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CNA participa de reunião do CDPC que aprova orçamento de R$ 6,88 bilhões para Funcafé

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) esteve presente, na terça-feira (7), na reunião do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), realizada no Ministério da Agricultura. O encontro, liderado pelo ministro Carlos Fávaro, teve como foco a aprovação do orçamento para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinado à safra 2024/2025.

No evento, o ministro Fávaro destacou a importância da cafeicultura brasileira na balança comercial do agronegócio e a necessidade de promoção do café nacional no mercado internacional. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, conduziu a reunião, que aprovou um orçamento de R$ 6,88 bilhões para a safra 2024/2025.

Esses recursos serão alocados para diversas finalidades, incluindo comercialização (R$ 2,49 bilhões), custeio (R$ 1,73 bilhão), aquisição de café (R$ 1,61 bilhão), capital de giro (R$ 1,01 bilhão) e recuperação de cafezais (R$ 30 milhões). As decisões do CDPC ainda precisam ser ratificadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o que está previsto para ocorrer ainda neste mês.

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Além do orçamento para a safra, o CDPC também aprovou a distribuição de R$ 31,1 milhões do Fundo para ações discricionárias, com o objetivo de financiar pesquisas no setor cafeeiro, estatísticas e promoção do café brasileiro. Deste valor, R$ 17,6 milhões serão destinados à Embrapa Café para pesquisa e capacitação de técnicos, enquanto R$ 9,02 milhões irão para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (STI) do Mapa para sistematizar processos. Outros R$ 4,6 milhões serão investidos na promoção do café brasileiro no mercado nacional e internacional.

Durante a reunião, questões trabalhistas também foram abordadas, com destaque para a importância de boas práticas no campo e para a necessidade de uma política nacional para promover a imagem dos cafés brasileiros. Fabrício Andrade, presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, ressaltou o trabalho da CNA e das federações para orientar produtores rurais sobre boas práticas trabalhistas e para facilitar o diálogo entre o governo e os representantes dos trabalhadores.

“Em 2023, a CNA participou da elaboração do Pacto pela Adoção de Boas Práticas Trabalhistas e Garantia de Trabalho Decente na Cafeicultura no Brasil, sendo signatária do pacto e a única representante do setor produtivo junto à Mesa Tripartite de Diálogo Permanente para o Café”, explicou Andrade.

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A assessora técnica Raquel Miranda também destacou o apoio da CNA para a aprovação do PL 715/23, do deputado Zé Vitor, que visa formalizar as relações de trabalho no campo, garantindo a continuidade dos benefícios sociais aos trabalhadores safristas.

Por fim, a reunião também discutiu o desempenho do orçamento do Funcafé para a safra 2023/2024 e a nova regra de credenciamento de instituições financeiras que poderão acessar os recursos do Fundo. A partir do próximo exercício financeiro, bancos cooperativos individuais terão acesso direto aos recursos do Funcafé por meio dos bancos cooperativos centrais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

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Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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