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CNA Defende que PL 2.951/2024 Pode Ser a Base para Novo Marco do Seguro Rural no Brasil

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, nesta terça-feira (3), durante audiência pública no Senado, que o Projeto de Lei 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, pode representar a base para a criação de um novo marco regulatório do seguro rural no país. Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Guilherme Rios, a proposta pode consolidar a gestão de riscos no agronegócio, além de aprimorar a previsibilidade orçamentária e a eficiência do setor.

O PL 2.951/2024, atualmente em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, sob relatoria do senador Jayme Campos, propõe mudanças significativas na política do seguro rural. Entre os principais pontos estão a reestruturação do Fundo Catástrofe, com possibilidade de aportes mais diversificados pela União, além de uma administração mais sólida e a participação efetiva dos cotistas. Essas medidas buscam garantir a estabilidade do mercado segurador, especialmente em situações de catástrofes naturais.

Aperfeiçoamento da Política de Seguro Rural e Desafios a Serem Superados

Embora o PL não resolva todos os desafios enfrentados pelo setor, Rios afirmou que ele constitui um passo importante para permitir que seguradoras e resseguradoras ofereçam produtos adaptados a novas regiões e culturas específicas. Ele destacou ainda que, após a aprovação do projeto, será necessário avançar em questões infralegais, garantir orçamento específico para regiões e culturas com baixa adesão ao seguro e promover a universalização dos produtos.

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Durante sua participação na audiência, o assessor técnico da CNA apresentou dados alarmantes sobre a contratação de seguros no Brasil. Em 2023, dos 70 milhões de hectares cultivados, apenas 11,4 milhões (aproximadamente 16%) estavam cobertos por seguro, o que representa a menor área segurada desde 2019. Esse cenário, segundo Rios, ocorre em um contexto de mudanças climáticas cada vez mais frequentes, com eventos como El Niño e La Niña afetando a produtividade rural. O aumento da insegurança climática tem levado à inadimplência na carteira de crédito rural.

Convergência para a Estabilidade e a Redução da Incerteza

A senadora Tereza Cristina ressaltou que a proposta visa proporcionar mais segurança ao produtor e às seguradoras, eliminando a incerteza sobre os recursos destinados à subvenção do seguro rural. “O PL busca aperfeiçoar os marcos legais do seguro, o que contribuirá para reduzir a necessidade de renegociar dívidas no campo”, afirmou.

Já o senador Jayme Campos, relator do PL, destacou o compromisso com a responsabilidade na elaboração do texto. “Esse projeto é fruto de um trabalho conjunto, e as audiências são essenciais para colher subsídios importantes. Esperamos que a proposta seja votada em caráter terminativo na CCJ ainda este ano”, concluiu.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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