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Coalizão de Frentes Parlamentares Rejeita PL 3394/2024: Aumento de Impostos e Seus Efeitos Negativos

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A Coalizão de Frentes Parlamentares, composta por diversas frentes parlamentares produtivas, expressa sua profunda preocupação com as potenciais consequências negativas do Projeto de Lei nº 3394, de 30 de agosto de 2024. Este projeto, de autoria do Poder Executivo, propõe o aumento das alíquotas da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e do imposto sobre a renda retida na fonte dos juros sobre capital próprio (JCP).

O PL 3394/2024 propõe duas principais alterações: (i) eleva a alíquota da CSLL para 22% para bancos e 16% para seguradoras e entidades de capitalização, no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025; e (ii) aumenta a alíquota do imposto sobre a renda retida na fonte sobre JCP de 15% para 20%.

Do ponto de vista macroeconômico, a proposta compromete o investimento em infraestrutura e tecnologia, afetando negativamente a geração de empregos e a competitividade internacional do país. A ausência de medidas eficazes para reduzir os gastos públicos e melhorar a eficiência do Estado só agrava o cenário, levando a uma posição contrária ao projeto, considerado excessivo e prejudicial para a economia e o desenvolvimento nacional.

Além do aumento de impostos, o projeto contribui para o aumento do “Custo Brasil” ao revogar direitos de crédito e impor custos desproporcionais ao setor industrial, sem oferecer benefícios claros para políticas públicas. Em vez de promover eficiência na fiscalização, o projeto transfere custos e ineficiências para os contribuintes, exacerbando a ineficiência do sistema produtivo brasileiro.

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Durante a discussão do PL 1847/2024, que trata da reoneração das folhas de pagamento, o Senado Federal já havia abordado o aumento das alíquotas da CSLL e do imposto sobre JCP. No entanto, esses aumentos não foram incluídos no texto final devido à resistência dos congressistas.

O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também se manifestou contra o aumento das alíquotas para cumprimento das metas de arrecadação, indicando que a proposta não deverá ser aprovada pelo Congresso Nacional. Ele enfatizou a necessidade de contenção das despesas públicas.

A Coalizão das Frentes Produtivas, seguindo a orientação de seus líderes no Congresso, considera a proposta de aumento de tributos inoportuna e inadequada. A prioridade deve ser dada a projetos que garantam a eficácia do Estado, como aqueles que promovem cortes nos gastos públicos, suspensões de concursos, restrições ao aumento de salários dos servidores, e que tratem do déficit fiscal e do equilíbrio orçamentário, além da necessária Reforma Administrativa.

O projeto tramita em regime de urgência constitucional, com prazo de 45 dias para apreciação na Câmara dos Deputados, de 31/08/2024 a 14/10/2024. Após 15/10/2024, o projeto será sobrestado na pauta devido à urgência. As Frentes Parlamentares trabalharão para que a discussão do projeto seja bloqueada e para evitar sua aprovação.

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Diante do exposto, a Coalizão de Frentes Parlamentares considera que o Projeto de Lei do Executivo ultrapassa o razoável e não apresenta ações específicas para a redução de gastos públicos, o que compromete a estabilidade fiscal e a criação de empregos. A Coalizão se posiciona firmemente contra o PL nº 3394/2024, que propõe o aumento dos impostos para empresas, essenciais para a geração de empregos e riqueza no país.

A Coalizão de Frentes Parlamentares confia que o Congresso Nacional tem a capacidade, a oportunidade e o cenário político necessários para discutir e deliberar sobre esta questão ainda nesta Sessão Legislativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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