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CNA propõe ajustes no Funcafé para ampliar acesso de produtores aos recursos da safra 2025/26

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está defendendo mudanças nas regras de acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), com o objetivo de facilitar o crédito aos produtores rurais na safra 2025/2026.

As diretrizes de aplicação e contratação dos recursos foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Portaria nº 808/2024, divulgada na segunda-feira (9). O documento oficializa a liberação de R$ 7,18 bilhões para o setor cafeeiro.

Distribuição dos recursos do Funcafé

De acordo com a portaria, os valores serão direcionados da seguinte forma:

  • R$ 1,81 bilhão para custeio da produção;
  • R$ 2,59 bilhões para comercialização;
  • R$ 1,68 bilhão para aquisição de café;
  • R$ 1,05 bilhão para capital de giro voltado a indústrias de torrefação, café solúvel e cooperativas de produção;
  • R$ 31 milhões para recuperação de cafezais danificados.
CNA cobra flexibilização no acesso aos recursos

Segundo o presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Fabrício Andrade, é necessário aprimorar o funcionamento do Funcafé para garantir maior alcance, especialmente entre pequenos e médios produtores.

“A CNA tem trabalhado na retirada de alguns empecilhos para a tomada dos créditos, principalmente para os pequenos e médios produtores. Atualmente, produtores que recebem recursos do Pronaf e do Pronamp não podem acessar esses recursos”, destacou.

Taxas de juros devem ser adequadas ao perfil do produtor

Fabrício também alertou para a necessidade de ajustar as taxas de juros, para que estejam em sintonia com o porte dos produtores e com as condições oferecidas pelo Plano Safra.

“Um pequeno produtor, mesmo acessando linhas diferentes, não pode tomar crédito do Fundo com o mesmo custo financeiro de uma grande indústria de torrefação. Isso tem que ser corrigido”, afirmou.

Readequação entre linhas de crédito é vista como positiva

Outro ponto tratado pela Portaria 808 é a possibilidade de readequação entre as linhas de crédito e agentes financeiros, o que foi avaliado como um avanço pela CNA.

“Nosso esforço sempre foi garantir que os recursos do Funcafé cheguem em volume, momento e condições adequados para o cafeicultor. O monitoramento constante da aplicação é necessário para que tenhamos condição de realocar quando for necessário”, concluiu Andrade.

Com os ajustes propostos pela CNA, a expectativa é que os recursos do Funcafé cumpram de forma mais eficaz o seu papel de apoio à cafeicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja no Tocantins: Fazenda de cooperado da Castrolanda atinge 76 sacas por hectare na safra 2025/26

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A safra de soja 2025/2026 na Fazenda Tropical, propriedade de um cooperado da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial localizada no Tocantins, encerrou com produtividade média de 76 sacas por hectare, equivalente a cerca de 4.560 kg/ha. No total, foram produzidas aproximadamente 2.600 toneladas em uma área de 570 hectares.

O resultado é considerado positivo diante dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo produtivo, especialmente na fase inicial de implantação da lavoura.

Plantio da soja no Tocantins enfrentou irregularidade de chuvas

O plantio da soja teve início em 13 de outubro e se estendeu até 10 de dezembro, dentro da estratégia de aproveitar a janela ideal da cultura.

Segundo o engenheiro agrônomo da Castrolanda no Tocantins, João Nestálio Teixeira Schuster, o principal desafio ocorreu no começo do ciclo, devido à instabilidade das chuvas.

Ele explica que, embora as primeiras precipitações tenham ocorrido em outubro, o regime irregular afetou a umidade do solo e provocou perdas pontuais na implantação da cultura em algumas áreas.

Desenvolvimento da lavoura e manejo fitossanitário foram satisfatórios

A partir de dezembro, as condições climáticas se estabilizaram, favorecendo o desenvolvimento da lavoura de soja.

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De acordo com a equipe técnica, o manejo fitossanitário ocorreu dentro do planejado, com controle adequado de pragas e doenças durante o ciclo produtivo, o que contribuiu para a manutenção do potencial produtivo da cultura.

Excesso de chuva no final do ciclo impactou segunda safra

No encerramento do ciclo, entre fevereiro e abril, o aumento do volume de chuvas trouxe novo desafio ao sistema produtivo.

As precipitações, embora tenham favorecido o enchimento de grãos, dificultaram o planejamento da safrinha, atrasando a implantação das culturas subsequentes.

A colheita ocorreu entre 9 de fevereiro e abril, totalizando cerca de 60 dias de operação, período semelhante ao do plantio.

Produtividade da soja ficou abaixo de anos anteriores, mas dentro do esperado

Apesar da leve queda em relação a safras anteriores, a produtividade foi considerada satisfatória diante do cenário regional, que também enfrentou perdas climáticas.

Segundo a equipe técnica, praticamente todos os produtores da região registraram redução de rendimento devido ao comportamento irregular das chuvas ao longo do ciclo.

Mesmo assim, o desempenho da Fazenda Tropical foi avaliado como positivo e dentro das expectativas para as condições enfrentadas.

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Tocantins reforça posição como fronteira agrícola da soja

O desempenho da propriedade reflete o avanço da produção agrícola no Tocantins, que vem se consolidando como uma das principais fronteiras do agronegócio brasileiro.

Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra 2025/2026 no estado deve se aproximar de 10 milhões de toneladas de grãos, com destaque para a soja, principal cultura de expansão regional.

Sistema produtivo inclui soja, milho, sorgo, braquiária e abacaxi

Além da soja, a Fazenda Tropical adota um sistema diversificado de produção.

Atualmente, cerca de 320 hectares são destinados à safrinha, com aproximadamente 60% da área ocupada por milho ou sorgo. O restante é utilizado para braquiária, além de 15 hectares destinados ao cultivo de abacaxi, cultura de ciclo longo.

Segundo a equipe técnica, a diversificação contribui para a sustentabilidade produtiva e melhora o aproveitamento das janelas agrícolas da região, especialmente quando o plantio da soja ocorre dentro do período ideal entre outubro e novembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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