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Colheita da safra 2025/26 de café avança lentamente no Brasil, com apenas 7% da produção colhida até maio

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A colheita da safra brasileira de café 2025/26 segue em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país. De acordo com levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado, até o dia 13 de maio, apenas 7% da produção havia sido colhida — um avanço de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, quando os trabalhos ainda estavam no início. Esse percentual é inferior tanto ao registrado no mesmo período de 2024 quanto à média dos últimos cinco anos, que giram em torno de 10%.

A seguir, veja os principais destaques do cenário atual da colheita de café no Brasil:

Ritmo de colheita segue abaixo da média histórica

Apesar de ter ganhado algum fôlego na última semana, o ritmo da colheita está atrasado. A média histórica para o período, considerando as últimas cinco safras (2020 a 2025), é de 10%, enquanto em 2024 já haviam sido colhidos 10% da produção até a mesma data. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Gil Barabach, “a colheita começa a ganhar um pouco mais de ritmo, mas ainda segue lenta”.

Chuvas e umidade dificultam os trabalhos no campo

As condições climáticas têm sido um dos principais entraves para o andamento da colheita. De acordo com Barabach, chuvas recorrentes vêm prejudicando os trabalhos em áreas produtoras de conilon/robusta nos estados do Espírito Santo, Bahia e Rondônia, além de afetarem parte da região de arábica nas Matas de Minas.

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Outro fator citado pelo consultor é a decisão de parte dos produtores de postergar o início da colheita, aguardando melhor maturação dos frutos ou a diminuição da umidade, o que tem contribuído para a lentidão das atividades.

Colheita do conilon/robusta é impactada pela alta umidade

A colheita do café canéfora (conilon/robusta) alcança 11% da produção, número inferior aos 16% registrados no mesmo período do ano passado e à média histórica de 17%. A elevada umidade nas lavouras é apontada como o principal motivo do atraso.

Apesar do ritmo aquém do esperado, Barabach afirma que os primeiros resultados mantêm a perspectiva de uma safra robusta de conilon/robusta, especialmente no Espírito Santo, principal estado produtor dessa variedade.

Maturação tardia e produtor cauteloso atrasam colheita do arábica

No caso do café arábica, a colheita está ainda mais atrasada. Apenas 4% da produção foi colhida até o momento, especialmente em áreas de menor altitude e regiões mais quentes. O percentual é inferior aos 7% registrados no mesmo período de 2024 e abaixo da média de 6% das últimas cinco safras.

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O consultor da Safras destaca que a maturação mais lenta dos frutos, combinada às chuvas e à menor disposição dos produtores para iniciar os trabalhos de forma antecipada, contribuíram para o atraso. “Isso contraria as expectativas iniciais, que apontavam um início mais apressado da colheita”, explica.

Barabach pondera que ainda é cedo para avaliações mais precisas sobre o desempenho da safra, já que o volume colhido até agora é reduzido e a maior parte dos grãos permanece verde.

Perspectiva é de boa produção, apesar do atraso

Embora o início da colheita esteja mais lento que o habitual, a expectativa da Safras & Mercado é de uma boa produção na safra 2025/26, principalmente para o conilon/robusta. As condições climáticas nos próximos meses serão determinantes para confirmar essa projeção e definir o ritmo de avanço dos trabalhos nas lavouras brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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