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CNA e agroindústria retomam debates no Foniagro para fortalecer integração do setor

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Na terça-feira (24), o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, recebeu representantes da agroindústria em Brasília para retomar as atividades do Fórum Nacional de Integração Agroindustrial de Aves e Suínos (Foniagro). O encontro marcou a retomada dos debates sobre as cadeias produtivas e as relações contratuais no setor.

Foniagro: papel e composição

Criado pela Lei da Integração (13.288/16), o Foniagro é um fórum paritário que reúne representantes dos integrados (produtores) e integradores (indústrias). Seu objetivo principal é definir diretrizes para as cadeias produtivas e harmonizar as relações contratuais, promovendo equilíbrio e transparência nas negociações.

Importância do diálogo

João Martins ressaltou que a retomada das reuniões é essencial para ampliar o diálogo entre as partes envolvidas. “As demandas devem ser colocadas à mesa e resolvidas”, afirmou o presidente da CNA. Já Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), destacou o papel fundamental do fórum para definir diretrizes e solucionar os desafios nas cadeias de aves e suínos.

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Temas discutidos no encontro

Manual de Boas Práticas para as Cadecs: A implementação do manual para as Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração nos estados foi debatida, com acordo para ampla divulgação do material.

Resolução CMN 5.195/2024: Ajustes nas normas para financiamentos de avicultura, suinocultura e piscicultura sob regime de integração foram abordados. Foi proposto desenvolver uma planilha com indicadores técnicos e econômicos para facilitar a apresentação às instituições financeiras e otimizar o fluxo de informações nas Cadecs.

Projeto de Lei 8.311/2017: A proposta de alteração na Lei da Integração para impedir decisões unilaterais por parte das agroindústrias integradoras também foi tema da reunião, porém sem consenso, ficando a decisão para o próximo encontro.

Participantes do setor produtivo e da indústria

Representando o setor produtivo estiveram os vice-presidentes da CNA, José Mário Schreiner e José Zeferino Pedrozo; os presidentes das Federações de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, e do Distrito Federal (Fape-DF), Fernando Ribeiro; o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes; além do consultor técnico Iuri Machado.

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Pela indústria, participaram o diretor da ABPA, Marcelo Osório; o gerente executivo do Sindicarne, Jorge Luiz de Lima; o diretor da BRF, Paulo Rossato; e o gerente do grupo JBS, Adriano Chalegh. Também participaram remotamente representantes de diversas entidades, como Alessandro Boigues (ABCS), Ruan Schwertner (Faep), Érico Pozzer (APA), entre outros.

A próxima reunião ficou agendada para avançar nas discussões pendentes e buscar consensos que promovam o desenvolvimento sustentável da cadeia integrada de aves e suínos no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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