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Coamo antecipa R$ 200 milhões em sobras para cooperados no Paraná, SC e MS

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Mais de 32,5 mil cooperados da Coamo receberam a antecipação de R$ 200 milhões das sobras da cooperativa. O pagamento, proporcional à participação de cada associado, inclui valores por saca de soja, milho e trigo, além de 1,5% sobre o total de insumos adquiridos. O saldo restante será repassado após a Assembleia Geral Ordinária, prevista para fevereiro de 2026.

Valores pagos por produto e participação dos cooperados

Cada cooperado recebe R$ 0,70 por saca de soja, R$ 0,20 por saca de milho, R$ 0,20 por saca de trigo e 1,5% sobre o valor gasto em insumos. Essa antecipação segue a lógica do cooperativismo, remunerando proporcionalmente os associados de acordo com sua participação nas operações da Coamo.

Cooperados destacam benefícios da antecipação

Leocyr Mota Junior, de Campo Mourão, já definiu o destino do recurso. “Vamos cumprir alguns compromissos e aproveitar para passar um Natal melhor. É resultado do esforço coletivo dos cooperados”, afirma.

A cooperada Patrícia Aparecida Santiago, também de Campo Mourão, planeja usar a antecipação para despesas familiares. “Vou adiantar parcelas da escola das crianças e fazer algumas compras de Natal. É uma segurança que permite programar o final do ano”, comenta.

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Antecipação faz parte da tradição da Coamo

José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da cooperativa, reforça que a prática faz parte da história da Coamo. “Antecipamos parte do resultado para dezembro para que o cooperado possa usar como desejar e viver o Natal com a família”, explica.

Gallassini destaca que, mesmo com oscilações de preços e perdas pontuais de produção, a cooperativa mantém margem operacional suficiente para realizar a antecipação anual. “Quando o preço sobe, paga mais; quando baixa, paga menos, mas sempre proporcionalmente”, diz.

Impacto na economia local e no cooperativismo

O presidente da Coamo ressalta que a antecipação movimenta a economia dos municípios atendidos pela cooperativa. “O comércio já se prepara para essa antecipação, que aquece a economia local e reforça a segurança financeira das famílias”, afirma.

Gallassini conclui que a prática fortalece a relação com os cooperados e se mantém como um diferencial da Coamo desde sua fundação, garantindo que cada família encerre o ano com maior estabilidade financeira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro

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A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.

A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.

Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.

O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.

Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.

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Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.

A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.

Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.

A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.

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O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.

O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.

Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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