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CNI e ApexBrasil promovem missões empresariais à Alemanha e China para expandir indústria brasileira no mercado global

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Missões internacionais fortalecem presença da indústria brasileira

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a ApexBrasil e a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), lidera três missões empresariais internacionais em outubro e novembro com foco na internacionalização da indústria brasileira. O objetivo é ampliar a presença de empresas nacionais em mercados estratégicos, fortalecendo exportações, parcerias tecnológicas e inovação.

Alemanha recebe empresários de alimentos, bebidas, plásticos e borrachas

Entre 4 e 8 de outubro, empresários do setor de alimentos e bebidas participam da Missão Empresarial à Feira Anuga 2025, em Colônia. Conduzida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), a missão inclui:

  • visitas guiadas à feira;
  • rodadas de negócios;
  • networking com parceiros internacionais;
  • exposição de produtos no Brazil Trade Lounge, espaço promovido pela ApexBrasil.

Em seguida, de 8 a 12 de outubro, ocorre a Missão Empresarial à Feira K 2025, em Düsseldorf, destinada a empresas de plásticos e borrachas. A programação engloba:

  • circuitos técnicos guiados;
  • visitas a empresas locais;
  • criação de ambiente de networking para ampliar oportunidades de negócios no mercado europeu.
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O presidente da CNI, Ricardo Alban, que liderará a missão à Feira K, reforça a importância da iniciativa:

“Essas missões criam condições para que as empresas brasileiras atuem de forma mais competitiva nos principais mercados do mundo. A agenda da CNI apoia a internacionalização, inserindo empresas em cadeias globais de valor, estimulando parcerias tecnológicas e atraindo inovação e investimentos.”

Missão à China aproxima indústria brasileira do maior parceiro comercial

Na China, a Missão Empresarial à Feira CIIE 2025, em Xangai — considerada a maior feira de importação do país — reunirá empresários brasileiros para explorar oportunidades no mercado chinês. Coordenada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), com apoio de outras 12 federações estaduais, a iniciativa visa:

  • identificar potenciais parceiros comerciais;
  • prospectar novos negócios;
  • ampliar a presença de produtos brasileiros na China.

Para Rita Albuquerque, coordenadora de competitividade da ApexBrasil, a expectativa é que os participantes saíam das missões com um plano de expansão internacional pronto para implementação, baseado em análise de mercado, estratégias logísticas e posicionamento financeiro.

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Objetivo estratégico: ampliar competitividade e integração global

As missões empresariais da CNI e ApexBrasil fazem parte de uma estratégia estruturada para:

  • inserir a indústria brasileira em cadeias globais de valor;
  • fortalecer a competitividade internacional;
  • gerar novas oportunidades de negócios para empresas e trabalhadores;
  • conectar o setor produtivo brasileiro às tendências globais.

Com participação em eventos internacionais de grande porte, a indústria brasileira busca consolidar sua presença em mercados estratégicos, estimulando inovação e exportações de produtos de maior valor agregado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas na suinocultura

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A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.

O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.

Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.

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Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.

O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.

Frederico Tannure Filho

Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

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A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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