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CNI eleva projeção do PIB para 2% em 2026, com impulso da indústria extrativa e revisão positiva da safra

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. Segundo o Informe Conjuntural do 1º trimestre, divulgado nesta sexta-feira (17), o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar 2%, acima da estimativa anterior de 1,8%.

A previsão para o crescimento da indústria também foi ajustada, passando de 1,1% para 1,6%. Serviços e agropecuária seguem a mesma tendência de revisão positiva, com projeções de alta de 2,1% e 1,1%, respectivamente.

Indústria extrativa e safra impulsionam revisão do PIB

De acordo com a CNI, a melhora nas projeções está relacionada a três fatores principais: o desempenho acima do esperado da indústria extrativa, a revisão positiva da safra agrícola e o avanço do setor de serviços.

A produção de petróleo e minério de ferro tem sido determinante para o crescimento da indústria extrativa, movimento que deve se manter ao longo do ano. Ao mesmo tempo, a expectativa de queda na safra foi revertida, contribuindo para a recuperação das projeções do agronegócio.

O setor de serviços também deve ser beneficiado pela expansão fiscal e pelo aumento da renda disponível.

Crescimento econômico ainda preocupa pela baixa qualidade

Apesar da revisão positiva, a CNI alerta para a qualidade do crescimento econômico, que segue desequilibrado entre consumo e investimento.

Segundo a entidade, o aumento do consumo sem avanço proporcional dos investimentos pode comprometer a sustentabilidade da economia no médio prazo, limitando a capacidade de expansão futura.

Consumo das famílias cresce, mas investimento desacelera

A expectativa é de que o consumo das famílias avance 2% em 2026, impulsionado por fatores como aumento da massa salarial, estímulos fiscais e ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

Por outro lado, os investimentos devem crescer apenas 0,6%, abaixo do registrado em 2025. O cenário reflete o impacto dos juros elevados e o alto nível de endividamento das empresas.

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Indústria extrativa lidera crescimento industrial em 2026

A indústria extrativa deve novamente ser o principal motor do setor industrial, com projeção de crescimento elevada, revisada de 1,1% para 7,8%.

Menos sensível às altas taxas de juros, o segmento se beneficia também da valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas.

Indústria de transformação enfrenta cenário desafiador

Enquanto isso, a indústria de transformação deve continuar enfrentando dificuldades. A projeção de crescimento foi reduzida para 0,3%, refletindo fatores como:

  • Custos financeiros elevados devido aos juros
  • Queda na demanda por bens industriais
  • Aumento das importações
  • Elevação dos custos de mão de obra e carga tributária

No cenário externo, a volatilidade do preço do petróleo também pode impactar setores como transporte e energia.

Construção cresce, mas ainda limitada por juros altos

A indústria da construção deve registrar crescimento de 1,3% em 2026, com impulso vindo do aumento no lançamento de imóveis e políticas de estímulo habitacional.

Apesar disso, o setor segue pressionado pelas taxas de juros elevadas, o que limita uma expansão mais robusta.

Serviços e agropecuária apresentam perspectivas mais positivas

O setor de serviços deve crescer 2,1%, apoiado pelo aumento da renda dos trabalhadores, expansão dos gastos públicos e maior disponibilidade de renda com a ampliação da isenção do Imposto de Renda.

Já a agropecuária deve avançar 1,1%, com melhora nas perspectivas para a safra e continuidade do bom desempenho da pecuária.

Mercado de trabalho segue aquecido, mesmo com desaceleração

A CNI projeta crescimento de 1% na população ocupada em 2026, com a taxa de desemprego atingindo 5,2% ao final do ano.

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Mesmo com menor ritmo de expansão econômica, o mercado de trabalho deve continuar sustentando ganhos reais de renda, com alta de 4,7% na massa salarial.

Inflação resistente e juros devem cair mais lentamente

Apesar de sinais de desaceleração econômica, a inflação ainda apresenta resistência, especialmente no setor de serviços.

Diante desse cenário, a taxa básica de juros (Selic) deve encerrar 2026 em 12,75%, acima da projeção anterior de 12%. Como consequência, o crédito deve crescer em ritmo mais moderado, com expansão de 2,2%.

Gastos públicos e endividamento seguem em alta

O crescimento econômico também será influenciado pela expansão dos gastos públicos, principalmente em programas de transferência de renda, como previdência, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A expectativa é de aumento real de 4,4% nas despesas federais em 2026. A arrecadação também deve crescer, impulsionada pela atividade econômica e pela alta do preço do petróleo.

Ainda assim, o governo deve encerrar o ano com déficit de R$ 61,3 bilhões, equivalente a 0,5% do PIB. O endividamento público deve atingir 82,2% do PIB, acima dos 78,6% registrados em 2025.

Exportações crescem e balança comercial segue positiva

No setor externo, a expectativa é de crescimento de 1,1% nas exportações, que devem alcançar US$ 354,3 bilhões, impulsionadas pela valorização das commodities, melhora no acesso ao mercado norte-americano e recuperação da economia argentina.

As importações, por outro lado, devem cair 3,2%, refletindo a menor atividade industrial interna.

Com isso, a balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 72,8 bilhões em 2026, mantendo o país em posição favorável no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com liquidez reduzida por feriado nos EUA; Ibovespa acompanha cenário externo enquanto mercado monitora indústria brasileira e resultados corporativos

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O mercado financeiro iniciou esta sexta-feira (3) em ritmo mais lento devido ao fechamento das bolsas norte-americanas em razão do feriado da Independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho. A ausência de Wall Street reduz significativamente a liquidez global e limita os movimentos dos investidores, deixando o foco concentrado nos indicadores econômicos e no noticiário corporativo.

Na B3, o Ibovespa abriu a sessão próximo dos 174 mil pontos, após dois pregões consecutivos de valorização, mas com volume financeiro reduzido diante da menor participação dos investidores estrangeiros. Já o dólar iniciou o dia em leve queda, sendo negociado ao redor de R$ 5,19, refletindo o ambiente de menor liquidez e ajustes após os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera.

Mercado acompanha dados da economia brasileira

No cenário doméstico, os investidores concentram atenções na divulgação da produção industrial brasileira referente a maio. O indicador é considerado importante para medir o ritmo da atividade econômica e pode influenciar as expectativas para a política monetária e o desempenho da economia no segundo semestre.

Além dos indicadores econômicos, continuam no radar as discussões sobre o equilíbrio das contas públicas, a trajetória fiscal do país e o ambiente político, fatores que seguem influenciando o comportamento da curva de juros e o fluxo de investimentos para o Brasil.

Dados dos Estados Unidos mudam expectativas sobre os juros

O relatório oficial de emprego dos Estados Unidos divulgado na quinta-feira trouxe sinais mistos para a economia americana. Embora a taxa de desemprego tenha recuado para 4,2%, a criação de vagas veio abaixo das expectativas do mercado e os números dos meses anteriores foram revisados para baixo.

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Esse cenário reforçou a percepção de desaceleração gradual da atividade econômica e aumentou as apostas de que o Federal Reserve poderá manter os juros estáveis nas próximas reuniões, reduzindo parte da pressão sobre os mercados emergentes.

Bolsas internacionais encerram sessão em alta

Mesmo com a ausência dos mercados americanos nesta sexta-feira, as bolsas asiáticas encerraram o pregão em território positivo.

O índice CSI 300, da China, avançou 0,62%, enquanto o índice de Xangai registrou alta de 0,37%. No Japão, o Nikkei subiu 1,47%, refletindo maior apetite por ativos de risco. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, apresentou forte valorização de 5,76%, liderando os ganhos na região.

Na Europa, os principais índices operam sem direção única ao longo da manhã, em sessão marcada por baixo volume financeiro e pela divulgação de indicadores econômicos da Zona do Euro, que também influenciam o humor dos investidores.

Rotação de investimentos beneficia a Bolsa brasileira

Segundo gestores do mercado, a realização de lucros nas empresas globais ligadas ao setor de inteligência artificial favoreceu uma migração parcial de recursos para mercados emergentes, beneficiando a Bolsa brasileira nos últimos pregões.

Apesar desse movimento, especialistas destacam que a volatilidade deve permanecer elevada nas próximas semanas, especialmente diante das expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos, das discussões fiscais no Brasil e do calendário eleitoral.

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Empresas movimentam o pregão da B3

O noticiário corporativo segue intenso nesta sexta-feira.

A Embraer informou a entrega de 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, o melhor desempenho para o período nos últimos 16 anos, reforçando a recuperação da fabricante brasileira no mercado global de aviação.

No setor de petróleo, Brava Energia e PRIO divulgaram suas prévias operacionais de junho, mantendo resultados consistentes na produção de óleo e gás.

Já no varejo, a RD Saúde concluiu a aquisição da Stix Fidelidade, ampliando sua estratégia de fidelização de clientes. A Natura aprovou um novo programa de recompra de ações, medida que costuma ser interpretada pelo mercado como sinal de confiança na geração de valor para os acionistas. Além disso, a gestora Advent ampliou sua participação acionária na companhia, reforçando sua presença entre os investidores relevantes.

Perspectivas para os próximos dias

Com Wall Street fechada, o restante da sessão deve permanecer marcado por baixa liquidez e menor volatilidade. Ainda assim, investidores continuarão atentos aos indicadores econômicos brasileiros, à evolução das expectativas para os juros americanos e ao comportamento das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, que seguem influenciando empresas de grande peso no Ibovespa.

A retomada das negociações completas nos mercados internacionais na próxima semana deverá devolver maior volume financeiro às bolsas globais, trazendo novos direcionamentos para os ativos brasileiros e para o mercado de commodities.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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