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Colheita da safrinha de milho avança lentamente no Centro-Sul com umidade elevada, aponta AgRural

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Progresso da colheita da safrinha de milho

A colheita da safrinha de milho 2025 no Centro-Sul do Brasil registrou avanço mais lento do que o previsto na última semana, impactada pela umidade elevada dos grãos. Segundo levantamento da AgRural, até quinta-feira (12), apenas 5,2% da área cultivada estava colhida, aumento modesto em relação aos 1,9% registrados uma semana antes, mas ainda distante dos 21% do mesmo período em 2024. Há dois anos, em 2023, o avanço era similar, com 4,7% da área colhida.

Regiões com maior dificuldade para colheita

No oeste do Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e em áreas de Mato Grosso, produtores enfrentaram dificuldades para operar as máquinas devido à alta umidade dos grãos. A combinação de pancadas de chuva frequentes e temperaturas noturnas baixas, que favorecem a formação de orvalho, tem contribuído para o atraso nos trabalhos.

Previsão do tempo e expectativa para as próximas semanas

A expectativa é de que as chuvas diminuam em Mato Grosso, possibilitando maior ritmo na colheita. Já no oeste do Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul, as precipitações devem continuar, o que deve manter o ritmo mais lento e dificultar avanços mais expressivos.

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A umidade dos grãos permanece como o principal desafio para a colheita da safrinha de milho no Centro-Sul do país, limitando o uso das máquinas em regiões-chave. Enquanto Mato Grosso pode registrar uma aceleração na colheita com a diminuição das chuvas, outras áreas devem seguir com o ritmo contido devido às condições climáticas desfavoráveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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