AGRONEGÓCIO
Colheita da Segunda Safra de Feijão no Sul Encerra com Preços em Alta
Publicado em
1 de julho de 2024por
Da RedaçãoNo início de junho, o mercado brasileiro de feijão estava bem abastecido, destacando a negociação de uma carga de feijão carioca extra, nota 9,5, com escurecimento lento, proveniente do sul de Minas Gerais. A maior parte das ofertas veio do Paraná, seguido por Minas Gerais.
Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a expectativa era de um mercado firme, com possíveis ajustes pontuais nos preços, dependendo da qualidade dos grãos e da demanda dos compradores. O foco estava na finalização das colheitas no Paraná e na manutenção da qualidade do feijão ofertado. A presença de compradores na bolsa era escassa, e a oferta de feijão carioca extra nota 9,5 era limitada.
“Vendedores com urgência para fechar negócios podiam oferecer descontos para atrair compradores, devido à baixa oferta e à negociação prejudicada pela disparidade de preços entre compradores e produtores. Contratempos climáticos e pragas específicas afetaram a produção da segunda safra, com as indústrias operando com estoques mínimos. Havia pressão para reduzir preços na zona atacadista de São Paulo, em um mercado sobreofertado e com preços fragilizados”, descreveu o analista.
Na segunda quinzena do mês, os preços se mantiveram estáveis, mas a qualidade dos lotes apresentou problemas. Compradores preferiram lotes de maior qualidade, resultando em um mercado lento e com preços nominais. Uma negociação para feijão carioca extra a R$ 345 por saca foi registrada, mas o lote não estava disponível. A expectativa era de preços firmes com o término das colheitas no Paraná.
Na última semana, o mercado se manteve firme para feijões comerciais e estável para os demais padrões. O feijão carioca extra nota 9 EL teve alta devido à escassez. As ofertas vinham principalmente do Paraná e do sul de Minas Gerais, e algumas colheitas da terceira safra começaram, mas sem impacto significativo. Empacotadores observaram demanda calma nos grandes centros, com compradores mantendo estoques mínimos e adquirindo apenas por necessidade. Os preços variaram entre R$ 240,00 e R$ 290,00 por saca em diferentes regiões.
O mercado operou com sobras de mercadorias devido à baixa variedade e qualidade dos grãos, com muitos lotes apresentando defeitos. Mesmo assim, os preços se mantiveram estáveis apesar da demanda retraída no atacado paulista. A oferta estava bem acima do interesse de compra, com as indústrias operando com estoques mínimos e adquirindo apenas o necessário para cumprir compromissos.
Mercado de Feijão Preto: Estabilidade e Baixa Movimentação
No segmento de feijão preto, conforme Oliveira, o mês começou com estabilidade nos preços e baixa movimentação na bolsa. A oferta foi limitada, e os produtores mostraram pouco interesse em comercializar, preferindo aguardar condições mais favoráveis para retomar as negociações. A demanda dos exportadores foi um suporte importante, mantendo os preços relativamente estáveis, apesar da baixa movimentação interna.
Na segunda semana do mês, os preços se firmaram, especialmente para os lotes de qualidade extra, Tipo 1, que continuaram escassos no mercado. O feijão preto argentino começou a ser cotado até R$ 300,00 por saca, refletindo a demanda externa consistente.
A oferta permaneceu limitada na segunda quinzena do mês, com as cotações para o produto extra em torno de R$ 315,00 por saca. A retração dos produtores continuou a sustentar os preços, mesmo em um cenário de demanda interna retraída.
Na última semana do mês, a pressão no mercado persistiu, com a forte valorização do dólar impactando os preços do produto importado e a disponibilidade limitada do feijão preto nacional. Os empacotadores enfrentaram poucas opções de compra no mercado interno, o que contribuiu para a pressão por novos reajustes de preço. A demanda externa se manteve robusta, favorecendo as exportações devido à desvalorização do real, que tornou o feijão preto brasileiro mais competitivo no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Leilão da VPJ cresce 30% e fortalece expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste
Published
8 minutos agoon
25 de maio de 2026By
Da Redação
A expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste brasileiro ganhou força com o sucesso da segunda edição do Leilão VPJ Genetics – Edição Nordeste. Realizado durante a Expoalagoas Genética, em Maceió (AL), o evento movimentou quase R$ 1,3 milhão e registrou crescimento de cerca de 30% em relação ao ano passado, consolidando a estratégia de expansão da VPJ Pecuária na região.
O remate reuniu investidores de nove estados brasileiros e confirmou o aumento da demanda por genética de alta performance voltada à pecuária de corte de qualidade. O Nordeste respondeu por 63% das compras realizadas, com destaque para criadores de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.
Ao todo, foram comercializados 57 lotes entre machos e fêmeas das raças Brangus e Ultrablack, além de 122 pacotes de embriões de doadoras da VPJ Genetics.
Touro Brangus é destaque e reforça modelo de investimento genético
O principal destaque do leilão foi a negociação de 50% do reprodutor Brangus VPJ MALVADO FIV 2096, arrematado por R$ 68 mil pelo pecuarista alagoano Rafael Tenório.
O touro integra um modelo de negócios adotado pela VPJ Pecuária, no qual investidores que adquirem participação em reprodutores presentes em centrais de genética recebem royalties proporcionais à comercialização de sêmen.
MALVADO está atualmente em coleta na Semex e se destaca por apresentar desempenho de excelência nos principais índices da raça. O animal figura entre os TOP 1% para Índice de Desmama, Índice Final e Índice de Carcaça, combinando produtividade, precocidade e qualidade de carne.
Filho do norte-americano CB NEW STANDARD 817J3, o reprodutor carrega genética considerada rara tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Rafael Tenório também ampliou sua participação na genética VPJ ao adquirir 50% do Ultrablack VPJ EL CID FIV 156 por R$ 40 mil. O animal é considerado um dos principais touros Ultrablack produzidos no país e também está em coleta para produção de sêmen.
Fêmeas valorizadas e demanda aquecida impulsionam negócios
Entre as fêmeas, o destaque ficou para a Brangus VPJ FLORA FIV 2090, irmã própria de MALVADO, negociada por R$ 44 mil com o criador Roberto Cavalcante, da Paraíba.
Segundo o empresário e selecionador Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária, o desempenho do leilão acompanha um dos momentos mais favoráveis da pecuária de corte brasileira.
De acordo com ele, a demanda aquecida por carne bovina premium e as bonificações pagas por qualidade têm elevado o interesse dos pecuaristas por genética superior.
O criador destaca que o mercado vive forte valorização em toda a cadeia produtiva, impulsionado tanto pelo cenário doméstico quanto pelas exportações brasileiras de carne bovina.
Brangus e Ultrablack ampliam espaço na pecuária brasileira
No segmento Brangus, 15 touros foram comercializados, movimentando R$ 301 mil, com média superior a R$ 20 mil por animal. As 23 fêmeas negociadas somaram R$ 469,6 mil.
Já os 122 embriões ofertados alcançaram R$ 95,6 mil em vendas, demonstrando o interesse crescente pela multiplicação genética das linhagens da VPJ.
Na raça Ultrablack, sete machos movimentaram R$ 158,4 mil, enquanto dez fêmeas somaram R$ 168 mil em negócios.
Segundo a VPJ Pecuária, o avanço da procura pelas duas raças está diretamente ligado à busca por animais mais precoces, adaptados às condições climáticas brasileiras e capazes de entregar melhor desempenho produtivo aliado à qualidade de carne.
Nordeste ganha protagonismo na genética bovina
O desempenho do leilão reforça o crescimento do Nordeste como polo estratégico para a pecuária de alto valor agregado no Brasil.
Cerca de 30% dos participantes desta edição foram novos investidores, indicando expansão do interesse regional pela genética especializada.
Com mais de três décadas de atuação no melhoramento genético do Aberdeen Angus, a VPJ Pecuária está entre os grupos pioneiros no desenvolvimento e fortalecimento das raças Brangus e Ultrablack no país.
A empresa mantém foco em seleção genética voltada para produtividade, eficiência alimentar, adaptação ao clima tropical e qualidade de carne, características cada vez mais valorizadas pela pecuária moderna brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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