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Colheita avança, clima favorece e pressiona preços do café no Brasil

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O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, destaca que o avanço da colheita no Brasil, aliado a condições climáticas favoráveis, influenciou diretamente na queda dos preços do café em maio. A melhora nas estimativas para a safra 2025/26 também contribuiu para o cenário de recuo.

Preços recuam com início da colheita e clima positivo

Após uma recuperação observada em abril, os preços voltaram a cair em maio. No caso do café arábica negociado na Bolsa de Nova York, o valor caiu de pouco mais de US$ 4 por libra-peso no fim de abril para US$ 3,70/lp em 21 de maio — retração de 10,5%. O robusta, em Londres, também registrou queda, sendo cotado nos últimos dias a cerca de US$ 4.900 por tonelada.

No Brasil, os preços no mercado spot acompanharam a tendência internacional, influenciados por um câmbio relativamente estável, com o dólar ao redor de R$ 5,65. O café arábica está sendo negociado em torno de R$ 2.500 por saca, enquanto o conilon (robusta) gira em torno de R$ 1.500 por saca.

Safra brasileira supera projeções iniciais

A percepção mais favorável para a safra brasileira nos últimos dois meses se confirmou com revisões positivas de instituições como a Conab. As boas chuvas até abril contribuíram para o bom desenvolvimento das lavouras, o que pode indicar um cenário ainda melhor para a próxima safra (2026/27), caso as condições se mantenham estáveis.

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Exportações seguem firmes

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 3,09 milhões de sacas em abril. No acumulado de dez meses, o volume já chega a 40 milhões de sacas. Caso o ritmo continue, o total da safra pode ultrapassar os 44 milhões de sacas projetados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), sugerindo que a produção do último ciclo pode ter sido maior do que o estimado anteriormente.

USDA prevê leve crescimento da safra 2025/26, com destaque para o robusta

As primeiras projeções do USDA indicam uma leve alta de 0,5% na produção brasileira de café para a temporada 2025/26, estimada em 65 milhões de sacas. A produção de arábica, por outro lado, deve cair 6% em comparação ao ciclo anterior, ficando em 40,9 milhões de sacas. Já o robusta deve crescer 15%, alcançando 24,1 milhões de sacas.

As exportações brasileiras devem alcançar 44,2 milhões de sacas na safra atual (2024/25), encerrando em junho. Para a próxima safra, a previsão é de 41,7 milhões de sacas exportadas.

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Produção no Vietnã também deve crescer

O escritório do USDA no Vietnã estimou a produção do país para 2025/26 em 31 milhões de sacas, alta de 7% em relação à safra anterior, que foi revisada de 30,1 para 29 milhões de sacas. A melhora é atribuída ao clima favorável e à manutenção dos cuidados nas lavouras, impulsionada pelos preços anteriormente elevados.

Oferta segue limitada no curto prazo, e preços do robusta podem cair mais

Apesar do avanço da colheita no Brasil, especialmente do conilon, a oferta ainda é considerada restrita para os próximos 30 dias. Os preços do robusta, que apresenta uma boa safra, podem sofrer quedas adicionais. Por outro lado, o arábica tende a manter maior sustentação nos preços, tanto pela menor disponibilidade imediata quanto pelas projeções mais apertadas para o próximo ciclo.

Além disso, o mercado segue atento ao risco de geadas nos próximos meses, o que também pode impactar os preços do arábica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inteligência artificial leva dieta sob medida a bois e suínos

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Sensores, câmeras, inteligência artificial e grandes bancos de dados estão mudando a forma como bovinos e suínos são alimentados. As novas ferramentas permitem acompanhar consumo, ganho de peso e comportamento dos animais, além de ajustar as dietas às condições de cada propriedade.

Na suinocultura, a evolução genética elevou o potencial produtivo dos animais, mas também tornou mais complexas suas necessidades nutricionais. Modelos baseados em uma única formulação para todo o lote podem não acompanhar as diferenças entre fases de crescimento, baias e indivíduos.

A nutrição de precisão procura reduzir essa distância. Sensores instalados nos comedouros registram o consumo, enquanto câmeras podem estimar peso e movimentação. Microfones e outros equipamentos ajudam a identificar alterações de comportamento e possíveis sinais de desconforto.

A inteligência artificial organiza os dados e aponta mudanças que poderiam demorar a ser percebidas pela equipe. Uma redução no consumo, por exemplo, pode indicar problemas ambientais, nutricionais ou sanitários antes que ocorra perda significativa de desempenho.

Com essas informações, o fornecimento de nutrientes pode ser ajustado por fase, grupo ou animal, conforme a estrutura da granja. O objetivo é evitar tanto a deficiência quanto a oferta excessiva de ingredientes.

A alimentação tem peso elevado no orçamento da suinocultura. Em maio, a ração representou 63% do custo de produção do suíno independente em Santa Catarina, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Por isso, pequenas melhorias na conversão alimentar podem produzir impacto relevante na margem do produtor.

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Nos confinamentos bovinos, a tecnologia atua principalmente no cruzamento de informações zootécnicas e econômicas. Sistemas analisam consumo de matéria seca, ganho diário de peso, conversão alimentar, características dos lotes e preços dos ingredientes disponíveis em cada região.

A partir desses dados, os programas simulam diferentes combinações de milho, soja, caroço de algodão e coprodutos da indústria de etanol. A proposta não é encontrar a dieta mais barata, mas aquela que oferece o melhor retorno financeiro.

Uma formulação de menor custo por tonelada pode reduzir o ganho de peso ou aumentar o período de confinamento. Em sentido contrário, uma dieta mais cara pode ser economicamente vantajosa quando melhora suficientemente o desempenho dos animais.

A disponibilidade regional também interfere na escolha. Em áreas próximas às indústrias de etanol de milho, por exemplo, os coprodutos podem substituir parte dos ingredientes tradicionais. Essa possibilidade depende do preço, do valor nutricional, do frete e da regularidade do fornecimento.

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Os sistemas ainda permitem testar cenários antes de alterar a alimentação de todo o rebanho. O produtor pode estimar os efeitos de uma alta do milho, da retirada de determinado aditivo ou da entrada de um novo ingrediente na dieta.

Além do possível ganho econômico, o fornecimento mais preciso contribui para reduzir desperdícios. Nutrientes oferecidos acima das necessidades dos animais elevam os custos e aumentam sua eliminação nos dejetos, sem assegurar crescimento proporcional.

A tecnologia, entretanto, não substitui o acompanhamento de nutricionistas e veterinários. A qualidade das recomendações depende da confiabilidade dos dados, da calibração dos equipamentos e da correta interpretação das informações.

Para o produtor, o avanço representa a possibilidade de substituir fórmulas gerais por decisões mais próximas da realidade de cada granja, confinamento ou lote. Com dados confiáveis e assistência técnica, a nutrição de precisão pode melhorar a conversão alimentar, reduzir custos e ampliar a eficiência da produção de carne.

Fonte: Pensar Agro

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