avança, mas ritmo ainda é inferior à média

Publicado em

A colheita da safra 2025/26 de café já está em curso nas principais regiões produtoras do Brasil, com destaque para o Espírito Santo, sul da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. Até meados da semana passada os trabalhos no campo haviam alcançado 13% da produção nacional, de acordo com levantamento semanal do setor. O número representa um avanço em relação à semana anterior, quando o índice estava em 7%, mas ainda é inferior ao desempenho do mesmo período em 2024, que registrava 15%.

Os dados também indicam que a colheita está ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, também fixada em 15% nesta época do ano. Apesar disso, as condições climáticas favoráveis vêm contribuindo para acelerar os trabalhos e diminuir a diferença histórica.

A variedade conilon, cultivada majoritariamente no Espírito Santo e no sul da Bahia, segue puxando o ritmo nacional. Até o momento, já foram colhidos 20% dos grãos, desempenho próximo ao registrado no mesmo período de 2024 (22%) e da média quinquenal (24%).

Leia Também:  Setor agropecuário respondeu por 69,5% da exportação paranaense até novembro

Já a colheita do arábica, que tradicionalmente ocorre em ritmo mais lento no início do ciclo, atingiu 9% da produção estimada, abaixo dos 11% do ano passado e dos 10% da média histórica.

Para esta temporada, a produção nacional de café está projetada em cerca de 66,5 milhões de sacas de 60 kg, conforme estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma alta de aproximadamente 5% em relação à safra anterior, puxada principalmente pela recuperação das lavouras de arábica em regiões que enfrentaram adversidades climáticas nos últimos ciclos.

O Brasil segue como maior produtor e exportador de café do mundo, respondendo por mais de um terço da produção global. A cadeia produtiva envolve desde pequenos agricultores até grandes cooperativas e exportadoras, gerando milhões de empregos diretos e indiretos.

Dia Nacional do Café – Celebrado em 24 de maio, o Dia Nacional do Café foi instituído em 2005 pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A data, escolhida por marcar tradicionalmente o início da colheita nas principais regiões produtoras, tornou-se um momento simbólico para reforçar a relevância econômica, social e cultural do produto mais consumido pelos brasileiros, à frente da água engarrafada.

Leia Também:  Terreno sujo gera multas e pode ser denunciado via WhatsApp

Com a mudança no calendário agrícola em função das variações climáticas, o início da colheita já não coincide exatamente com a data comemorativa. Ainda assim, o feriado reforça a conexão entre a produção rural e o consumo urbano, e marca um período decisivo para o produtor rural.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro

Published

on

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.

Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.

A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.

Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.

Rastreabilidade digital será obrigatória

Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.

Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.

“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.

O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.

“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.

Brasil possui estrutura para atender às exigências

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.

Leia Também:  Setor agropecuário respondeu por 69,5% da exportação paranaense até novembro

Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.

O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.

Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.

Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva

Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.

Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.

“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.

Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.

“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Preços do leite seguem firmes, mas avanço nas cotações perde força

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA