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Colheita da Segunda Safra de Feijão no Sul Encerra com Preços em Alta

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No início de junho, o mercado brasileiro de feijão estava bem abastecido, destacando a negociação de uma carga de feijão carioca extra, nota 9,5, com escurecimento lento, proveniente do sul de Minas Gerais. A maior parte das ofertas veio do Paraná, seguido por Minas Gerais.

Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a expectativa era de um mercado firme, com possíveis ajustes pontuais nos preços, dependendo da qualidade dos grãos e da demanda dos compradores. O foco estava na finalização das colheitas no Paraná e na manutenção da qualidade do feijão ofertado. A presença de compradores na bolsa era escassa, e a oferta de feijão carioca extra nota 9,5 era limitada.

“Vendedores com urgência para fechar negócios podiam oferecer descontos para atrair compradores, devido à baixa oferta e à negociação prejudicada pela disparidade de preços entre compradores e produtores. Contratempos climáticos e pragas específicas afetaram a produção da segunda safra, com as indústrias operando com estoques mínimos. Havia pressão para reduzir preços na zona atacadista de São Paulo, em um mercado sobreofertado e com preços fragilizados”, descreveu o analista.

Na segunda quinzena do mês, os preços se mantiveram estáveis, mas a qualidade dos lotes apresentou problemas. Compradores preferiram lotes de maior qualidade, resultando em um mercado lento e com preços nominais. Uma negociação para feijão carioca extra a R$ 345 por saca foi registrada, mas o lote não estava disponível. A expectativa era de preços firmes com o término das colheitas no Paraná.

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Na última semana, o mercado se manteve firme para feijões comerciais e estável para os demais padrões. O feijão carioca extra nota 9 EL teve alta devido à escassez. As ofertas vinham principalmente do Paraná e do sul de Minas Gerais, e algumas colheitas da terceira safra começaram, mas sem impacto significativo. Empacotadores observaram demanda calma nos grandes centros, com compradores mantendo estoques mínimos e adquirindo apenas por necessidade. Os preços variaram entre R$ 240,00 e R$ 290,00 por saca em diferentes regiões.

O mercado operou com sobras de mercadorias devido à baixa variedade e qualidade dos grãos, com muitos lotes apresentando defeitos. Mesmo assim, os preços se mantiveram estáveis apesar da demanda retraída no atacado paulista. A oferta estava bem acima do interesse de compra, com as indústrias operando com estoques mínimos e adquirindo apenas o necessário para cumprir compromissos.

Mercado de Feijão Preto: Estabilidade e Baixa Movimentação

No segmento de feijão preto, conforme Oliveira, o mês começou com estabilidade nos preços e baixa movimentação na bolsa. A oferta foi limitada, e os produtores mostraram pouco interesse em comercializar, preferindo aguardar condições mais favoráveis para retomar as negociações. A demanda dos exportadores foi um suporte importante, mantendo os preços relativamente estáveis, apesar da baixa movimentação interna.

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Na segunda semana do mês, os preços se firmaram, especialmente para os lotes de qualidade extra, Tipo 1, que continuaram escassos no mercado. O feijão preto argentino começou a ser cotado até R$ 300,00 por saca, refletindo a demanda externa consistente.

A oferta permaneceu limitada na segunda quinzena do mês, com as cotações para o produto extra em torno de R$ 315,00 por saca. A retração dos produtores continuou a sustentar os preços, mesmo em um cenário de demanda interna retraída.

Na última semana do mês, a pressão no mercado persistiu, com a forte valorização do dólar impactando os preços do produto importado e a disponibilidade limitada do feijão preto nacional. Os empacotadores enfrentaram poucas opções de compra no mercado interno, o que contribuiu para a pressão por novos reajustes de preço. A demanda externa se manteve robusta, favorecendo as exportações devido à desvalorização do real, que tornou o feijão preto brasileiro mais competitivo no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Leilão da VPJ cresce 30% e fortalece expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste

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A expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste brasileiro ganhou força com o sucesso da segunda edição do Leilão VPJ Genetics – Edição Nordeste. Realizado durante a Expoalagoas Genética, em Maceió (AL), o evento movimentou quase R$ 1,3 milhão e registrou crescimento de cerca de 30% em relação ao ano passado, consolidando a estratégia de expansão da VPJ Pecuária na região.

O remate reuniu investidores de nove estados brasileiros e confirmou o aumento da demanda por genética de alta performance voltada à pecuária de corte de qualidade. O Nordeste respondeu por 63% das compras realizadas, com destaque para criadores de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.

Ao todo, foram comercializados 57 lotes entre machos e fêmeas das raças Brangus e Ultrablack, além de 122 pacotes de embriões de doadoras da VPJ Genetics.

Touro Brangus é destaque e reforça modelo de investimento genético

O principal destaque do leilão foi a negociação de 50% do reprodutor Brangus VPJ MALVADO FIV 2096, arrematado por R$ 68 mil pelo pecuarista alagoano Rafael Tenório.

O touro integra um modelo de negócios adotado pela VPJ Pecuária, no qual investidores que adquirem participação em reprodutores presentes em centrais de genética recebem royalties proporcionais à comercialização de sêmen.

MALVADO está atualmente em coleta na Semex e se destaca por apresentar desempenho de excelência nos principais índices da raça. O animal figura entre os TOP 1% para Índice de Desmama, Índice Final e Índice de Carcaça, combinando produtividade, precocidade e qualidade de carne.

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Filho do norte-americano CB NEW STANDARD 817J3, o reprodutor carrega genética considerada rara tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Rafael Tenório também ampliou sua participação na genética VPJ ao adquirir 50% do Ultrablack VPJ EL CID FIV 156 por R$ 40 mil. O animal é considerado um dos principais touros Ultrablack produzidos no país e também está em coleta para produção de sêmen.

Fêmeas valorizadas e demanda aquecida impulsionam negócios

Entre as fêmeas, o destaque ficou para a Brangus VPJ FLORA FIV 2090, irmã própria de MALVADO, negociada por R$ 44 mil com o criador Roberto Cavalcante, da Paraíba.

Segundo o empresário e selecionador Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária, o desempenho do leilão acompanha um dos momentos mais favoráveis da pecuária de corte brasileira.

De acordo com ele, a demanda aquecida por carne bovina premium e as bonificações pagas por qualidade têm elevado o interesse dos pecuaristas por genética superior.

O criador destaca que o mercado vive forte valorização em toda a cadeia produtiva, impulsionado tanto pelo cenário doméstico quanto pelas exportações brasileiras de carne bovina.

Brangus e Ultrablack ampliam espaço na pecuária brasileira

No segmento Brangus, 15 touros foram comercializados, movimentando R$ 301 mil, com média superior a R$ 20 mil por animal. As 23 fêmeas negociadas somaram R$ 469,6 mil.

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Já os 122 embriões ofertados alcançaram R$ 95,6 mil em vendas, demonstrando o interesse crescente pela multiplicação genética das linhagens da VPJ.

Na raça Ultrablack, sete machos movimentaram R$ 158,4 mil, enquanto dez fêmeas somaram R$ 168 mil em negócios.

Segundo a VPJ Pecuária, o avanço da procura pelas duas raças está diretamente ligado à busca por animais mais precoces, adaptados às condições climáticas brasileiras e capazes de entregar melhor desempenho produtivo aliado à qualidade de carne.

Nordeste ganha protagonismo na genética bovina

O desempenho do leilão reforça o crescimento do Nordeste como polo estratégico para a pecuária de alto valor agregado no Brasil.

Cerca de 30% dos participantes desta edição foram novos investidores, indicando expansão do interesse regional pela genética especializada.

Com mais de três décadas de atuação no melhoramento genético do Aberdeen Angus, a VPJ Pecuária está entre os grupos pioneiros no desenvolvimento e fortalecimento das raças Brangus e Ultrablack no país.

A empresa mantém foco em seleção genética voltada para produtividade, eficiência alimentar, adaptação ao clima tropical e qualidade de carne, características cada vez mais valorizadas pela pecuária moderna brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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