AGRONEGÓCIO

Codevasf Celebra Cinquenta Anos de Contribuições ao Desenvolvimento Regional

Publicado em

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) completou 50 anos nesta terça-feira (16). Criada pela Lei nº 6.088/1974, a Codevasf é uma empresa pública federal dedicada ao desenvolvimento regional integrado e sustentável, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Marcelo Moreira, diretor-presidente da Codevasf, destaca que, ao longo dessas cinco décadas, a Companhia desempenhou um papel essencial no desenvolvimento regional do Brasil. “Obras de infraestrutura, acesso à água, projetos de irrigação, iniciativas de revitalização ambiental e soluções em economia sustentável têm gerado empregos, melhorado indicadores socioeconômicos e proporcionado dignidade e qualidade de vida para comunidades nas áreas mais necessitadas do país”, afirma Moreira.

Expansão e Projetos

Originalmente focada na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a Codevasf expandiu sua atuação nas últimas décadas, alcançando, desde 2000, novas regiões do Brasil. A ampliação mais recente, estabelecida pela Lei nº 14.053/2020, aumentou a área de cobertura da empresa para 36,6% do território nacional, abrangendo 2.688 municípios em 16 estados.

Leia Também:  Carne bovina bateu o recorde histórico de outubro: 301,16 mil toneladas

Dentre os destaques estão os 39 projetos de irrigação da Codevasf, que cobrem 120 mil hectares e produzem 4,1 milhões de toneladas de produtos agrícolas anualmente, com um valor bruto de produção de R$ 5,4 bilhões e manutenção de 343 mil empregos diretos e indiretos. Recentemente, a Companhia lançou novos projetos de irrigação, como o Projeto Baixio de Irecê (BA) e o Projeto Hidroagrícola Jequitaí (MG), além de outros em fase de planejamento.

Investimentos e Ações

A Codevasf está atualmente envolvida em projetos estruturantes como o Canal do Xingó (SE), a Adutora da Fé (BA), os Diques da Baixada (MA), a Orla de Santana (AP), as Elevatórias do Rio Formoso (TO) e o Projeto Seridó (RN), com investimentos totais de R$ 12,5 bilhões. Suas ações incluem a construção de canais, adutoras, sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário, bem como a instalação de poços e cisternas, revitalização ambiental e apoio a atividades produtivas locais.

Comemorações e Homenagens

Para marcar o cinquentenário, a Codevasf lançou um selo comemorativo em parceria com os Correios, além do livro “Codevasf 50 anos: Legado de Desenvolvimento”, organizado pelo artista plástico Otoniel Fernandes Neto. O livro apresenta um panorama histórico da Companhia, enriquecido com pinturas e poemas. A empresa também inaugurou o “Memorial Codevasf 50 anos”, um espaço em sua sede em Brasília que documenta o trabalho e a trajetória da Companhia.

Leia Também:  "Governador mostra empenho e Hospital Regional vai salvar muitas vidas", afirma prefeito

A Codevasf tem recebido diversas homenagens ao longo de 2024, com sessões especiais nas assembleias legislativas de vários estados, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e no Senado Federal, reconhecendo suas contribuições ao desenvolvimento regional.

Com meio século de atuação, a Codevasf segue como um pilar fundamental na promoção do progresso e bem-estar nas regiões que atende, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR): proteção ao agricultor e fortalecimento do agronegócio brasileiro

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Valorização do Café Supera Perda Inicial com Recuperação do Mercado

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA