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Colheita de Pêssego no Rio Grande do Sul Entra em Fase Final

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De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (2), a colheita de pêssegos no Rio Grande do Sul está em sua fase final. Na região de Pelotas, uma das principais produtoras do Estado, a colheita das cultivares tardias, como a Eldorado, avança, mas a produtividade entre os pomares apresenta variações significativas. Isso reflete os desafios climáticos e fitossanitários enfrentados nesta safra.

Desafios Fitossanitários e Variabilidade de Preços

Na região de Pelotas, o preço do quilo do pêssego varia entre R$ 2,20 e R$ 2,50, mas o estado fitossanitário dos pomares é motivo de preocupação. Observa-se uma alta incidência de pragas, como a mosca-das-frutas (Anastrepha spp.), e doenças, como a podridão-parda (Monilinia fructicola). Para mitigar os impactos dessas questões, o Sistema de Alerta para a Mosca-das-Frutas emitiu recomendações, incluindo:

  • Realização de poda verde e adubação pós-colheita.
  • Cuidados no manejo fitossanitário e no momento de colheita.
  • Manutenção das folhas até o outono para o acúmulo de reservas energéticas para a próxima safra.
  • Prática de adubação verde, fundamental para a saúde do solo.
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Região de Passo Fundo: Boa Sanidade e Comercialização Forte

Em Passo Fundo, cerca de 90% das variedades precoces já foram colhidas, e 40% das cultivares tardias estão em processo de colheita. A cultura apresenta boa sanidade, e a comercialização tem sido direcionada principalmente para empresas da Serra Gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão em Mato Grosso exige venda acima de R$ 127/@ para cobrir custos da safra 2026/27

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O custo de produção do algodão em Mato Grosso voltou a subir em abril e acendeu um alerta para os produtores da safra 2026/27. Segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o avanço das despesas foi puxado principalmente pela valorização dos macronutrientes, impactados pelas tensões geopolíticas no mercado internacional.

De acordo com os dados, o custeio da lavoura alcançou R$ 10.642,28 por hectare, crescimento de 1,05% em relação ao mês anterior. O movimento reflete a pressão sobre os insumos agrícolas diante das incertezas logísticas globais, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de fertilizantes e commodities do mundo.

Com o encarecimento dos insumos, o Custo Operacional Efetivo (COE) do algodão também avançou em abril. O indicador foi estimado em R$ 15.227,56 por hectare, registrando alta mensal de 0,55%.

O estudo mostra ainda que, para conseguir cobrir os custos operacionais da atividade, o cotonicultor mato-grossense precisará comercializar a pluma por pelo menos R$ 127,09 por arroba, considerando uma produtividade média projetada de 119,82 arrobas por hectare.

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Apesar da elevação dos custos, o cenário de preços mais atrativos da pluma nos últimos meses vem favorecendo a estratégia comercial dos produtores. Segundo o instituto, muitos cotonicultores intensificaram o travamento de custos e a proteção de margens, aproveitando oportunidades de mercado para reduzir os riscos da safra futura.

Esse movimento também ajudou a acelerar a comercialização da safra 2026/27 em Mato Grosso. Após um período de atraso nas negociações, as vendas passaram a superar a média histórica registrada nos últimos anos, demonstrando maior interesse dos produtores em garantir rentabilidade diante da volatilidade do mercado internacional.

O cenário segue sendo monitorado pelo setor, especialmente em função das oscilações nos preços dos fertilizantes, do câmbio e das tensões externas que continuam influenciando diretamente os custos da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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