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Colheita da soja em Mato Grosso alcança 65,75% da área e mantém boas perspectivas para a safra 2025/26

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Redução das chuvas acelera colheita no estado

A colheita da soja 2025/26 em Mato Grosso atingiu 65,75% da área cultivada, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (23). O avanço semanal foi de 14,74 pontos percentuais, impulsionado pela diminuição das chuvas que, até então, vinham limitando o ritmo das operações no campo.

Apesar do progresso, o ritmo atual ainda está 0,41 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/25, refletindo o impacto das condições climáticas irregulares no início da colheita.

Umidade elevada afeta qualidade dos grãos em algumas regiões

O Imea destacou que as chuvas intensas nas semanas anteriores, especialmente no Norte do estado e ao longo da BR-163, aumentaram a umidade dos grãos e a ocorrência de soja avariada. Essa situação pode gerar descontos na comercialização, caso o padrão de qualidade fique abaixo das exigências do mercado.

Entre as regiões mais adiantadas, o Médio-Norte lidera com 90,55% da área colhida, seguido pelo Noroeste, com 79,02%. No Oeste, municípios como Sapezal e Campo Novo do Parecis puxam o ritmo da colheita, enquanto no Vale do Guaporé os trabalhos ainda seguem em ritmo mais lento.

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Regiões de ciclo tardio avançam de forma gradual

As áreas de ciclo mais tardio, como o Sudeste mato-grossense, apresentam avanço mais moderado, com 37,38% da área colhida. O desempenho é influenciado tanto pelo excesso de chuvas quanto pela semeadura mais tardia, fatores que postergaram o início da colheita nessas localidades.

Perspectiva de produtividade segue positiva

Mesmo com as variações climáticas e desafios pontuais de qualidade, o Imea mantém expectativas positivas para a produtividade da safra 2025/26. A tendência é de produção elevada, sustentada pelo bom desempenho das lavouras colhidas até o momento.

A continuidade das condições climáticas favoráveis nas próximas semanas deve consolidar os resultados, reforçando a posição de Mato Grosso como maior produtor nacional de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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