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Colheita de soja avança em Querência (MT) com melhora no clima

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A colheita da safra 2024/25 nas áreas de pivô em Querência, município do leste de Mato Grosso, foi finalizada nesta semana. Segundo o Sindicato Rural local, essas áreas representam aproximadamente 1,5% dos 430 mil hectares destinados ao cultivo de soja na região.

O presidente do Sindicato Rural, Osmar Frizo, destacou que a trégua nas chuvas permitiu a conclusão dos trabalhos nessas áreas. Contudo, o excesso de umidade no grão e avarias causadas pelas chuvas impactaram de 20% a 30% da soja colhida. A expectativa é que o clima firme persista, permitindo o início da colheita das lavouras de sequeiro até o final de janeiro.

“Com o retorno das chuvas previsto para breve, será necessário concentrar os esforços nos trabalhos de colheita para evitar prejuízos maiores”, afirmou Frizo.

Previsão de produtividade mantém média histórica em Querência

Apesar dos desafios climáticos, a estimativa é de que o rendimento médio das lavouras de soja em Querência alcance 3.780 quilos por hectare, repetindo a média registrada nos últimos anos.

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No estado de Mato Grosso, o levantamento da Safras & Mercado indica que a área plantada para a safra 2024/25 alcançará 12,62 milhões de hectares, um aumento de 1% em relação aos 12,5 milhões de hectares cultivados no ciclo anterior.

Até o último dia 10 de janeiro, apenas 0,7% da área total havia sido colhida no estado, um desempenho inferior aos 6% registrados no mesmo período do ano passado e à média de 4,5% dos últimos cinco anos.

Produção estadual deve atingir recorde em 2024/25

A produção de soja em Mato Grosso para esta safra está projetada em 47,716 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 20,6% em relação às 39,551 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/24. O rendimento médio também deverá subir para 3.800 quilos por hectare, superando os 3.180 quilos registrados no ciclo anterior.

Esses números reforçam o protagonismo de Mato Grosso como principal estado produtor de soja no Brasil, mesmo diante das adversidades climáticas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro

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O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.

Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.

A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.

Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.

Rastreabilidade digital será obrigatória

Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.

Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.

“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.

O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.

“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.

Brasil possui estrutura para atender às exigências

Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.

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Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.

O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.

Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.

Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva

Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.

Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.

“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.

Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.

“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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