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Coagru e Coopavel estabelecem parceria para fornecimento de fertilizantes

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Nesta semana, a Coagru (Cooperativa Agroindustrial União), localizada em Ubiratã (PR), e a Coopavel, de Cascavel (PR), firmaram um acordo histórico para o fornecimento de fertilizantes. A parceria permitirá que os 2,9 mil cooperados da Coagru, uma cooperativa com 49 anos de atuação e 850 colaboradores, tenham acesso a uma linha de fertilizantes Premium e Super Premium.

O diretor-presidente da Coagru, Cavalini Carvalho, expressou entusiasmo com a nova colaboração: “Estamos muito felizes e animados com essa parceria com a Coopavel, uma cooperativa de grande tradição reconhecida no Paraná e no Brasil. Com a oferta de fertilizantes de alta qualidade, levaremos aos produtores uma linha que contribuirá para aumentos significativos na produtividade de grãos.”

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, vê a intercooperação como uma importante ferramenta para o fortalecimento do movimento cooperativista brasileiro. “Esse acordo é uma oportunidade para cooperativas unirem forças, reduzir custos e ampliar oportunidades. A Coopavel e a Coagru têm muito a oferecer uma à outra, e estou otimista com os resultados que essa parceria trará.”

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Referência em Fertilizantes

O gerente geral das indústrias de fertilizantes da Coopavel, agrônomo Rogério Rizzardi, destacou a experiência de mais de 32 anos da cooperativa na área, o que a torna uma referência nacional e internacional. “A qualidade dos nossos fertilizantes é reconhecida pela excelência dos resultados alcançados ao longo dos anos.” Com a parceria, a Coagru terá acesso a mais de cem fórmulas de fertilizantes registradas e ativas.

Rizzardi acrescenta: “Vamos disponibilizar toda a linha Premium e Super Premium para plantio, além de formulações para adubação de cobertura (fertilizantes nitrogenados).” O agrônomo Helio Sebold, gerente da Fábrica de Fertilizantes, complementa: “Além das formulações de fertilizantes sólidos já disponíveis, a Coagru também poderá acessar formulações personalizadas para atender melhor as necessidades dos seus associados.” A fábrica da Coopavel, localizada no terminal ferroviário da Ferroeste, tem capacidade de produção de até 300 mil toneladas por ano.

Sebold observa que a parceria representa uma oportunidade para aumentar a competitividade das cooperativas, aproveitar melhor a capacidade da indústria e fornecer fertilizantes de alta tecnologia para os cooperados da Coagru. Além disso, a colaboração otimizará a logística de ambas as cooperativas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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